Imagens do Fin del Mundo

Imagens do Fin del Mundo
Eu estive lá. De frente para a vida!

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Meu Aniversário!

Hoje, dia 20 de Outubro é o dia do meu aniversário.
Esta é com certeza uma data muito especial pois pela primeira vez estou fazendo 58 anos!
Parece brincadeira mas é verdade!
O óbvio deve continuar a nos surpreender, mesmo aos 58 anos de idade.
O bolo estava bom!
Tenho que registrar aqui o que aconteceu hoje, mais de 100 amigos me desejaram feliz aniversário em uma quantidade enorme de felicitações. Alguns deles amigos muito antigos, até mesmo pessoas que me viram nascer, e que ainda lembram! hehehe.
O importante é poder continuar a rir das coisas do nosso dia a dia não se esquecendo de AMAR sempre e cada vez mais aproveitando todo o sofrimento para transformá-lo em crescimento, usando como ferramenta de transformação o Amor, no mais verdadeiro sentido da palavra que sejamos capazes de interpretar. Esse sentimento que tem feito tanta falta nesses dias em que estamos vivendo uma ladainha de cada um por si e nem sequer o Deus por todos tem sido desejado.
Confesso que esta observação e constatação tem me feito um pouco triste, mas nunca podemos deixar de agir no caminho do que acreditamos ser o certo, pois o mundo nos devolve aquilo que plantamos, mesmo que não gostemos da colheita, é e sempre será algo que plantamos.
As coisas vão dando certo e a cada dia parece que o coração fica mais repleto, mesmo embora haja tanta falta e tantos vazios a serem preenchidos e principalmente, pessoas que se encontram temporariamente distantes de nossos corações, mas que ficamos sempre torcendo que voltem para o milagre do reencontro. Que seja enquanto é tempo!
Estou me sentindo muito feliz neste meu dia e cheio de energia para seguir em frente no meu caminho, sempre na esperança de que a vida se apresente nova e renovada, pois assim poderemos compreender o verdadeiro sentido da Fênix.
Ainda mais, me lembro neste momento de que ao final deste caminho tudo deverá ter valido a pena e que não tenhamos do que nos arrepender mas que sejamos um norte e um exemplo para nós mesmos e para aqueles que compartilham o caminho conosco, assim como aqueles são nosso norte.
Finalmente, que ao final dessa existência possamos chegar à conclusão de que amamos, perdoamos, realizamos, superamos, contribuímos e construímos tudo aquilo que aqui viemos para realizar, pois que senão, teremos passado a vida em vão e nem sequer precisaríamos ter vindo para este mundo a fim de consumir os recursos tão caros para a manutenção de nossa vida na Terra. O Chico Xavier disse algo assim: "Somos espíritos, vivendo uma aventura na Terra".
Gosto dessa ideia.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Chegada do Bernardo



E a vida recomeça. 
A história, de uma forma diferente, vai se repetindo em outro tempo, em outra velocidade, cada vez a vida exigindo mais. 
Vamos aprendendo na medida em que este mundo evolui e parece que evolui muito mais rápido do que a gente imagina. 
Parabéns a todos aí! Mamãe Cintia, papai Luciano, vovó Bê, Luciano e Bernardo. 
Desejo muita luz neste caminho que não é nem longo nem curto. Tem a medida desejada por Deus, da forma que necessitamos e nem sequer sabemos. 

Bernardo seja bem vindo. 
Nós já te amamos muito de graça. Sem nem sequer te conhecer de verdade. 
Passaremos a vida te apoiando naquilo que necessitar pois sabemos que ninguém pode viver sozinho. 
A vida é muito boa! Vamos juntos torna-la melhor em mundo, que se Deus quiser, será também cada dia melhor. 

terça-feira, 3 de setembro de 2013

A Bê de Moto

Agora a Bê está andando de verdade.
Ainda aprendendo e adquirindo segurança.
Eu é que fico mais preocupado que ela. Mas ela está indo muito bem como da para ver no filme abaixo.


Fomos nas ruas tranquilas do inverno nos Ingleses. Bom local para treinamentos.
É bom deixar claro que ela é devidamente habilitada para estar pilotando a sua própria moto, só que esta moto é um pouquinho mais pesada que moto que ela utilizou para tirar a carteira de motociclista. Mas, afinal de contas, está se dando muito bem. Ela leva jeito para a coisa.

Vamos ver quanto tempo demora para que possa fazer uma viagem, mesmo que pequena pois, ela mesmo diz, que para as viagens longas ela vai preferir ir na garupa mesmo, pois assim ela pode ir dormindo e se tiver que dirigir não. Hehe.

Vamos ver coo a coisa vai evoluindo...

domingo, 25 de agosto de 2013

Um Final de Semana bem Agitado

 
Neste final de semana de 24 e 25 de Agosto de 2013, aconteceram muitas coisas que merecem ser registradas aqui, para que eu possa vir a ter acesso a estas lembranças posteriormente,  sem esquecer daqueles que de alguma forma, acompanham este Blog.
 
Fomos para Curitiba na sexta-feira, dia 23 à noite, e chegamos em nossa casa às 22:30h. Nem tanto pela distância, mas é que a BR-101/376 não é mole não e existem alguns trechos em obras o que consome muito tempo na viagem. Mas já estamos acostumados com este esquema, embora acabe cansando muito mais que o normal.

Sábado, dia 24.

No sábado acordamos cedo, 7:30 da manhã para podermos ir tomar o café da manhã na casa da Cíntia e ver o nosso netinho Luciano, que sempre estamos com saudades, pois às 9:30 eu havia marcado de pegar meus filhos. O objetivo era ir até uma casa de câmbio localizada no CCI para comprar alguns Euros para a viagem da Louise para a Irlanda no dia seguinte, pois ela estava preocupada com uma nova conta de 900 Euros que ela terá que pagar assim que chegar no alojamento referente às custas de serviços, não entendi bem quais e imagino que nem ela. Com esta nova conta ela ficou meio descalçada e tivemos que ver uma ajuda, ao menos parcial.
 
Depois que saímos de lá, tudo resolvido, ela também aproveitou para cambiar alguns reais que ainda estavam na conta dela, somando tudo acabamos conseguindo um bom câmbio, ao menos melhor do que aquele que estávamos pretendendo pagar, economizamos 0,05 reais/ Euro.
 
Isto feito passamos na casa da mãe deles para deixar o Guilherme, que teria que se arrumar para a formatura, e que teria que estar no Centro Universitário Curitiba ao meio dia e nós outros fomos até a loja da Harley para ver o pessoal e tomar um café, caso ainda tivesse. A passada por lá foi bem rápida, eu, a Louise e o Conrado tomamos uma xícara de café e comemos um pedaço de empadão de frango que estava acabando. em menos de 5 minutos já não tinha mais nada para comer, mas também já era umas 11:30h.
 
Saímos da loja para irmos até a casa da Cíntia para buscar a Bê para acompanhar a formatura do Gui em uma solenidade muito simples, no auditório da faculdade mesmo onde seriam entregues os famosos canudos apenas. Nada de festas, almoços ou jantares e bailes. Uma solenidade muito simples e apenas para os familiares mesmo.
 
No caminho passamos por uma lotérica para vermos se iríamos ou não visitar a Louise na Irlanda meio cedo e fizemos, eu e o Con, uma fezinha na Mega-Sena, que infelizmente não deu nada. Quando estávamos chegando na casa da Cíntia liguei para avisar a Bê que estávamos indo lá e que os pais poderiam chegar perto das 2 da tarde para a formatura e ela nos avisou que estava arrumando todas as coisas e que não poderia ir conosco e que iria com o carro da Kátia.
 
Bem, havíamos perdido um tempão no trajeto, mas não tinha o que fazer, voltamos em direção ao centro e tínhamos que ver o que e onde comer. Chegamos à conclusão de que a Lou ficaria muito tempo sem comer uma feijoada então começamos a buscar por um local que tivesse feijoada, o Con acabou se lembrando do Mannus, que fica na Trajano Reis. Que além de ser rápido é por quilo e nosso tempo poderia se encaixar direitinho em nossas necessidades.
 
A feijoada estava ótima e a Lou comeu menos que eu e o Conrado, mas gostou de termos ido. Após o almoço fomos até a casa da mãe deles para que o Con trocasse de camisa e a Lou deixasse os euros e seguimos para a Uni Curitiba. Entramos no Anfiteatro que tem no 1º andar e pegamos alguns lugares o mais perto que deu do palco e ficamos esperando pelo início.
 
Foi muito emocionante ver aqueles jovens todos entrando um a um, vestidos com becas pretas, trazendo os casquetes sob os braços, e irem tomando assento nas primeiras poltronas sendo que quando o Gui entrou a emoção aumentou muito. Ele estava muito emocionado também e ria muito fácil como é a sua característica, pois quem conhece sabe que ele é muito alegre e como contagia os demais. Na verdade uma pessoa muito especial.
 
Iniciando a cerimônia teve a formação da Mesa Diretiva, com o Reitor e Coordenador do Curso de Direito e uma Professora.
 
O Guilherme entrando no Auditório.
Dá para ver como ele estava contente.

O mestre de cerimônias começou a chamar os alunos em ordem alfabética. Eles se levantavam, subiam  no palco e recebiam o Grau de Bacharel em Direito do Reitor e recebiam o Canudo do Coordenador contendo uma declaração de que haviam concluído o curso. O Diploma, propriamente dito, receberão depois de algum tempo ainda, tendo em vista a necessidade de registro no MEC e não quais outras burocracias ainda. Mas como o Gui já havia passado no exame da Ordem dos Advogados do Brasil - OAB, ele talvez possa dar entrada no pedido da carteira com aquela declaração. Não sei.
 
Depois que todos receberam os canudos, retornaram aos seus lugares, se cobriram com os casquetes, tiraram fotos, etc. Apenas o Reitor tomou a palavra para fazer um pequeno discurso, curto mas muito interessante. Me lembro de uma parte que contava uma história, mais ou menos assim:
 
"Quando estive em Madrid, a muitos anos atrás, tive o privilégio de visitar o Museu do Prado. Andando por aqueles infindáveis corredores, de repente me deparei com uma tela enorme, onde estava pintada uma cena que, embora já tivesse conhecimento de sua existência, tive a oportunidade de admirar pessoalmente.
 
A Cena era composta de uma pintura da cidade de Madrid, embora ainda fosse uma vila, já tinha a sua praça, o castelo do Rei, uma Igreja em construção, algumas casas de comércio, de moradores, praças e demais instalações de que uma cidade medieval era composta e tinha ainda, em suas imediações, uma Casa de Detenção onde os prisioneiros ficavam quebrando as pedras que seriam utilizadas nas construções da cidade. Transformando as mesmas em blocos retangulares para que pudessem ser utilizados nas construções da cidade que crescia.
 
Ocorreu que um dia o Rei resolver ir visitar esta Casa e, com todo o seu séquito, inclusive a guarda real, lá se foi. Eis que ele resolveu perguntar aos presos por que os mesmos se encontravam lá. O primeiro respondeu: - É que a nossa justiça é muito falha e acabou me condenando a ficar aqui sem que não tenha tido nenhuma culpa do crime do qual fui acusado e condenado. Foi então a outro e fez a mesma pergunta: -Porque o senhor encontra-se aqui? E este respondeu-lhe: - Nossas leis não são feitas para proteger os pobres e infelizmente eu, mesmo sendo inocente, estou aqui retido a muitos anos.
 
As perguntas foram assim sendo respondidas, mais ou menos da mesma forma por todos os reclusos, até que o Rei finalmente chegou perto de um prisioneiro já velho e que era um pouco surdo. O Rei chegando perto dele lhe fez a mesma pergunta e ele não ouviu e sequer reconheceu o Rei, pois também já não enxergava muito bem. O Rei levantou a voz e refez a pergunta, ao que o velho levantou a cabeça e respondeu sem se dar conta de quem lhe perguntava: - O Senhor está vendo aquela Igreja (apontando para a Catedral em construção), pois bem, estou ajudando a construí-la."
 
Gostei tanto da história que a transcrevi aqui, pois se trata de uma coisa muito importante para as nossas vidas, tudo realmente depende apenas do ponto de vista com que vemos as coisas. Mas é claro que não perdi a chance de comentar com o Lou, que está finalizando o curso de engenharia civil também já tendo concluído todas as disciplinas e créditos e que apenas não vai se formar para poder ir para a Irlanda no programa Ciência sem Fronteira do Governo Federal, que embora a formatura fosse de direito o Reitor acabou por utilizar uma história de engenharia. Hahahaha.
 
E a mistura foi geral depois de finalizada a solenidade.
 
 
 
O Gui e ao fundo o Milton. O Conrado e a Fátima lendo a declaração do canudo.
 
Que delícia. Formatura é muito bom.

Terminado o discurso, que incluiu ainda muitas outras falas sobre o início de uma carreira e do esforço que os formando ainda teriam que continuar fazendo até que pudessem vir a se transformarem em experientes operadores do direito, etc. Acabou muito rápido, pois não teve mais nenhum discurso nem de formando nem de paraninfo, agradecimentos etc.
   
Meus três lindos e maravilhosos filhos que Deus cedeu para a gente cuidar.
A Lou estava com irritação nos olhos... hehehe e o Gui feliz, como sempre.
 
Aqui nós dois felizes. Acho que sei por quem ele puxou. Hehehe.

Foi muito bom ver o Gui finalizando uma etapa muito importante de sua vida, que se iniciou no pré-primário e ora estava sendo sintetizada naquele momento. Foi uma cerimônia muito simples onde cada formando poderia levar apenas umas 5 pessoas, pois no auditório não caberiam mais do que isso mesmo, já que estava lotado.
 
Eu e o Gui.
 
Com a Bê.

E com a Mãe.

Gui com a Beca e Casquet.

Tiramos algumas fotos, a Bê saiu para voltar para a casa da Cíntia a fim de participar do chá de bebe que ela estava organizando para o Bernardo e eu, o Conrado e o Guilherme saímos juntos. Antes disso porém a Bê tinha marcado de se encontrar com a Ana Paula na Curitiba para irem juntas até a casa da Cíntia. O Daniel trouxe a Ana e ficamos conversando um pouco ali em frente a faculdade enquanto o Gui foi até uma lanchonete para tomar um Milk Shake com o Conrado, pois não tinha almoçado.
 
Saímos em direção ao Shopping pois eu queria dar de presente para o Gui um terno, já que este é o uniforme obrigatório de um advogado. Fomos ao Muller e na Padrão compramos um terno bem legal para ele.
 
Fizemos um pouco de hora, subimos na praça do cinema e tomamos um café. O Gui comeu um croisant de queijo e presunto e depois fomos até a casa da Cíntia para buscar a Bê pois iríamos jantar juntos na Batel Grill para festejar a formatura. Marcamos para as 8 da noite. A Fátima entendeu que era 7 da noite e avisou a Edi, namorada do Conrado, pois ela estava na aula até as 6 da tarde. Para completar o Conrado estava com o celular sem bateria. Logo, a coitada da Edi acabou ficando um tempão esperando sem saber que iríamos atrasar.

Chegamos na Cíntia já tinha acabado a festa mas ainda tinha algumas poucas pessoas, entre elas a Ana Paula, que foi com a Bê, minha sogra e uma sobrinha, a sogra da Cíntia e mais algumas parentes do Luciano. Ficamos ali mais um tempinho até que as pessoas foram embora pois achava que não iria somente a Bê para jantar.

Logo depois o Daniel estava vindo de moto para buscar a Ana e depois de alguma conversa telefônica ele acabou chegando e entrou. Ficamos ali de papo e tempo foi passando. Quando estávamos nos despedindo para sairmos chegou o Luciano com o Lucianinho. Aí começou tudo novamente pois o Conrado e o Lucianinho começaram a fazer festa e brincar. Passado mais algum tempo e quando vimos já era cerca de 9 da noite. Descobrimos quando a Mãe deles ligou para saber da janta pois a Edi estava cansada das aulas e estava indo para casa.

Putz!!! Aí a coisa pegou! Juntamos a tropa e fomos embora, eu a Bê, o Conrado e o Gui. Acabamos chegando na Batel Grill era cerca de 9:30. Graças a Deus a Edi se arrumou em casa e retornou porque senão eu me sentiria muito culpado por tudo. Claro que ela estava chateada pelo fato do Conrado não ter avisado do que estava acontecendo e, o pior, que com toda a razão do mundo. Mas depois de alguns acertos normais ficou tudo muito bem. A Lou que tinha ido em um encontro de amigos dela, da faculdade, também já tinha retornado e estava lá com a mãe dela. Acabamos ficando em 7 pessoas apenas, o Gui, Conrado e Edi, a Louise e a Fátima e a Bê e eu. Jantamos e rimos muito. Estava muito divertido. Quando saímos do restaurante já estava tudo vazio e era cerca de meia-noite passada.

Cada um para a sua casa, pois no dia seguinte a Lou estaria embarcando para Irlanda para passar um ano fora de casa.

Domingo, dia 25.
 
Domingo acordamos novamente cedo para irmos até o aeroporto nos despedirmos da Louise. Nos programamos para chegar ao aeroporto às 9:15, acabamos chegando às 9:30, mas o bom que foi que chegamos todos juntos. Até o Gui foi, digo até o Gui pelo fato de ele ter saído à noite com os amigos para festejar a formatura e ter voltado para casa somente as 7 da manhã, ou seja, não dormiu e quando chegamos fui informado de que ele estava dormindo no carro. Tudo bem, ele acabou voltando rapidinho para junto de nós. Com cara de sono mas estava ali acordado e disposto. Como sempre alegre e brincalhão.
A criança que a Lou levou. 32kg.

Despachando a mala.

A Lou fez o checkin direto de Curitiba - Dublin, tendo 2 conexões, uma no Rio de Janeiro e outra em Paris e lá se foi a malinha de 31,5 kg dela. Coisa pequena, se quebrar a roda ninguém carrega. Trocando de companhia também, saiu de Curitiba pela TAM e depois Air France. Chique até nisso a menina.

A Lou com a mãe e o Milton.
Claro que teve show de choradeira, até eu mesmo acabei me emocionando, faz parte, afinal de contas trata-se de uma boa aventura para ela, mas estamos todos rezando e desejando que ela se saia muito bem e que possa alçar voos cada vez mais altos em sua vida. Afinal de contas, embora os filhos sempre pareçam pequenos eles não são mais, a Lou já está com seus 23 anos e mais do que na hora de fazer suas escolhas e seguir em frente como ela já vem fazendo a algum tempo.
Todo mundo com o olho molhado.

Piorou!!!!

Que gostoso...

Chegado o momento ela se foi. Nos despedimos e até quando ela estava para sumir no fim do corredor, depois do raio X, ela ainda parou para fazer um coração com as duas mãos.

Despedida completa, agora tínhamos marcado de ir ao Largo da Ordem (do Cravinhos) para encontrar com o Daniel e com a Ana Paula, pois queríamos nos despedir da Helena, filha deles, que deverá estar indo para passar um ano nos EUA, e estará embarcando nesta próxima sexta-feira, dia 30 e nós estaremos em Floripa. Ela deverá estar indo para o estado de Michigan em uma cidadezinha localizada bem próximo à fronteira com o Canadá, ou seja, vai passar um inverno dos bons por lá e ficará lá por um ano também, como a Lou.
 
De onde se tira que as filhas estão voando muito hoje em dia, os meninos ficam em casa e as meninas ninguém segura. Elas vão tomar conta do mundo.
A Bê, a Helena e eu no Largo da Ordem.

Encontramos com eles no Largo e depois fomos almoçar no Cabral Grill, localizado na Cândido de Abreu, próximo ao Shopping Muller e que somente agora me toquei que não avisei os meus filhos de que eles poderiam ir conosco. Desculpem-me se lerem este texto.

Depois do almoço saímos direto para a estrada e chegamos em casa, em Floripa, com a promessa de que no próximo final de semana teremos um encontro em Florianópolis de pais sem filhas. Hehehehe.

Chegamos bem as 7:30 da noite sem nenhuma parada, nem para um cafezinho, mas com o consumo de 2 pacotes de pipoca doce, que é para manter acordado, tanto eu coo a Bê que já me viciou nesta pipoca doce assada, que eu nunca gostei muito e agora está me conquistando, pois ela adora!

Até a próxima pessoal.
 
 
 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Bê, Um Luxo Só!

A  minha querida Bê está um LUXO.
Agora ela está De Luxe, ou seja Softail De Luxe.
Neste dia 11 de Julho de 2013, ela fez aniversário e, por muita coincidência, chegou a moto dela, branca e vermelha, como ela queria, que havíamos encomendado já a mais de 4 meses.
O curioso é que a moto chegou 2 dias depois que ela pegou a carteira de motociclista e ainda por cima, foi entregue exatamente no dia do seu Aniversário!
Isso sim é que poderia ser chamado de dia em que ela ficou mais nova, ao menos neste ano não dá para dizer que não, pois ela parecia uma criança de 15 anos.
Veja só como ela ficou bonita.


A Bê em sua De Luxe na frente da Floripa HD - Bota feliz nisso..
À noite, depois do meu trabalho, fomos até um loteamento mais tranquilo para que ela pudesse andar um pouco e ir sentindo o peso e a maneira de dirigir, pois pilotar uma motinho qualquer é coisa para criança, mas uma Harley é coisa para gente grande, além do que exige uma certa habilidade e paixão que apenas uns poucos escolhidos tem.

Ela tem! Eu tenho! Pouca gente tem! Se não entender, não vai adiantar explicar!

Sei que ela ficou ainda mais linda em cima de sua De Luxe branca e vermelha, do jeitinho que ela queria.

Felicidades para nós querida! Seja muito feliz com essa sua companheira que não deixa de ser uma ruiva com luzes. Hahaha.



domingo, 7 de julho de 2013

Oração publicada pelo Zani no face da Bê

Zani,

Realmente espero que ele não tenha se enganado, pois como ele está habituado a viver em gaiola, prefiro acreditar que quando se viu livre, não sabendo como sobreviver, em uma situação difícil, vendo a vido se esvair, escolheu um casal onde ele viu que poderia ter acolhimento podendo sentir que ali tinha AMOR - a linguagem divina universal que pode ser reconhecido por todas as criaturas de Deus.

Eu prefiro pensar assim, pois a outra alternativa, me levaria a soltar o Xaim e aí fico pesaroso pelo destino que ele poderá ter.

O mais curioso é que ontem à noite ele já não vinha mais na minha mão. Quando a gente se aproxima da gaiola ele se afasta, em uma reação normal, esperada e previsível, diferente daquela que vivenciamos ontem.

Tomei a liberdade de copiar para cá a oração que você publicou no face da Bê.

Ele se enganou ! Viu um casal que gosta de bater asas por aí, de se sentirem livres, de encontrar amigos... Ele viu que a filosofia de vida da casa e... se enganou > Filosofia HD : Nós acreditamos no nosso próprio caminho, não importa qual é o rumo que o resto do mundo está tomando
Nós acreditamos em resistir a esse sistema que foi construído para esmagar os indivíduos como insetos em um para-brisas
Alguns de nós acreditam no Homem lá de cima; todos nós acreditamos no homem que somos aqui embaixo
Nós acreditamos no céu, e não acreditamos em tetos solares
Nós acreditamos na liberdade
Nós acreditamos na poeira, nos búfalos, nos vales montanhosos, na vegetação rasteira e em pilotar em direção ao pôr do sol
Nós acreditamos em bolsas laterais, nós acreditamos que os caubóis é que sabiam das coisas
Nós nos recusamos a abaixar a cabeça para quem quer que seja
Nós acreditamos em roupas pretas, porque elas não demonstram sujeira... ou fraqueza
Nós acreditamos que o mundo está ficando muito monótono, e que nós não vamos ficar como ele
Nós acreditamos em pegar a moto e viajar por uma semana inteira
Nós acreditamos em diversões de beira de estrada, hotdogs de posto de gasolina e em descobrir o que está acontecendo na próxima cidade
Nós acreditamos em motores barulhentos, pistões do tamanho de uma lata de lixo, tanques de combustível desenhados em 1936, faróis do tamanho dos de uma locomotiva, cromo e pintura customizada
Nós acreditamos em chamas e em caveiras
Nós acreditamos que a vida é o que você faz dela, e nós fazemos dela uma viagem daquelas
Nós acreditamos que a máquina que você pilota diz ao mundo exatamente de que lado você está
Nós não nos importamos com o que os outros acreditam
Amém."
Será que é melhor ele ficar na gaiola? "Piriquito, vem pra rua" !!! Liberdade já !!! hahaha

Xaim - Nosso Novo Companheiro(a)

Hoje aconteceu um fato memorável, que faço questão de registrar aqui para que no futuro eu mesmo possa recordar dos detalhes.

Fomos ao apartamento novo, que estamos arrumando e pretendemos nos mudar em breve, fica localizado no Itacorubi em Florianópolis.

Eu estava conversando com o Douglas, prestador de serviços que está colocando gesso, luminárias, etc., conforme projeto que eu a Bê e a Lou havíamos feito e que, graças principalmente à Lou, que desenhou tudo, ficou realmente muito bom. Tanto o gesso como a iluminação. Claro que a Arleni da Dellanno, que projetou os móveis, também ajudou muito.

Mas enquanto tentava acertar com o Douglas os detalhes de algumas diferenças em nossas contas, notei que um passarinho havia sentado sobre o parapeito da sacada do apartamento, vi isso através da janela do escritório. Como me pareceu um periquito australiano, o que não é comum de se ver, pois os mesmos vivem apenas em gaiolas, fui até a janela do escritório e era um periquito australiano de cor azul e asas cinzas.

Imaginei que ele voaria quase que instantaneamente, mas para minha surpresa ele ficou ali parado atento em mim. Me lembrei imediatamente do Olavo, irmão do Cláudio, e comecei a falar com ele, chamando o mesmo por xaim, paxaim, fui esticando um pouco o braço direito para fora da janela com os dedos estendidos, como que oferecendo um poleiro para ele.

A Bê chegou perto e disse que ele não viria, também achava que não mas respondi que ele estava demonstrando uma certa vontade de vir, pois havia dado uns 2 passinhos em minha direção, parece que tinha vontade de ir embora mas se sentia atraído. Eu continuava a falar com ele, quando de repente, ele levantou voo e veio direto pousar no meu dedo. Fiquei muito impressionado e a Bê também não acreditava que aquilo estava acontecendo.

Continuei falando com ele e chamando de Xaim. Quando indiquei o caminho ele foi subindo pelo meu braço e chegou ao ombro, me afastei da janela, achando a todo momento que ele acabaria levantando voo, mas, ao invés disso, ele subiu na minha cabeça. Quando me dirigi para a cozinha, a fim de pegar o interfone para ligar para a portaria em busca saber se alguém no prédio tinha perdido um periquito, ele voou direto para o ombro da Bê e ficou brincando com o cabelo.

O Jackson, eletricista que eu apelidei de João Pequeno, pois tem mais de 2m de altura e é enorme, e o Douglas, gesseiro e coordenador dos trabalhos, não acreditavam no que estavam vendo e eu muito menos, somente tinha visto o Olavo fazer isso uma vez e apelidei ele de São Francisco por causa disso. Na reforma o nosso interfone não está instalado e acabei indo ao elevador para ligar para a portaria, deixando o Xaim com a Bê.


O Xaim no chão do quarto reconhecendo o ambiente.
De dentro do elevador, liguei para a portaria que me informou que o Sérgio, nosso zelador, estava pelo prédio, mas não sabia onde. Neste meio tempo, a porta do elevador se fechou e começou a subir, quando parou e a porta se abriu dei de cara com o Sérgio. Achei muito engraçado. Contei para ele o ocorrido e ele me disse que uma vizinha do 611 tinha perdido uma caturrita há alguns dias e que devia ser o dela. Fiquei feliz por ter encontrado o lar do bichinho.

Fomos até o apartamento e ele tentou pegar o passarinho, que a Bê tinha colocado dentro de um quarto fechado. Ao invés de pegá-lo acabou deixando o bichinho estressado, arrancando 2 penas da cauda. Ele desistiu quando sugeri que ele fosse buscar a dona, pois a cena estava dantesca e eu com pena do passarinho.

Neste meio tempo, peguei um pote para colocar água para o Xaim, quando estava dentro do quarto, escutei do lado de fora a Bê gritando: - Então é meu! É meu!

Tentei argumentar que nós viajamos muito e que ficamos fora por vários dias, mas o Sérgio que estava ali disse que não tinha problema e que no caso de viajarmos ele cuidaria do Xaim para nós. Pronto aí a coisa realmente ficou irreversível, não tinha jeito, pois da forma como ele tinha me escolhido e eu a ele, não havia como negar a ligação incompreendida entre nós. No mínimo uma benção para a nossa nova morada. Eu estava na verdade tentando escapar da responsabilidade de ter um animal de estimação em casa, que sempre dá trabalho e acabamos nos apegando.
Chegando de volta com a gaiola amarela e branca na grelha da moto.
Agora vou ter que comprar um capacete para o Xaim ir passear de moto conosco. Hehe.

Sob a insistência da Bê, fomos a um Pet que tem ali perto e compramos a única gaiola de metal que tinha, uma amarela com branco, a coincidência é que combina com a moto. Prendi a gaiola na grelha do tour pack, coloquei a comida do bichinho na moto, retornando rapidamente para o apartamento pois o coitadinho do Xaim parecia estar morrendo de fome.
Parece que ele sofreu muito e está quieto.
Depois de ser tratado ele não quer mais muita proximidade. Acho que recuperou seus instintos.

Arrumamos a água e a comidinha nos potes da gaiola e lá fui eu com a gaiolona, portinhola aberta para ver como é que eu iria fazer para ele entrar na gaiola. Abri a porta e a Bê veio atrás de mim. Ele estava em cima de uma caixa de papelão, e ficou atento, notadamente ele viu a gaiola como algo conhecido e ao invés de buscar se afastar ele se interessou vindo para a borda da caixa, mais próxima de mim, eu não tive dúvida e na hora aproximei a portinhola da gaiola dele e, qual foi a minha surpresa, ele pulou no arame da borda e simplesmente entrou na gaiola, indo direto para o pote e se atracou de um jeito incrível na comida. Acho que ele estava realmente morrendo de fome. A Bê já me sacaneou dizendo que realmente era para ser meu, pois ao menos para comer ...
O Xaim no meio da sala, no pote de comida e a Bê. Todos no meio da bagunça e sujeira da reforma.


Ele está descansando. Afinal, à noite os pássaros ficam com sono. Vamos ver amanhã se ele estará mais animado.

Pelo jeito passou o dia inteiro próximo ao pote de comida, à noite, quando fomos ao apartamento, ele continuava comendo, ficamos preocupados que ele acabaria passando mal. Depois entendi porque ele ficou tanto tempo no quarto e não fez nenhuma sujeira, o coitado estava sem nada no intestino.

Pronto, hoje temos um animalzinho de estimação, que já é muito amado por mim e pela Bê, pela forma como ele se apresentou e entrou em nossas vidas. Esperamos que possa ficar conosco por muito tempo ainda.

domingo, 2 de junho de 2013

Festa de 110 Anos da Harley

Nossas fotos na logo dos 110 Anos da HD. Fazemos parte dessa história.
Neste ano a HD está completando 110 anos de existência, fundada em 1903, quando o Harley e o Davidson decidiram montar um motor em uma bicicleta e, depois disso, toda uma história de sucessos e insucessos chegamos ao que hoje representa este estilo de vida HD.

Para festejar o aniversário de 110 anos estão sendo organizadas festas em vários países, sendo que no Brasil a festa foi em São Paulo, na Nova Arena Anhembi, ao lado da passarela do samba na Marginal Tietê. Fizemos nossas reservas já com muita antecedência no Novotel e adquirimos os ingressos pela internet.

Quinta-feira foi feriado, dia de Corpus Christi, e com a ponte da sexta-feira, saímos de Florianópolis na quinta-feira após o expediente, com a nossa moto, em direção a Curitiba. Havíamos combinado com o Daniel, Ana Paula, Lauro e Edite, de sairmos na sexta-feira cedo do posto do Alphaville, já na saída para São Paulo.

Marcamos de nos encontrar as 7:30 há manhã. Quando chegamos ao posto, às 7:25, os dois já estavam lá, saímos deixando para tomar o café da manhã no posto Petropen, lá pela metade do caminho. A manhã estava fria e com muita possibilidade de garoa ou mesmo chuvas.

O caminho até o Petropen foi tranquilo. O movimento não era muito grande embora a quantidade de caminhões seja sempre grande na BR-116, neste trecho entre Curitiba e São Paulo. Seguimos devagar pois a pista estava molhada em muitos trechos, sendo que eu e o Daniel estávamos de moto e o Lauro de carro. Demoramos pouco mais de 2 horas para chegar no Posto Petropen para finalmente tomamos o nosso café da manhã muito gostoso.

Embora o movimento não fosse muito grande, devido a obras, haviam trechos em que o trânsito ficou engarrafado e eu e o Daniel seguimos pelo corredor, pois de moto a situação é muito diferente daquela que se enfrenta de carro e o Lauro ficou preso na fila e deveria demorar um pouco para nos alcançar. Impressionante é que ele demorou muito menos do que imaginamos, ou seja, quando a gente se desloca pelo corredor, pensa que se ganha muito tempo em relação aos carros, mas normalmente não é muito. Neste caso foi coisa de meia hora.

Para evitar problemas com o reencontro, pois estávamos viajando juntos, embora fossem duas motos e um carro, combinamos que o ponto de encontro deste primeiro trecho, seria o Petropen. Precisaríamos combinar um novo ponto de encontro para este segundo trecho.

Teríamos que chegar juntos em São Paulo pois o Lauro não conhecia o caminho para chegar ao hotel, além de não conhecer a cidade de São Paulo, assim como eu na verdade. A diferença é que eu estava com o GPS e assim me viro. hehe. O Daniel conhece a cidade, já que é de lá, mas ia para outro caminho e não havia necessidade de pedir para ele nos levar até o hotel, pois poderíamos muito bem nos virarmos sem ele.

O mais incrível foi que o Lauro não demorou mais de 30 minutos para chegar ao posto e nos encontrar. Logo depois do Lauro, começaram a chegar os demais grupos de motos que haviam saído de Curitiba a partir das 8:30, com o grupo do HOG Curitiba - The One. Conversando com eles, ficamos sabendo que se dividiram em 5 grupos menores para aumentar a segurança na estrada.

Necessitávamos marcar um novo ponto de encontro para o segundo trecho. Depois de algumas alternativas, marcamos com o Lauro, que em caso de algum novo engarrafamento, nós o esperaríamos no primeiro posto após o reinício da pista dupla, depois da Serra do Cafezal.

Logo depois do início da pista simples nos deparamos com o trânsito parado, eu e o Daniel deixamos o Lauro e a Edite com o carro e seguimos pelo corredor. O duro é que naquele trecho a pista é muito estreita, não tem acostamento e o deslocamento é difícil nos corredores.

Resultado, houveram momentos em que seguíamos pela pista da contra mão, entrando rapidamente em alguma fresta quando vinham carros ou caminhões no sentido contrário, ou seguindo por onde tinha algum espaço. O problema é que as motos, refrigeradas a ar, esquentam muito. Esta é uma questão que gera dois problemas, o primeiro é que esquenta as pernas do piloto e o segundo é que acaba superaquecendo o motor mesmo e desta forma o óleo fica fino demais e acaba não lubrificando o motor gerando atrito e diminuindo em muito a vida útil do motor.

Desta forma, todas as vezes em que tive que parar desliguei o motor da moto. Andar na subida de uma serra nas condições de movimento excessivo, quando o trânsito mais para do que anda, é uma caso muito difícil de gerenciar com uma HD.

Não demorou muito e apareceu o Roger com a sua moto padrão polícia americana. Fomos indo atrás ou junto com ele e depois de algum tempo paramos e nos separamos. O Daniel, depois de algum tempo também sumiu, não sabia nem se ele estava na minha frente ou atrás, pois ele seguiu por um lado e eu fui por outro e nos desencontramos.

Pelo meio do caminho apareceram ainda o Edgardo e outras 3 motos, que nos passaram e seguiram em frente. Quando chegamos em um trecho da estrada olhei no acostamento, na verdade na canaleta de drenagem, e vi uma motocicleta caída e o piloto sentado na grama. Haviam alguns motoristas ali ao lado dele, um motorista de caminhão deu uma garrafa de água para o cara. Eu não o conhecia e ele me disse que estava vindo de Seara – SC, e que não estava com o grupo, pois estava indo para SP visitar e conhecer a sua netinha que estava com 1 mês de idade. Ele não se machucou, apenas tinha pouca experiência em andar de moto e ao entrar na canaleta, sendo que outras 2 motos haviam seguido por ali, acabou derrapando e caindo.

Ele me pediu que levantasse a moto, pois estava muito cansado e suado, desgastado pelo extremo calor, sendo que estava tirando a jaqueta, blusa, segunda pele, ficou sem camisa. Pedi ajuda aos caminhoneiros para levantar a moto e coloquei a mesma em cima do asfalto novamente. Logo em seguida o trânsito começou a andar e falei com o colega que tínhamos que tirar as motos dali pois o local estava ficando perigoso. Ele estava se arrumando e quando foi para subir na moto, ele se virou novamente para o mato e vomitou. Mistura de nervoso com calor e desidratação.

Vi a Bê sentada na moto, parada no canto estrada, com os caminhões desviando, e decidi que não poderia mais ficar ali, teríamos que sair, pois o perigo era grande e algum acidente poderia acontecer a qualquer momento.

Falei com o colega e ele já estava melhor, sendo que se arrumou e foi ligar a moto. Novo problema! A moto não ligava. Que merda! Naquela situação, eu havia acabado de ligar a moto dele e agora isso. Desci da minha moto e fui até lá para ver o que estava acontecendo. Pé de apoio levantado, ponto morto, contato ligado, posição ON na chave de acionamento, partida e nada. O movimento aumentando, eu vendo a Bê na moto com os caminhões desviando, parece que haviam desobstruído a estrada e o trânsito estava começando a ficar, a cada momento, mais perigoso.

Falei para o rapaz ficar no trecho de canaleta, ajudei ele a descer um pouco para fora da pista principal, ele se apoiou ali com os pés e ficou esperando para ligar a moto que devia estar apenas com superaquecimento, de qualquer forma, em breve chegaria o caminhãozinho da The One que poderia ajuda-lo melhor do que eu que estava colocando em risco a vida da Bê naquele momento.

Segui por não mais de 1 km e encontrei um pessoal parado num recuo que tinha no lado oposto da estrada. O Edgardo me indicou que entrasse ali e enquanto explicava a ele o que havia ocorrido, imaginando que fosse algum conhecido dele, fiquei sabendo que não era conhecido, mas neste exato instante chegou o rapaz que havia ligado a moto dele assim que eu sai. Ótimo. Daquele ponto, seguimos em frente retornando à pista com o auxílio do pessoal da concessionária que estava removendo os cones pois a pista havia mesmo sido liberada.

Seguimos devagar mas sem parar, era reconfortante ter o motor sendo refrigerado pois estava muito quente ainda, e aos poucos a nossa velocidade foi aumentando e estávamos viajando a cerca de 80 km/h, logo em frente estava o início da pista dupla e no primeiro posto encontrei o Daniel parado, entramos eu e o rapaz de Seara que vinha junto conosco.

Notamos que aquele local era muito ruim e ligamos para o Lauro que atendeu, combinamos que estaríamos esperando por ele no segundo posto pois o primeiro era muito ruim e a Edite nos informou que o trânsito estava andando. Seguimos até o segundo posto que era muito bom, inclusive com uma bela churrascaria e infraestrutura. Novamente ficamos por muito pouco tempo esperando pelo Lauro, mas a quantidade de motos que foram chegando ali não foi pequena não. Todos comentando sobre as experiências ruins que haviam tido naquele engarrafamento.

Almoçamos um bife com polenta, que estava muito bom por sinal e seguimos em frente. O Daniel se desligou do nosso pequeno grupo quando chegamos ao Rodoanel pois entramos nele e eles seguiram pela Regis em direção ao centro pela Francisco Morato. Seguimos até a Castelo e tomamos a direção de São Paulo caindo na Marginal Tietê e dali seguindo até o nosso destino sem maiores problemas, não devido à minha expertise em dirigir em São Paulo, mas sim devido à bravura incontestável do meu Garmin Zumo 660, GPS que desde 2009 tem me levado por muitos caminhos na América do Sul e até mesmo pela Europa uma vez.


Nosso quarto no Novotel.
O Novotel é um belo hotel, quando chegamos já tinha uma boa quantidade de motos estacionadas por lá. Fizemos o nosso check in e a Bê e eu conversamos sobre o quanto seria bom se pudéssemos nos encontrar com o Cláudio e a Dumi, como sempre coisa de última hora sem combinar coisa alguma. Ligamos para ele e claro que pegamos ele de surpresa, mas o principal é que estava em casa e não no Sítio, pois quase sempre ele está fora de São Paulo nos finais de semana. Foi realmente muita sorte. Ele ficou de ligar par nós em seguida pois queria ver com o pessoal dele como é que iria fazer.


Hall do Hotel.


Julien e Imane, ele francês e ela Marroquina. Uns queridos.
O pessoal da HD estava combinando de ir até uma casa de chopp que tinha ali na redondeza e que seria possível ir à pé, deixando desta forma a possibilidade de tomar umas cervejas, pois hoje em dia não é mais possível beber quando se está dirigindo, afinal de contas, além dos riscos, tem a multa de quase 2000 e a possibilidade de ficar por uma ano sem carteira.

Tomamos um banho muito gostoso para recompor as nossas energias, pois o calor e o sofrimento do engarrafamento na subida da serra do Cafezal não havia sido fácil não. Assim que tomamos banho o Cláudio ligou de volta dizendo que estaria passando ali para nos pegar em seguida. Nos aprontamos e descemos além de avisar o Lauro e a Edite de que iriamos sair com uns amigos e que não iríamos com eles à chopparia ou cervejaria, não sei muito bem.

O Cláudio e a Dumi chegaram rapidinho para nos pegar e ainda por cima vieram a Erica e a Milena, duas moças maravilhosas, uma filha e outra neta do casal, uma lindas que gostamos muito. Afinal de contas, uma família que descobrimos nos caminhos da vida e que foi realmente um achado daqueles sem preço que pague. Saímos dali em direção a uma pizzaria que o Cláudio disse ser um local onde ele ia com os pais para comer pizza nos finais de semana e que era um local muito bom que a muitos anos não iam.


Eu a Bê e a família linda do Cláudio, na Pizzaria.
Chegamos na Pizzaria, que era maravilhosa e não faço a menor ideia de onde ficava localizada, pois rodamos um bocado, mas que ficava próximo da casa da mãe do Cláudio, no bairro onde ele nasceu e cresceu. Foram momentos muito agradáveis com pessoas amadas. A Dumi estava recebendo naquele dia um grupo de amigas, que estudaram com ela nos tempos de faculdade em Assunção, onde ela nasceu e se formou, e que elas estariam indo para a Europa circular por alguns países com saída marcada para o dia seguinte. Mesmo assim ela foi conosco jantar. Não é uma pessoa muito querida? O mais interessante é que um engenheiro e uma engenheira que trabalharam em Itaipu e eu conheci, o Felix e a Toti, foram colegas dela na faculdade, sendo que a Toti estaria indo juntamente com ela na viagem e estaria chegando naquela noite em SP. Mandei lembranças minhas a ela.

A Erica, filha deles, é uma pessoa muito legal também, e as conversas foram das melhores possíveis, conversamos muito sobre as novidades do sítio, localizado em São Roque – SP, próximo à Raposo Tavares, onde tivemos a felicidade ter ido já umas 3 ou 4 vezes, onde sempre fomos recebidos como reis em visita e um país amigo. Nunca tivemos a oportunidade de retribuir à receptividade deles, não por falta de convite, mas acho que por falta de oportunidade mesmo.


Filha e Netos do Cláudio. Que gente linda.
Agora a Milena. Ah a Milena! Um caso totalmente à parte mesmo. Uma menina de 12 anos que é das mais lindas que se pode encontrar. Uma cabecinha de impressionar e uma capacidade de conversar e trocar ideias sobre os assunto que prediz um futuro brilhante, eu diria que ela tem tudo para ser uma pessoa muito feliz.

Depois da pizza, que estava muito boa, nos levaram novamente ao hotel, já era meio tarde para quem iria sair para viajar no dia seguinte, mas foi muito agradável estar com eles.


Cláudio e Dumi. Lindos.
- Obrigado pela companhia meus queridos amigos e venham nos visitar, vocês são pessoas que moram em nossos corações, parte da família que escolhemos. Graças a Deus tem defeitos, que para nós, parecem virtudes. Assim é o Amor!

Na manhã seguinte teríamos um maravilhosos café da manhã no hotel, depois iríamos para o café da manhã na loja da Aba Harley Davidson, em SP, depois iríamos até Campinas, para o café da manhã de lá, e para não ficarmos com fome, iríamos almoçar em um restaurante campeiro com comida mineira. Dá para entender porque os harleyros são barrigudos? Pelo menos eu sou, mas estou tentando perder a barriga, entretanto desse jeito acho que não terei muito sucesso não. Hehehe.



A turma se organizando em frente ao Novotel.
Pela manhã todos pegando as motos no hotel e se arrumando para sairmos em um grupo único até a Aba. Foi bacana, é sempre impressionante quando junta uma quantidade assim grande de motos em um passeio, no caso devíamos estar em umas 100 motos.

O trem a caminho da Aba.
Na Aba, compramos camisetas de recordação da festa dos 100 anos e aproveitei levar a moto para trocar o óleo, pois estava com 8.500km e eu havia me esquecido de mandar fazer a revisão antecipada dos 10.000 km em Florianópolis e agora estava com o óleo vencendo.



Chegando na Aba. Concessionária HD em São Paulo.
O que mais me preocupava eram as altas temperaturas do motor durante a subida da serra do Cafezal, acho que naquela altura dos acontecimentos as nossas motos estavam rodando com água ao invés de óleo no motor. Tiveram algumas motos que quando desligadas não quiseram mais ligar devido ao sistema de proteção do motor, protegendo o motor de fundir.


Em frente à Aba - SP.


Trio parada dura. Marilys, Bê e Edite.


Edite, Marilys e André.


Paulo e Solange.


Aba - São Paulo.


Robertinho. Esse é um dos anjos que me salvaram com o amortecedor na ida para o Uruguai. Grane cara!


A Aba ficou um agito.


E o caixa bombando. A Neide e o André ao fundo sorrindo. Eita vida mais ou menos, hein André?




Eu, Daltro, Fernando, Edite e Julien.

Zunino e Chico. Bandeira do HOG Floripa.
Deu certinho o tempo para trocar o óleo, pagar e sair da loja com a moto de óleo novo, com a Bê na garupa, no final da fila do desfile. A essa altura acho que éramos cerca de 350 motos. Um trem enorme. Não se via o começo nem o fim da fila, mesmo nos longos trechos da Bandeirantes.

Os presidentes do HOG Floripa e Curitiba. Zunino e Daltro.


Movimento na oficina da Aba.



Paulo e Solange na Ultra comemorativa dos 110 Anos. Linda essa moto.


A turma se organizando para sairmos para Campinas.
Lauro, não sei onde você se meteu que não tenho nenhuma foto sua para publicar aqui.

Saímos da Aba e seguimos até a Marginal Tietê de onde entramos diretamente na Bandeirantes, a partir do Obelisco da Rodovia. O trem de motos estava muito bonito. O pessoal cuidadoso, não havia nenhum moleque fazendo bobagens, o que é raro mas acontece, principalmente quando se está em um grupo assim tão grande.
 

Trem na Bandeirantes.




Algumas fotos oficiais tiradas pelo maluco que estava no carro. Ficaram muito boas.



Trem na Bandeirantes.



Essa imagem está muito boa. A Bê conseguiu capturar o trem de motos na Bandeirantes. E a primeira é uma de Santa Catarina, inicia com a letra M.



Que imagem essa! Um senhor trem na Bandeirantes.


O Carro da Aba com um fotógrafo maluco que saia quase que completamente para fora do carro.


O Roger. Esse era o nosso ilustre batedor. Muito divertido.


Casal maravilhoso. Certo Robertinho?
Saímos da Bandeirantes, após as saídas normais para Campinas, Creio que estávamos na Dom Pedro, a rodovia que leva para o litoral de SP. Paramos em um posto para que as 883 pudessem abastecer.


Entrando no Posto à beira da D. Pedro.

O Daltro e o Roger. Nosso Presidente Road Captain e nosso Batedor Master. Hehe.




Parados no Posto. Que delícia...
Saímos do posto e seguimos pela D. Pedro em direção a Souzas, que fica na Região Metropolitana de Campinas, sendo que é um reduto de bares e restaurantes e, onde se encontra a Tennessee, Concessionária HD em Campinas.

Saindo do Posto. Sempre complicado e necessita muito cuidado de todos.


Dirceuzinho e sua Road King.


Tinha muita gente.


É bonito isso!


Bota muita moto aí. Creio que éramos mais de 300.

Chegamos em Campinas dando a volta por trás, lá pela Dom Pedro e retornando para Souzas, onde fica a Tennessee, concessionária HD de Campinas. Chegamos naquele trem enorme de motos e como se não bastasse lá tinha mais uma quantidade enorme de motos. Foi muito bacana.

Chegando na Tennessee-Campinas.



Muita moto na frente da loja.


Dirceu, Eu e o Roger.


A loja ficou entupida de gente comprando comprado. Coisa ruim que deve ser para a HD estes encontros.

Saímos dali e fomos para um restaurante localizado atrás do Alphaville Campinas, que é um tipo de fazenda mineira. Bom pra caramba, a única coisa chata era mesmo o fato de não podermos tomar umas cervejas, pois na sequência teríamos que sair dali dirigindo.

Ali em Souzas tem o que só vimos em Paris. Bicicletas de aluguel públicas. Muito 10.




O único problema é que a gente vai em um restaurante legal desses e come muito, ou, pelo menos, muito mais do que necessitamos. Eu pelo menos. Hehe. E ainda por cima, não faço a menor ideia de como se poderia voltar lá.

Chegando no restaurante.


O restaurante era como uma fazenda mineira.


É um verdadeiro galpão.


Só gente boa em nossa mesa. O Osvaldinho sentou do meu lado com a Neide. Muito legal ter encontrado eles.



Lotou o restaurante.


Essa Marroquina é o bicho!


Edite, Lauro (finalmente apareceu em uma foto) e Fernando.


Bebeu hein Julien?


Ivo, Mari e Fernando Escorsin.


O lugar é mesmo muito interessante.
O restaurante tem uma espécie de museu de coisas de fazenda e mineirices. Algo meio da nossa história recente.

Olha a Biblioteca ao lado do restaurante. Bem na entrada do museu.


O cuidado do pessoal que montou isso com muito carinho.


Muitas lembranças foram resgatadas aqui neste espaço.


Tinha de tudo.


Até mesmo referências a nossa história muito mais antiga.


Instrumentos musicais antigos.


Pode isso! Até calculadora japonesa.



Documentos escritos em japonês ou chinês.


O espaço externo do tipo vila de fazenda.


Olha lá a nossa maravilhosa Rubia Mireya


Uma antiga máquina a vapor.



Um monjolo funcionando...


Mas tinha muita gente namorando na janela ao longo da alameda.


Coisa linda e arrumada.

A ideia era não retornar para SP com o restante do pessoal, pois tínhamos a intenção de ir visitar a minha tia Neuza que se encontrava hospitalizada devido a uma Síndrome de Guillain-Barré, ao que tudo podia indicar, que é uma doença autoimune adquirida após um processo infeccioso, onde o sistema imunológico começa a destruir a tecido da capa dos nervos. A doença mata muito rapidamente. Algo como o Ebola.

Que carinha boa tia Neuza. Ela estava com um bom astral.
Ela começou a sentir formigamento nas mãos e nos pés, assim como o Kadu, um amigo nosso, e na sequência, um dia quando se levantou da cama não conseguiu parar em pé e acabou caindo, por falta de força nas pernas para se sustentar. Até conseguir o diagnóstico demorou mais de meio dia e, por muita sorte, conseguiu encontrar uma alma iluminada que diagnosticou a doença corretamente.



Minha tia Neuza e eu. Ela estava já bem animadinha.

Ela estava bem, já há alguns dias fora da UTI, onde ficou por duas semanas, e nós fomos visitá-la. O GPS até que encontrou facilmente o Hospital da UNICAMP, onde ela estava internada.
Ela estava muito bem, pois esta doença não envolve nenhuma dor, muito feliz por estar viva, mas ao mesmo tempo preocupada, pois ela gosta muito de dançar e sem os movimentos fica a preocupação de nunca mais voltar a poder dançar, ou até mesmo, andar com destreza, já que ela não é mais nenhuma criança, já no final da década dos 70.
Acabamos perdendo a hora, pois ficamos de papo com a tia e com o André, filho número 4 dela, hoje o mais novo, devido ao precoce falecimento em um acidente do mais novo, e depois com o Juarez, que chegou logo em seguida, que é o número 1, ou seja o mais velho, que é com quem eu sempre mais me relacionei.
A conversa estava tão boa que acabamos perdendo a hora, quando vimos o relógio já marcava 17:30, sendo outono, os dias ficando mais curtos, já estava começando a escurecer e nós, a princípio, não queríamos viajar à noite, para retornar a SP para o nosso hotel.
Já era sexta-feira, dia 31/05/13 e nesta noite a Dada, uma amigona que temos da turma da HD de Curitiba, tinha organizado uma janta num local onde servia comida nordestina e tinha forró ao vivo, inclusive com pista de dança. Assim sendo tínhamos que voltar à tempo de ir para o restaurante.

Saímos do Hospital, ainda tinha luz do dia, mas era pouca, e fomos em direção à Dom Pedro novamente, alí pegamos uma saída para a Anhanguera, por onde eu pretendia seguir até o Complexo Viário Eduardo Jeronymo Baggio, que é o complexo que interliga a Anhanguera com a Bandeirantes e que eu sei o nome muito bem, e ainda por cima tenho uma placa comemorativa em casa, pois este era o nome do meu primo, o número 5 da história acima, filho mais novo da minha tia Neuza, sendo que o Complexo Rodoviário foi batizado com o nome dele em uma homenagem muito merecida e organizada pela Dep. Célia Leão, a quem sou muito grato e admirador e ao Luiz Augusto Baggio, irmão, número 3, e Secretário de Segurança Pública de Campinas.

Parando com esta rasgação de seda, mas de seda que eu gosto, quando chegamos à Rodovia já estava bem escuro, na Anhanguera estava noite, ainda bem que não estava chovendo e a noite estava muito agradável. Fomos de vagar, a uma velocidade de 110km/h e quando passamos pelo complexo, infelizmente, por ser noite, não conseguimos fotografar a placa, mas ao menos a vimos. Teremos que retornar pois eu vou querer uma foto ao lado da placa, mesmo sendo o lugar meio perigoso.

Chegamos em São Paulo e, claro, errei o caminho para pegar a via auxiliar da Marginal Tietê e me ferrei, tive que seguir em frente, mas ali a coisa é simples, fui até a próxima ponte, fiz o retorno e voltei, passamos em frente a rodoviária, Terminal Tietê, entrando à direita no lugar errado novamente, claro, mas que deu para corrigir, virando à esquerda atrás do Shopping e aí sim pegando a rua que chega ao Novotel.

Encontramos o pessoal e a Bê se agarrou no face para ver onde era o local, ligamos para o Lauro e Edite, que já estavam no hotel, e ainda para a Dada, que era quem estava organizando a bagunça da janta. Haviam muitos outros grupos indo para muitos lugares.

O Lauro comentou sobre contratar uma van para nos levar e buscar, sendo assim poderíamos beber umas cervejas ao menos, o preço estava meio alto, mas confirmamos com todos. Quando ligou de volta para confirma o cara tinha assumido outro compromisso e nos deixou na mão. Aí tratamos com 3 taxis, e por incrível que pareça, ficou mais barato por pessoa do que a van que estava nos arrancando o pelo.

Tomamos um banho e fomos, chegando lá vimos que era um lugar simples mas muito interessante, mais pela antiguidade do que pela beleza. Muitas pessoas já estavam lá e havia uma mesa muito grande reservada para nós.

Como é bom estar junto com este pessoal animado. Marta, Susan, Dada, Ana Paula ..., Eu, Daniel,Valter, Hélio e Áureo.


Daniel e Valter. O Daniel sempre o companheiro e o Valter que estava com a macaca!


E aí Lauro! Beleza irmão?



Até comer, comemos. Valter, Hélio, Áureo, Marta, Susan e Dada.



A turma estava divertida. Um pouco alegre com o álcool não é Pilinski. Hehe.


Essas terríveis meninas. Bete, Dada e Imane.


O papo estava sério pelo jeito. Hehehe!


Imane, Julien e Antônio. Só gente boa.


Lindas! Marta, Susan, Bete, Imane, Dada, Ana Paula, Bê - a linda e a Edite.


Daniel, Eu, Lauro e Áureo. Essa turminha já esteve no Chile, juntos, de moto.

O bacana foi que o Daniel e a Ana Paula também foram e se uniram ao nosso grupo. Pois desde que eles chegaram em SP e se despediram de nós na estrada quando entramos para o Rodoanel, não havíamos mais nos encontrado com eles e embora às vezes a gente tenha divergências sobre coisas menores, o que é muito saudável para a relação, nas maiores somos irmãos de caminhada com fortes laços de ligação.

Claro que dançamos um forró meio que do sul, mais ou menos, mas até que deu para se divertir um pouco, comemos carne de sol, que estava muito boa, mas não do nível do Xique-Xique em Brasília, tomamos cachaça, cerveja e um licor de jenipapo. Este último foi o mais impressionante, eu creio que repeti uns 4 copinhos pequenos, uma delícia o tal do licor de jenipapo, quem nunca provou deveria fazer a experiência.

Pagamos a conta, que não foi um preço, digamos, justo, e retornamos de taxi para o hotel novamente, sendo que combinamos o preço novamente com os motoristas antes de sairmos. O preço foi mais ou menos o mesmo da ida. Chegamos ao hotel e fomos dormir, pois no dia seguinte teríamos o dia da festa dos 110 anos.

As meninas em frente ao Hotel.



A July e a Marylis. Damas Capitain! Hehe. Ótimas.

Na manhã seguinte o programa era tomar o café e sair do hotel em um único trem de motos às 10 da manhã. Quase perdemos a saída pois foi duro de acordar no raiar das 9 da manhã, tomar banho e descer para o café. Quando vimos o pessoal já estava nas motos se preparando para sair e nós ali, sentados, ainda tínhamos que ir buscar a moto no estacionamento que fica ao lado do hotel.

Todos se preparando para a saída no sábado pela manhã.


Teve até preleção. Organizar a tropa não é tarefa fácil.


E manja a atenção do pessoal. Quem olha pensa que estavam entendendo tudo.


Aí Dirceu!


Todos prestando a atenção para saber como se comportar.



A coisa é séria e olha que era sábado.

Meu amor, Marylis e Paulinha. July ao lado.


A piada deve ter sido boa.


Que coisa! Essa árabe tem o olhar sedutor dos lenços...


Fernando e Marylis.


Saída da frente do Novotel.


A caminho da Arena Anhembi.


Fica bonito o desfile com bandeiras. Da luz e oficialidade ao desfile.

Mas saímos no rabo do grupo. Quando chegamos à Nova Arena do Anhembi, que é a passarela do samba de SP (eu queria escrever deles, mas não consegui, acho que por esse motivo a cidade de São Paulo é uma metrópole, pertence a todos, por isso não dá para dizer deles), juntou uma quantidade muito grande de motos HD. Mas muito grande mesmo. A passarela do samba ficou toda lotada com motocicletas HD. Cada uma diferente das demais como é a marca da HD.

Entrando na passarela.


Áureo e Marta na Heritage. A Ultra ficou em casa.

Do nosso lado parou uma Road Glide, que no Brasil não tem, mas com um som muito alto tocando samba. Meio deslocado o cara. A música era boa, mas não tinha nada a ver. Até que um cara, que não sei quem era deu um toque no sujeito e ele colocou um rock muito 10. Aí que vimos que o cara era de Assunção, no Paraguai. Caraca! O casal tinha vindo de longe. De certa forma gostei do cara embora nem tenha falado com ele, mas com certeza, temos em comum o gosto por viagens de longa distância. 

Imane.


Bê meditando. Hehe. Que linda!


Olha só a mulherada!

 
 Ali ficamos sentados pelo chão, fui caminhando até lá na frente onde estavam distribuindo copinhos de água para o pessoal, pois estava um calor do cão. Quando cheguei lá peguei uma caixa de copos, coloquei no ombro e trouxe de volta, pois estávamos em uma turma de umas 20 pessoas ali no grupo, fora os outros que passavam por lá e pagavam um copo, ao final, não sobrou nenhum, nem para levarmos na moto.

O calor era grande. Todo mundo na sombra.

Me deitei no chão, usando a caixa como travesseiro e quase dormi de verdade, pois estava cansado da viagem e da correria que acaba não deixando a gente descansar. Na verdade acho que tenho que descansar mais, pois estou até gordo devido a esta correria. Dizem que dormir pouco engorda, não é verdade? Eu como sofro de anorexia, me olho no espelho e, juro por Deus, me vejo gordo. Depois que descobri que isso era uma doença pude ficar mais tranquilo.

Eu deitado para uma soneca.


Chegado o momento quando as motos ligaram os motores, o que realmente faz com que os aficionados fiquem com todos os pelos do corpo arrepiados. A música! Aquela sim é uma belíssima música. O som dos V2 roncando nos ventos da liberdade, que possibilita viajar do lado de fora. Isso mesmo, viajar é bom, mas do lado de fora, é maravilhoso. Se alguém não entende, não adianta tentar explicar. É ponto mesmo. Pois o cabra não vai entender.

 Fomos saindo muito lentamente, pois haviam milhares de motos serpenteando pelo caminho, conduzidas por muitos amigos conhecidos e por muito mais amigos desconhecidos. Ah! Sim, devia haver alguns não amigos também, sempre há.

Hora de sair.



Ivo e Bea.



Hélio e Susan. Companheirões.


A turma se espremendo.



Todos espremidos para sair pelo portão apertado.

Quando saímos na avenida e seguimos em direção à Marginal Tietê é que deu para ter uma ideia de que realmente era uma quantidade inacreditável de motos, algo como 3000 depois foi dito pelo Daltro, nosso presidente do HOG – Curitiba e confirmado pelo Zunino, nosso presidente do HOG – Florianópolis.

O passeio foi curto, eu acho que no mínimo teríamos que ter passado pela Av. Paulista e não chegamos nem perto dela. No dia seguinte, dia 2 de junho teria a passeata gay que estaria acontecendo na Paulista. Acho que isso é pura discriminação contra os motociclistas. Queremos direitos iguais. As minorias estão tomando conta de tudo e nós também somos minoria.


Tinha muita gente, difícil de registrar a quantidade de motos.


Nós indo pela Marginal Tietê. Dirceu, Hélio, Imane e Julien.



Os nossos batedores do passeio já na outra pista retornando.
Embora curto o passeio foi muito emocionante. A Bê, para variar, fotografou tudo e ia postando no face no mesmo instante em que o fato acontecia, como sempre ela faz. Retornamos para a Nova Arena Anhembi mas ao invés de entrarmos lá com a moto resolvemos ir para o Hotel guardar a moto e depois retornar.

Chegamos no hotel já era umas 4 da tarde e não tinha mais feijoada, graças a Deus, pois uma feijoada naquele calor seria realmente o fim. Acabamos comendo a la carte um bife com salada, pois a Bê queria comer de qualquer jeito e, não entendi porque, não podia ser na festa.


Almoço no Novotel.



Nossa mesa de almoço.



Saindo para o Anhembi. Lauro, Edite, Marilys, Fernando, Eu, Bê, Antônio, Bete, Julien, Imane. Ufa!
Aí ficamos ali enrolados, com mais uma porção de gente. O Daniel e Ana Paula ligaram dizendo que já estavam lá, falei com a Bê, mas nada. Ela não queria ir. Acho que devia estar com medo daquela grande quantidade de gente.

A turminha chegando na Arena.


É nós na fita!


Família Dutra, incluindo o roqueiro e cantor Mateus.
 Ficamos sabendo que na noite anterior havia tido uma recepção para os Road Captain do HOG de todos os estados do país, na presença do bisneto do Davidson, filho do Bill, posso estar errado nos nomes ou no grau da descendência, mas, o que importa, é que durante o jantar teve um show com uma banda muito legal. O Mateus contou que enquanto todos foram pedir autógrafos para o Willie ele acabou indo pedir um autógrafo para o pessoal da banda que ele havia achado muito 10. Em conversa com a vocalista ele disse que sabia catar e ela perguntou se ele queria cantar. Ele disse que sim.

A vocalista chamou a atração de Curitiba para cantar e o Mateus subiu no palco e mandou muito bem o Born to be wild juntamente com a banda. Eu assisti a gravação feita na máquina fotográfica do André e de outras pessoas e realmente o moleque é muito bom. Este menino é muito gente boa e eu sou fã dele desde a viagem que fizemos juntos para o Chile na passagem do ano de 2011 para 2012.


Mateus, André, Luciana, Ana Paula, Daniel e Eu. Finalmente nos encontramos.
Quando chegamos no festa, o som estava rolando a muito tempo e o Daniel e a Ana Paula estavam saindo, mas deu tempo de tirar a foto acima. Fiquei achando que perdemos alguma coisa pois teria sido bom estar com eles durante mais tempo assistindo aos shows que tiveram, mas não sei porque demoramos tanto no hotel para o almoço e acabamos por chegar na arena já à noite.

O Daniel disse que havia tido um pessoal muito bom que havia tocado e que os shows estavam muito bons mas que estavam cansados e se despediram de nós indo embora. Eu me arrependi de não ter ido mais cedo e também, depois, de ter saído cedo demais, bem no meio do show do Dinho, que canta pra caramba, embora estivesse muito doidão no palco. Mas que o cara é fera isso é.

No espaço HOG encontramos um monte de amigos de Curitiba, que a muito não víamos, nos divertimos, comemos cachorro quente, tomamos chopp, mas nem tantos, acho mesmo que nem daria indicação no bafômetro caso tivesse que soprar. Mas, como o seguro morreu de velho, assim desejo morrer eu também. Hehehe.

A Edite e a Bê no espaço HOG.


Essas meninas. A Mari também estava lá.


Bê, Lys, Dadá, Mari, Marta e Bete (distraída).


A Bê e eu em frente ao painel do HOG. Milhares de assinaturas.


Julien, Gero, Imane e Mari de muletas.


Homenagem feita ao Cap. Senra. Esse mineiro de BH foi batedor do Castelo Branco.
Tem 82 anos. Viaja de HD até hoje e nunca dirigiu uma moto de outra marca.


Cap. Senra e o Willie Davidson.

No final da noite, pegamos um taxi e retornamos ao hotel para dormir. Aí fui atrás da minha blusa que havia caído dos meus ombros na saída e que estava guardada com o pessoal do Hotel.

Combinamos com o Lauro e com o Daniel o horário e local de encontro para a viagem de volta. Eles ficariam e Curitiba e nós seguiríamos em frente para Florianópolis. Azar deles que teriam que rodar 300km a menos que nós.

Paramos no posto Buenos Aires na volta e combinamos que eu e a Bê sairíamos pelo Contorno enquanto eles entrariam em Curitiba pelo Atuba. Foi o que aconteceu.

Logo em São José dos Pinhais, saída da BR-376, que liga Curitiba a Garuva a partir de onde a rodovia passa a ser a BR-101, paramos no posto para abastecer a moto e seguimos direto até Florianópolis sem parar.

Chegamos em casa ainda era umas 5 da tarde.

Que beleza de viagem e de passeio, além da satisfação de ter podido participar da festa dos 110 anos da marca que tem trazido tantas alegrias para as nossa vidas. Na verdade vale o texto que encaminhei para o livro do PHD do ano 2012 “Renascer em uma Harley Davidson”. Foi exatamente o que aconteceu comigo. Alguém poderia dizer que poderia ser com qualquer outra moto. Concordo! Mas o fato é que não foi. Simples assim.

Abraços pessoal. Fiquem com Deus e obrigado por lerem estes meus textos escrevinhados.

Até a próxima.