VIAGEM AO URUGUAI – 2014/2015
VIAJANTES
Luiz – Ultra Glide Limited
Bê – De Luxe
Adir – Road King
Fátima – Dyna Custom.
Roger e Renata (parcial) – Ultra Glide Limited.
CHECK LIST
Local de Encontro para saída
- Posto BR – do Boi, ao lado da Churrascaria
Zunino
- Horário – Saída do Posto às 13h30
- Em caso de alguém se perder o ponto de encontro será no próximo posto, se estivermos na estrada ou no hotel, se for na cidade em que estamos hospedados ou na prefeitura se estivermos de passagem pela cidade.
Documentação:
- Moto em nome do viajante
- Documento de propriedade do veículo referente a
2014
- Carteira de Habilitação válida (verificar a data
da validade). Não é necessária a CNH Internacional.
- Carta verde do veículo (equivalente ao nosso
DPVAT)
- Passaporte ou Carteira de Identidade (Não valem
os documentos de classe, CREA, OAB, etc. que no Brasil substituem a CI mas no
Mercosul não)
- CI com menos de 10 anos (a foto tem que ser
parecida com a pessoa hoje)
- Vacinas – não é necessário nenhuma
Equipamentos:
- Máquina fotográfica
- Computador
- Colete reflexivo. Pode ser adquirido nos postos
de gasolina no Uruguai mesmo, mas se tiver é bom levar.
- Comunicador e o carregador (se for o caso)
- GPS com mapas atualizados (estou instalando o
Garmin 660 na minha moto)
Para a moto:
- Tyre Repair – Para quem não tem nerver flat;
- Chaves básicas (de fenda, Philips, alicate),
fita silver tape, presilha tipo lacre, aranha, extensor.
- Manual da Moto
- Chave reserva em local diverso da de utilização
Roupas para condução:
- Roupas de segurança para estrada: calça,
jaqueta, luvas – Lembrar que deveremos pegar calor
- Roupas impermeáveis para chuva
- Botas
- Luvas
Roupas: (Lembrar das roupas para o ano novo e
que mandaremos lavar em alguns hotéis específicos onde ficarmos mais de 1 dia)
- 1 Calça jeans
- 6 Camisetas
- 6 cuecas
- 6 pares de meias
- calção de banho
- bermuda
- Chinelos
- Boné
Saúde:
- Remédios de uso contínuo (cobrindo todo o
período com folga)
- Relaxante muscular
- Gelol ou creme massageador para luxações
- Higiene pessoal
- Protetor Solar
- Toalha
Mapa do Trecho completo:
 |
| Mapa do trecho percorrido. |
Relação dos Hotéis
Como nessa viagem havia muitas pessoas nós decidimos que iríamos com reservas pois assim poderíamos garantir que teríamos onde ficar, pois chegar em algum lugar nessa época do ano, em seis pessoas, encontrar um lugar para ficar pode acabar sendo uma experiência muito ruim. Quando viajamos sozinhos, eu e a Bê a gente normalmente não tem reserva em lugar nenhum, mas agora que estávamos em mais pessoas, concordamos que não poderíamos correr certos riscos desnecessários.
DATA
|
HOTEL
TARIFA TOTAL
|
19/12/2014
|
TREZE TILIAS HOTEL PARK (ADIR)
Rua Videira, 550 - (49) 3537-0277
|
20/12/2014
|
POUSADA DAS MISSÕES (Bê) - US$ 130,86
Rua São Nicolau , 601 - (55) 3381-1030
|
21/12/2014
|
RIVERA CASSINO E RESORT - US$ 266,00
Uruguay 338, 40000 - (11) 3195-7723
|
22/12/2014
|
HOTEL POSADA SECULO XIX - US$ 400,00
Los Molles y los Sauces Tel: 4736-9955
|
23/12/2014
|
|
24/12/2014
|
|
25/12/2014
|
POSADA DEL VIRREY - US$ 705,00
Calle de Espana 217 - 00598 4522 2223
|
26/12/2014
|
|
27/12/2014
|
|
28/12/2014
|
MERCOSUR UNIVERSITAS - US$ 600,00
Av 8 de Octubre 2481 -
|
29/12/2014
|
|
30/12/2014
|
|
31/12/2014
|
CAMPING CABANAS DEL EST - US$ 445,00
Av. del Oceano entre Pont Romeu y Cortina D' Ampezzo, 20004
|
1/1/2015
|
|
2/1/2015
|
Pousada Pedra Bonita
Rua Camaquã, 81, Cristal-RS - 051 3678-1125
|
3/1/2015
|
POUSADA FORNASIER - R$ 640,00
Estrada para Pinto Bandeira VRS 855,
Km 10 - Zona Rural - (54) 2521-2666
|
|
|
O grupo inicialmente era composto somente de quatro pessoas e quatro motos, ou seja, dois casais, eu, a Bê, o Adir e a Fátima. Depois, quando já estávamos em Dezembro, o Roger comentou que ele e a Renata gostariam de ir conosco. Primeiramente ele falou com o Adir e depois de avaliados a situação julgamos que seria boa a companhia deles, afinal de constas são pessoas tranquilas que estavam se dispondo a ir conosco em parte do caminho.
Depois de avaliarmos bem a situação concordamos plenamente, todos os quatro concordamos, então passamos a eles o programa da viagem e dados dos hotéis que havíamos reservado com as datas em que estaríamos em cada um dos lugares.
Como o Roger e a Renata já haviam ido no meio do ano até o Chile com um outro casal de amigos julgamos que eles eram bons de roda e de companhia. Foi realmente um acerto pois são pessoas da melhor qualidade, contribuíram com o que puderam e estavam sempre a disposição para qualquer parada. Grandes companheiros. Pena que não puderam nos acompanhar durante todo o trajeto, eu creio que teria sido muito bom, mas a Renata teria que retornar ao trabalho no dia 27 ou 28/12 e não tinha como faltar.
Bem já estamos acostumados com o fato de que na vida uma parte somos nós quem controlamos e outra parte é controlada pelo mundo que está em constante movimento.
1o Dia - 19/12/2014 – Sexta-Feira - Florianópolis - Treze Tílias
Finalmente
chegou o dia da grande viagem, nem tão grande pela distância quanto pelo
fato da Bê ir pela primeira vez, pilotando a sua HD De Luxe para uma viagem
internacional com pouco menos de 4.000km de percurso. O Adir e a Fátima, também pela primeira vez para uma jornada de maior
distância, além é claro de ser a primeira viagem internacional deles pilotando
uma motocicleta.
A ansiedade
estava tão grande que parecia que o dia 19 de dezembro não chegaria nunca, mas
eis que chegou o grande dia. Pela manhã trabalhamos e decidimos que sairíamos
para a viagem na parte da tarde, com destino a Treze Tílias, uma distância não
muito grande e considerando o horário de verão poderíamos chegar ao nosso destino
ainda com a luz do dia.
Carregamos toda a bagagem na minha moto e saímos em
direção ao ponto de encontro com muita alegria, embora tivesse caído uma chuva
muito forte pela manhã e a pista ainda estivesse muito molhada. Não teve como
não colocar as capas de chuva e demais roupas de proteção, pois quando se viaja
de moto precisamos estar sempre preparados para um possível acidente, ao menos
a gente sempre procura se proteger para uma eventualidade que esperamos, nunca
aconteça.
Chegamos ao
ponto de encontro no posto localizado ao lado da Churrascaria Zunino,
logo no início da BR-282. Chegamos lá, abastecemos as duas motos e fomos até o
restaurante onde o Roger e a Roberta já estavam aguardando com as luvas
molhadas, pois eles haviam passado na Floripa HD e pegaram toda a chuva forte que havia caído mais cedo. Nós ainda estávamos nos safando.
Aproveitamos
para pegar alguma coisa para comer, pois o Adir e Fátima haviam avisado que se
atrasariam um pouco devido a alguns compromissos que eles haviam assumido e considerando
ainda que a estrada das praias do norte estavam muito congestionadas, mesmo
para as motos. Sem problemas, coisa de menos de 1 hora, o que para a gente não
tinha nada demais pois nossa folga possibilitaria acomodar esse atraso, chegando ainda de dia ao destino.
Eles
chegaram abasteceram as motos e não quiseram comer. Nos arrumamos novamente e demos início à nossa aventura. Que delícia! A chuva havia parado,
embora o chão estivesse molhado em vários locais, mas o que encontramos no
caminho foram poucos trecho com alguma garoa fraca, tanto que o Roger não
estava com roupas de chuva e não estava se molhando.
Organizamos
o bonde, sendo que eu fui de Road Captain e o Adir de Cerra-Fila, pois
estávamos usando comunicador Scala Rider – G9, que possibilitava que nós 4
falássemos entre nós, mas o Roger estava com o comunicador da Ultra que eu não
tinha no meu capacete, mas coloquei nas caixas de som ambiente de forma que eu
poderia ouvir o que ele falava embora não pudesse transmitir. Então ficamos eu, a Bê, a Fátima, o Roger e a Renata e por último o
Adir.
Quando
fizemos a primeira parada programada, no posto Janaína, localizado logo depois
do cruzamento com a SC-110, saída para Urubici, caiu uma chuva forte enquanto estávamos protegidos pela cobertura do posto. Aproveitamos para comer
um pastel e tomar um café. Foi muita sorte nossa, pois quando paramos para
abastecer é que desabou uma chuvarada. No local tem um santuário bem bonito
que ainda não conhecemos. Algum dia que subir para Urubici vou subir até lá
para dar uma olhada.
A estrada
até Lages estava ótima e agora que tem o viaduto para passar por dentro de
Lages a coisa ficou muito mais fácil. Seguimos em frente e escolhemos o caminho
via Campo Novos para depois virar para Treze Tílias, tendo em vista que esta
estrada deveria estar melhor que a outra alternativa, por informações que
amigos nos haviam dado.
Depois de
Lages novamente entramos em um posto para abastecer e tomar uma água, banheir,
etc., pois não é que caiu novamente uma chuva muito forte. Incrível como a
chuva caía sempre quando estávamos protegidos. Se ao menos a gente estivesse
escolhendo os momentos de chuva para entrar nos postos, mas não era, pois os
postos são muitos espaçados e mesmo que quiséssemos não daria para encontrar um
posto a cada chuva. Sei lá, parecia que estávamos sendo protegidos pelo Divino.
Ainda bem, assim a gente ia mais tranquilo.
 |
| Não teve como fotografas a nós e ao arco íris ao mesmo tempo. Faltou técnica. Heheh |
 |
| O arco íris que veio nos visitar depois da chuva na parada do segundo Posto. |
Chegamos em
Treze Tílias no final do dia, sendo que estava escurecendo. Subimos para o
hotel que fica em uma colina no alto da cidade de onde a vista é muito boa. Uma
rampa forte e de paralelepípedo, que quando o piso está molhado pode oferecer
algum risco de derrapagem. Ao final demos muita sorte, pois não pegamos
praticamente chuva nenhuma ao longo do caminho, embora o tempo estivesse sempre
ruim. Quando estávamos chegando mais perto do destino, umas nuvens pesadas
começaram a se aproximar, que com certeza significavam um banho enorme, mas
acabou não nos pegando e somente à noite é que caiu um aguaceiro.
Quando
chegamos ao hotel, juntou gente, como quase sempre acontece, mas, ainda por
cima, tinham as Ladies tocando as suas motocicletas. Fiquei imaginando o que
significaria para aquelas senhoras e senhores que estavam nos apreciando o fato
da Bê e da Fátima chegarem pilotando as suas motos. Tornaram-se verdadeiras
heroínas e levantaram olhares de admiração fáceis de observar nos olhares que
não podiam ser ocultados. Pediram para tirar fotos e até mesmo, uma senhora
pediu se poderia tirar uma foto sentada na moto da Bê. O olhar de felicidade me
marcou. Esses são momentos que somente quem viaja como nós é que pode
presenciar e observar. Lindo demais.
 |
| Nossa chegada no hotel em Treze Tílias. Já era noite mas viemos muito bem Graças a Deus. |
Assistimos o
show e jantamos assim que chegamos, pois a maioria dos hóspedes já havia
jantado, tiramos as roupas e descemos já eram 9h00 da noite. A comida é boa e
simples e a filha do dono do restaurante do hotel é quem canta. Ela é mesmo uma
artista, embora tenha muito pouca idade, eu acho que uns 17 ou 18 anos, quando
ela cantou Abba, foi de cair o queixo.
 |
| Eu a cantora a Bê e o pai dela, amigo do Lauro. |
O pai dela
me pegou para conversar enquanto eu me servia, dizendo que tinha um amigo
harleyro de Curitiba. Perguntei se ele lembrava o nome e me disse que era
corretor de seguros. Sugeri que fosse Lauro e ele me confirmou. Hahaha.
Incrível as coincidências, o Lauro, meu grande companheiro de viagens e amigo
era conhecido dele. Começaram as coincidências.
Jantamos ao
som maravilhoso da menina tocando. Quando passei por ela uma vez disse para que
desligasse o CD que estava tocando para ela dublar e ela riu. Bem humorada a
menina.
Depois da
janta fomos para o bar, onde estava rolando outro cara tocando violão e
cantando. Muitas pessoas em uma excursão daquelas da terceira idade, que acho ótimo
pois estou quase lá, hehe, estavam no ambiente. Quando chegamos no bar estavam
todos conversando sentados e alguns em pé. Começamos a agitar, pois a música
estava boa, e rapidamente juntou um monte de gente dançando. Encheu o salão e
todo mundo se divertindo. Parece que tinham alguns jovens que seriam animadores
de festa, não tenho certeza disso, mas parecia, pois tiravam algumas pessoas de
idade para dançar. Tanto rapazes como moças.
 |
| Nós dançando na festa que virou no bar do Hotel. |
 |
| Confesso que teve uma hora que fiquei cansado. Pudera! Depois de um dia como esse! |
Eu ainda
estava com a minha calça de couro e estava calor. Foi um suador dos bons. Nos
divertimos muito.
A Fátima
ainda queria ir até uma cervejaria que tem na cidade, mas realmente a gente
estava em frangalhos e não tinha a menor condição de ir. Sei que é difícil de
eu e a Bê negarmos fogo, mas dessa vez realmente não deu.
A Bê ainda
estava com o cansaço do primeiro dia de viagem de moto, na verdade uma
verdadeira saga, coberta de expectativas e tensões inerentes ao primeiro dia de
uma primeira viagem dessa magnitude, além do calor e da chuva, com piso
molhado, das inseguranças, etc. Pedimos desculpas mas não dava para ir. O Roger
e a Renata também não se animaram e acabou que ficamos todos no hotel mesmo.
Pena que eu acho que a Fátima queria muito ir e acabou ficando um pouco
chateada. Mas não é possível termos tudo nunca.
2o Dia - 20/12/2014 – Sábado - Treze Tílias - São Miguel das Missões
Levantamos não muito cedo, porque era melhor dormir na cama
que na estrada. Hehehe. Tomamos nosso café da manhã às 9h30 e teríamos 490km
para rodar, que coisa boa, mas um dia cansativo e um pouco mais longo que o dia
anterior, mas tínhamos tempo para rodar.
 |
| Nós em frente a Catedral de Treze Tílias. |
 |
| Que delícia. Vocês não fazem idéia do quanto estava bom esse passeio, mesmo considerando o tempo que não estava se mostrando melhor que no dia anterior. |
Arrumamos a tralha toda nas motos, compramos algumas
lembranças e saímos para dar um rolezinho pela cidade. Fomos até a Prefeitura e
até a Igreja Matriz, tiramos algumas fotos, depois a uma fábrica de cerveja,
que não podíamos beber, mas fomos à lojinha de lembranças, onde pudemos comprar
uma flor Edelweiss, que segundo o vendedor nasce em penhascos muito altos e de
difícil acesso, tanto que quando um homem presenteia uma mulher com essa flor,
acaba tendo o significado de que ele se esforçou muito para obtê-la, inclusive
correndo risco de vida e, ainda por cima a flor dura a bagatela de 90 anos.
Coisa de louco!
Ao final acabei dando uma dessas flores para a Bê. Embora
sendo assim tão bem tratada acaba achando tempo e coragem para brigar comigo em
alguns momentos. Pode isso? Hehehe. Acabamos comprando ainda um copinho de
Treze Tílias, para tomar whisky ou whiskey, e de lembrança da viagem.
 |
| A flor Edelweis em seu habitat natural, mostrando o quando é difícil colher uma para entregar ao nosso amor. A flor dura simplesmente 90 anos. Pode isso? |
Escolhemos o melhor caminho, depois de alguma consulta com
um viajante que estava hospedado no hotel e que informou a nós que o caminho
mais direto estava muito ruim e que ele havia demorado cerca de 2 horas para
cobrir um trecho de 40km. Fizemos o traçado do nosso trajeto com base nas
informações e seguimos por Água Doce e Catanduvas, depois seguindo para Erechim
e Passo Fundo onde entramos na rodovia dos argentinos, que é o caminho
preferido deles para vir ao nosso litoral sul, BR-285 em direção ao oeste até
chegar ao entroncamento que vai para São Miguel das Missões.
 |
| Bê e Adir tomando um chimarrão, daqueles originais, lá do sul e no sul. |
O dia foi tranquilo embora na saída estava chovendo e ao
longo do caminho também tinham muitos pontos onde a pista estava molhada, mesmo
assim a viagem foi muito boa e tranquila. A Bê e a Fátima estavam se deslocando
super bem. Com muita segurança e não parecia que tínhamos que ter qualquer
cuidado especial para com elas.
 |
| A Fátima, a Bê e eu. Linda foto com a pista seca, como ficou na maior parte do trajeto. |
 |
| O nosso animadíssimo Adir em sua Road King. |
Entramos no trevo para São Miguel e paramos no Portal, para
tirarmos algumas fotos, em seguida seguimos para a cidade. Foi muita sorte nossa, pois quando chegamos na
cidade o tempo estava armando uma tempestade daquelas. Passamos em frente às
ruínas e entramos na administração para saber informações sobre os horários da
apresentação. As visitações já estavam encerradas àquela hora mas o show
aconteceria mesmo se estivesse chovendo.
Fomo à pé e estava garoando muito pouco, mas o vento estava
forme e os relâmpagos continuavam. A temperatura foi caindo e quando chegamos
ao local do show, que é totalmente aberto, não deu para ir na arquibancada que
é totalmente aberta e ficamos protegidos sob a marquise do museu que tem em
frente às ruínas. O vento e a temperatura caindo e nós sem blusa, pois estava
quente quando saímos da pousada. No final do show eu e a Bê estávamos
escondidos atrás do museu protegidos do vento.
O Adir e o Roger, que estavam com uma capa de chuva, foram
para a arquibancada. Ficaram lá somente os dois, mas quando os raios começaram
a aumentar o Adir contou depois que falou para ele que ele era o ponto mais
alto daquela região e se algum raio tivesse que cair ali seria na cabeça dele.
Aí parece que ele repensou a posição e vieram para debaixo da proteçãoo do
prédio do museu. Hahahaha. Esse foi mesmo muito boa.
 |
| Realmente a visão das ruínas é simplesmente impressionante. |
A melhor parte foi que conforme o show transcorria, os raios
eram parte da história, pois alé das luzes projetadas, ainda tinham as luzes
dos relâmpagos. O conjunto formou um cenário dos mais bonitos. O índio Peri
teve que batalhar muito naquela noite, mas de qualquer forma não adiantou nada
pois acabou morrendo de qualquer forma no final.
 |
| As nossa meninas nas ruínas aguardando pelo início do show de Som e Luz. |
Depois que terminou o show, nós pedimos que o guarda da
administração nos desse o telefone do taxista e chamamos um carro para nos
levar a uma pizzaria para jantarmos. Fomos, acho que na única que tem no local
e que é muito boa. Jantamos bem. Tomamos umas cervejas, refrigerantes e, por fim, comemos muito bem.
O curioso foi que o taxista teve que fazer duas viagens para
levar a nós 6 para a pizzaria e quando chegamos lá na segunda viagem ele falou
que poderíamos pagar tudo junto quando ele nos levasse para a pousada.
Estranhei a tranquilidade dele. Depois ele fez novamente 2 viagens para nos
levar à pousada e quando chegamos lá ele nos cobro um valor fixo para cada
trecho, ou seja, 2 corridas de ida e 2 de volta. Acho que foram R$ 15,00, total
de R$60,00. Legal! Como no interior do Rio Grande do Sul a gente é bem tratado.
Eu e a Bê, que passamos por lá muitas vezes, pois quase sempre que saímos de
viagem acabamos passando pelo RS, estamos nos acostumando com o belo tratamento
que sempre recebemos deles, como pode ser observado em outros contos desse
blog.
Fomos dormir e
durante toda a noite a chuva não parou mais. Chegou a chover novamente muito
pesado e ponderamos que no dia seguinte poderia ser um dia estradas com muita
chuva, o que de fato acabou se confirmando. A previsão do tempo indicava que
teriam va’rios dias de chuva, a nossa vantagem era que ao invés do clima passar
por nós, nós é que estávamos passando por ele, pois estávamos nos deslocando
relativamente rápido para o sul.
3o Dia - 21/12/2014 – Domingo - São Miguel das Missões - Rivera
Dia seguinte pela manhã tomamos o nosso café da manhã
novamente não muito cedo, como dizia meu saudoso pai, no raiar das 9H30.
Hehehe.
Arrumamos as bagagens nas motos, comprei o boton da cruz da
fé em dobro, que é típica das Missões Jesuíticas, vestimos nossos impermeáveis
e quando subimos nas motos para partir a chuva começou a cair, ainda que leve.
Mas quando chegamos ao posto de gasolina, ainda em São Miguel, caiu um toró de
matar.
 |
| Nós limpando as viseiras e abastecendo as motos no posto em São Miguel das Missões. |
Tomamos os cuidados necessários de limpar as viseiras e
passar anti-embaçante, etc., o que na verdade não adiantou muita coisa não. Até
a minha viseira, que tem uma película anti-embaçante físico por dentro da viseira estava
embaçando. Assim sendo quando chegamos em São Luiz Gonzaga, terra do grande
Payadeiro já falecido Jayme Caetano Braun, Entramos no posto para ver como
estavam as viseiras. Uma pior que a outra. Aí sim limpamos e enxugamos uma por
uma e passamos o anti-embaçante por dentro e o cristalizante por fora, visando
evitar que a água pare pelo lado de fora.
 |
| As meninas no banheiro do posto já em São Luis Gonzaga. E a chuva não dava trégua não. |
Depois de todas as medidas tomadas, a chuva continuava a
cair forte, e seguimos, agora em direção ao sul e a chuva não estava querendo
dar trégua não. Ao menos tínhamos uma vantagem, como a chuva era muito forte o
asfalto estava limpo e livre de óleos e lama. Assim, embora chovesse muito, a
pista estava relativamente segura. Foi tanta água que tenho poucas fotos da gente nesses momentos.
Conforme fomos descendo o céu foi clareando e em uma hora a
chuva já estava se acalmando, mas começamos a encontrar árvores caídas, placas
de outdoor quebradas e retorcidas, casas destelhadas. Aí vimos que devia ter
passado um temporal daqueles por ali. Fomos indo com cuidado a uma velocidade
de cerca de 80km/h. O céu realmente foi ficando azul e quando chegamos um posto
que parecia ser suficientemente bom para almoçarmos alguma coisa e colocar
gasolina nas motos, já havia sol.
 |
| Que alegria em poder comer e ver que o tempo já estava muito melhor. Até sol já tinha. |
 |
| Esse pastel estava extremamente saboroso. Comemos todos os disponíveis antes do sanduíche. |
Cada um estendeu suas luvas, tirando água das botas etc. Foi
uma cena interessante pois estávamos todos felizes com o final da chuva e
tiramos os impermeáveis o que por si só já refresca muito. Pois onde não passa
a água não passa o vento também, logo, esquenta muito.
O dono do posto estava lá, e nos preparou um big sanduiche
de filé com salada e queijo, presunto, tudo o que tínhamos direito. Um
sanduiche enorme. Todo mundo ficou impressionado com o tamanho do dito, embora
tenha demorado mais de meia hora para ficar pronto e nessa meia hora a gente já
tinha comido pastel e outros salgadinhos que tinha para vender na lanchonete.
Essa foi uma boa parada.
 |
| Obras no caminho quando ainda estava chovendo. |
Seguimos em direção a Rosário do Sul e depois Santana do
Livramento, onde cruzamos para Rivera, já no Uruguai. Mas quando começamos a
chegar perto de Santana do Livramento a destruição era ainda maior. Na entrada
da cidade parecia que havia mesmo passado um tornado. Vimos um barracão
industrial, desses com cerca de 50 x 200m de tamanho, com as chapas de aço da cobertura
complemente destruído e material lançado longe, onde podíamos ver que algum
trator havia empilhado os restos junto à cerca da fábrica. Alguns painéis
laterais das parees do barracão também haviam sido arrancados pela força dos
ventos. Depois uma escola onde restaram somente as paredes e o telhado havia
sido completamente arrancado. Não tinha nenhum pedaço de telha sequer. Parecia
uma casa em demolição.
Chegando fomos ao posto de gasolina no Brasil para abastecer
com gasolina barata, embora porcaria, eu aproveitei para ir ao caixa eletrônico
sacar um pouco de Reais para levar, assim poderia cambiar se fosse o caso. Mas
o Bradesco do posto não estava funcionando, quando perguntei o motivo,
informaram que o vendaval tinha prejudicado muito as comunicações e que o
Bradesco estava mesmo fora do ar desde o temporal.
Eu observei que do outro lado da rua tinha um motoqueiro, com
uma moto chinesa do tipo custom, que estava nos olhando. Como em fronteira a
gente nunca sabe com quem está lidando, fiquei de olho nele. Quando subimos nas
motos ele tinha desaparecido, mas ao sairmos do posto ele vinha da direita pela
rua. Informei no comunicador o que eu tinha observado aos demais, para que
ficassem também espertos com o rapaz. Mas ele não abordou ninguém, ficou nos
acompanhando no final do bonde. Quando ele viu que fomos na Aduana,
possivelmente achou que íamos embora, seguindo viagem, e desapareceu. Mas
cheguei a ficar preocupado com ele nos seguindo.
 |
| Na Aduana em Rivera. Uma velha conhecida. |
Assim foi dentro da cidade também. Seguimos direto para a
Aduana, fazer a imigração para no dia seguinte já estarmos com os documentos
prontos. Paramos em frente a Aduana e o cuidados do estacionamento nos disse
que não podia, coisa que já sabíamos, pois ali é estacionamento de ônibus, mas
que sempre paramos as nossas motos lá quando passamos por Rivera. Mas, por
algum motivo que desconheço, decidimos colocar as motos no estacionamento.
Fizemos o desembaço alfandegário, carimbamos os passaportes,
informamos sobre as placas das motos e saímos. Quando olhei em meus bolsos para
dar uma gorjeta ao cuidador, vi que ele estava distratando o Roger, que havia
lhe dado R$2,00. Eu que estava com R$1.50 na mão, vendo a cena, guardei o
dinheiro no bolso. O cuidador dizia: Você está querendo desfazer de mim. Só
porque eu sou pobre fica me distratando! Me oferece R$2,00. Com uma moto dessas
e me dá essa mixaria. Você está em uma fronteira. O que você está pensando?
Nossa Senhora! Que cara mais traumatizado e louco, ou senão,
mal intencionado! Bem, nem olhei mais para a cara dele, que ficou xingando
sozinho e fomos embora. Acabou que alguns ficaram nervosos e acabaram errando o
retorno, etc. Mas ao final todos nos
reunimos novamente e fomos direto ao Hotel Cassino para fazer o check in,
chegamos e entramos diretamente na garagem do hotel, antes mesmo de passarmos
pela recepção.
 |
| Na garagem do Hotel Cassino em Rivera. |
 |
| Tirando as bagagens das motos. |
No hotel o estrago do temporal havia sido grande também.
Haviam vários vidros quebrados e a passarela que liga o hotel ao cassino por
cima da rua, estava interditada. Vários vidros haviam caído e a estrutura talvez
estivesse condenada. Ainda estavam avaliando o ocorrido. Tudo devido ao
vendaval.
 |
| Uma amostra do que foi o vendaval que havia passado por Rivera e Santana do Livramento no dia anterior à nossa chegada. Ainda bem que Deus cuidou de nós, pois se tivéssemos chegado no dia anterior, seria mesmo um tormento essa tormenta. Hehehe. |
Subimos para os quartos, tomamos um banho, trocamos de roupas e fomos ver onde ficava a loja de celulares, para ver se estava aberta, pois o Adir já havia se informado sobre como poderia comprar um chip e créditos para habilitar um pré-pago em nossa estada pelo país. Eu também me interessei pelo assunto e o Roger não, pois disse que ficaria menos tempo e não valeria a pena para ele. Tudo bem.
Achamos a loja mas estava mesmo fechada. Aí fomos nos
encontrar com o Roger e a Renata na churrascaria Uruguai – Brasil, localizada
no hotel de mesmo nome, do lado uruguaio. Não é lá essas coisas, mas a gente gosta de comer lá quando passamos por Rivera. Aproveitei para entrar na
recepção do hotel e perguntar pelo valor da diária, pois o hotel é muito
simples e antigo. O valor era cerca de 20% inferior ao do Hotel Cassino que é
de excelente qualidade.
 |
| Chegamos na janela da churrascaria bem na hora em que o Roger e a Renata estavam tirando uma selfie. Aí nos posicionamos do lado de fora para sair na foto de surpresa. Uma coincidência incrível. A Renata estava desconfiada de que havia um movimento estranho do lado de fora. Hahaha. |
 |
| Nós todos jantando na churrascaria do Hotel Uruguai Brasil em Rivera. Um bom lugar. |
Jantamos nosso primeiro entrecot! Há como estava bom e como
eu gosto. Aproveitamos e tomamos um vinho da uva Tannat, uma delícia do
Uruguai. Rimos muito e falamos sobre a viagem, sobre como tudo estava dando
certo, agradecemos a Deus por isso tudo e ainda falamos o que poderíamos e
deveríamos comprar no dia seguinte. Dessa forma combinamos que a manhã seria
livre e que nos encontraríamos no hotel lá pelas 11h00 da manhã para podermos
fazer o check out e seguirmos viagem lá pelo meio-dia. Foi o que aconteceu.
4o Dia - 22/12/2014 – Segunda-Feira - Rivera - Salto
Eles saíram mais cedo do que nós. Eu e a Bê para variar
ficamos dormindo um pouco mais, pois iríamos comprar pouca coisa. Tomamos café
às 9h30 e fomos ao centro. Compramos alguns itens de beleza, perfume e uma
garrafa pequena de Jack Daniels e retornamos ao hotel. Arrumamos tudo. Fizemos
o checkout e colocamos as bagagens nas motos. Deu tudo certo.
O Adir tinha comprado um chip para ele e um para mim.
Coloquei no telefone ele me instruiu sobre como iniciar a operação com ligação
barata entre os nossos telefones, liberar a internet 4G por 10 dias, etc. Isso
atrasou uns minutos apenas.
Saímos em direção à
estrada, sendo que havíamos combinado de passarmos pela loja da HD, quem sabe
até mesmo para comprar uma bota para a Bê que a dela estava desmontando. Mas a
loja não existe mais. Tem uma outra loja no local, dessa forma seguimos em
frente tomando o rumo de Tacuarembó, terra onde dizem os uruguaios nasceu
Carlos Gardel, onde pretendíamos almoçar na parrilla que existe no posto, logo
na esquina da estrada que deveríamos seguir em frente em direção a Salto,
Termas de Dayman, nosso próximo destino do dia.
O dia estava simplesmente maravilhoso, céu azul e muito sol.
Chegamos ao posto, abastecemos as motos e a churrascaria estava ainda em
horário normal de funcionamento. Claro que pedi um entrecot novamente. Nesse
lugar, embora de beira de estrada se come muito bem.
Depois do almoço, tomamos o nosso rumo, saindo da Ruta 5 e
passando pelo meio da cidade que me pareceu bem arrumada e muito maior do que
eu esperava que fosse. Um centro com bastante comércio, muita gente pelas ruas,
um lugar interessante, como nunca tínhamos entrado na cidade, não sei porque eu
achava que era um lugar muito mais pobre do que realmente é. Do outro lado da
cidade pegamos a Ruta 31 seguindo para o oeste.
Essa é uma estrada do interior da Uruguai, uma estrada
razoavelmente bem conservada, mas que necessita de muito mais cuidado para
dirigir, cuidado com buracos, que embora poucos e rasos existem, com areia e
pedrisco na pista, animais soltos, etc. Ainda tem mais uma coisa interessante
que é o fato de que muitas das pontes ainda não são da largura da pista, sendo
apenas para a passagem de um carro por vez.
Assim fomos com calma, com velocidades menores que 80km/h,
às vezes a 40 ou 50. Mas as paisagens são mesmo muito bonitas. Vimos muitos
ñandus, que são um tipo de Ema ou talvez Siriema, não sei a diferença entre uma
e outra. Mas elas ficam mimetizadas no meio dos rebanhos de ovelhas, que na
região dividem os pastos com o gado de corte, muito abundante ainda no país,
embora já seja possível ver, assim como na Argentina, uma mudança drástica na
ocupação das terras, onde a soja e o milho estão começando a tomar conta.
Foi um passeio muito bom e acabamos por chegar nas termas de
Dayman ainda cedo, depois de rodarmos os 330km do nosso dia. Sem esquecer que
era o terceiro dia consecutivo que estávamos rodando e que esse é um processo
cumulativo com os dias. Vamos nos adaptando cada vez melhor com o banco da moto
mas ao mesmo tempo a gente vai cansando, principalmente porque não estamos
acostumados a rodar tantos km todos os dias.
Chegamos, fizemos o checkin. Eu e a Bê pegamos um quarto
embaixo, onde nunca tínhamos ficado e o Adir também. Mas o quarto deles estava
com o ar muito sujo e com muito cheiro de mofo e acabaram mudando para o andar
de cima. A gente abriu as janelas e como cheiro acabou saindo ficamos ali mesmo
e de fato cheiro acabou saindo e o ar condicionado estava muito melhor conservado
que o do quarto deles.
Trocamos de roupas e fomos para a piscina relaxar um pouco.
Água termal é uma delícia. A piscina coberta estava demais. Ligamos o jato de
água, que sai de um tubo diretamente para a piscina e fomos ficando embaixo do
dito para massagear e relaxar ainda mais. Quando deu a hora da janta foi duro
de sair de dentro da água. Eu achei que estava com uns 100kg a mais que o
normal, de tão pesado que me senti.
Trocamos de roupas e fomos caminhando até a churrascaria El
Rancho, que fica a cerca de 200m do Hotel Posada Siglo XIX, onde sempre
acabamos ficando, pois é realmente o melhor que tem por lá. Devido ao complexo
de piscinas cobertas e abertas e ainda tubo-água, restaurante, lanchonete,
churrasqueiras para utilização, etc. Muito agradável o lugar. A maioria dos
turistas eram do próprio Uruguai e alguns argentinos. Muito poucos brasileiros,
na verdade, vimos apenas um outro casal.
O El Rancho é uma churrascaria com um buffet de saladas e
comidas quentes e uma parrilla, que tem muitos tipos de carnes. Algumas delas
temos aqui no Brasil mas outras não, como as glândulas salivares, rins,
intestinos delgados, mas tem também costela em tiras, linguiças e morcilhas,
salgada e doce. A doce é uma delícia.
Comemos muito bem e voltamos caminhando para o nosso hotel.
Tratamos de ver onde teria ceia de Natal e quais os preços e
opções, junto à recepção da pousada, ficamos um pouco sentados papeando na
recepção e depois fomos dormir.
5o Dia - 23/12/2014 – Terça-Feira - Salto
Levantar até a hora do café, que se encerra as 10h00 não é
fácil, mas fizemos um esforço sobre humano e conseguimos chegar no café lá
pelas 10h15, mais ou menos, pois o café se encerrava às 10h30.
 |
| Nós todos em Termas de Dayman. Um lugar muito especial. |
 |
| O local do hotel é muito gostoso e agradável. Um oásis. |
Depois disso fomos para a piscina, caminhamos pelo grande
jardim da pousada e fomos conhecendo os locais. Onde tem o Kiosko, restaurante,
tubo-água, várias e várias piscinas, umas grandes, outras infantis e ainda
algumas que se pareciam mais com chafariz de jardim do que com piscina
propriamente dita. Numa dessas que ficamos depois de ver os gansos muito
animados com a funcionaria que passou com comida para eles. Foram seguindo ela
até um lago que tem mais longe das piscinas e deve ter alimentado eles, pois
não voltaram mais ali onde estávamos.
 |
| A Bê curtindo um monte. |
 |
| A Patrícia gelada estava de matar. Uma delícia essa cerveja. |
 |
| Uma quantidade muito grande de gansos passeando no jardim. Quando passou a mulher com a comida eles foram todos atrás dela até o lago. |
Deitamos em verdadeiras camas de jardim, com colchão e tudo,
depois entramos na água super quente e gostosa. Demos sorte porque nos dias que
ficamos por lá não foram muito quentes, embora dias de sol aberto. A
temperatura era da ordem dos 28
oC, mas à noite nós dormimos sem a
necessidade de utilizar o ar condicionado.
 |
| Os gansos foram mesmo um espetáculo à parte. |
 |
| A Bê e a Renata na piscina. Todas as piscinas muito agradáveis com água quente. Algumas até mesmo com água muito quente. |
Depois fomos até o restaurante da Posada e comemos um
chivito que estava maravilhoso. Dos melhores que comemos no Uruguai, daria até
mesmo para dividir para dois e o preço era bem honesto. Saímos do restaurante
pedindo descupas ao atendente, pois o horário era até as 15 e saímos de lá às
15h25. Hehehe.
Encontramos um caixa eletrônico na rua Uruguai, que passa
bem pelo centro da cidade, quase na esquina da Plaza de los 33 Orientales, em
uma Agência do Banco de La Republica, onde eu consigo sacar dinheiro com o meu
cartão de débito da minha conta corrente do Brasil. Com alguns limites diários
que desconheço, mas funciona.
Depois fomos até a orla do Rio Uruguai
pois o Roger estava muito interessado em conhecer, pois passar por lá e não
conhecer é mesmo uma sacanagem. Fomos, demos uma volta, tiramos algumas fotos e
retornamos à Posada Siglo XIX para mais um banho no Canjão. Claro que quando
chegamos todos os que ficaram estavam lá na piscina grande cozinhando.
A distância era de aproximadamente 1,5km, coisa pouca para
quem vai conversando, tirando foto e brincando pelo caminho. Quando vimos já
estávamos chegando a uma outra churrascaria que tem no meio do caminho.
Entramos e nos sentamos, não apareceu ninguém para nos atender, quando, depois
de uns 5 a 10 minutos o Adir sugeriu que fossemos embora, pois a coisa ia ser
difícil naquele lugar, como ele mesmo disse, imagine a gente pedir um Coca. Nem
a moça a gente vai ver, quanto mais a coca. Hehehe. Todos se convenceram de que
a melhor coisa seria mesmo ir embora.
Tomamos algumas Patrícia geladas. Mas aí vale uma parada
para comentar, como a cerveja uruguaia Patrícia é boa. Eles tem boas cervejas
por lá, até mesmo porque são um pouco mais encorpadas que as nossas. Eu pedi o
meu entrecot, que embora fosse na chapa estava muito bom, acompanhado de
batatas fritas. Alguns comeram pizza, que também estava muito boa e milanesas,
que não é nada mais do que um bife à milanesa com queijo e molho de tomate por
cima do bife. Não acompanha pão, a menos do couvert, que sempre vem e é
cobrado.
Fomos muito bem atendidos e saímos de lá já bem tarde e
começamos nossa caminhada de retorno ao hotel novamente. O Roger iria sair na
manhã seguinte com destino a Colonia del Sacramento, um dia antes de nós e
depois iria retornar ao Brasil pois a Renata teria que trabalhar no dia 29 de
dezembro devido ao rodízio que foi feito entre Natal e Ano Novo nos Correios.
 |
Máquina de Coca-Cola e de Erva Mate Canária. Nunca pensei que veria uma coisa assim!
A água quente nos postos de gasolina e agora isso. Muito 10! |
A caminhada de retorno foi muito boa, pois ajudou a descer o
que jantamos para que pudéssemos dormir melhor, entretanto chegando ao hotel
fomos tomar um belo Wiki (como dizia o Adir parodiando os uruguaios). Foi uma
seção boa de Whiskey, pois tomamos apenas bourbons.
Depois, cansados e na verdade exaustos, fomos dormir.
6o Dia - 24/12/2014 – Quarta-Feira - Salto
Levantamos e fomos ao café no raiar das 9h30, pois havíamos
combinado de nos despedirmos do Roger. Ele arrumou as bagagens e partiu, dessa
ez sozinho, ele e a Renata na garupa. Muito mais fácil viajar sozinho do que em
grupo. Essa é uma conclusão fácil para mim e para a Bê, pois viajamos a maioria
de nossas viagens sozinhos ou acompanhados de mais uma ou no máximo duas motos.
Quando se viaja em grupo é necessário cuidar para que a
segurança seja maior, pois manobras mais bruscas podem causar acidentes, ainda
existem vários níveis de experiência e qualificações diferenciadas, além do
que, quando se está sozinho a atenção e a responsabilidade são totalmente suas,
mas quando tem mais gente no deslocamento, a coisa fica muito mais complexa.
Assim ele partiu sozinho e foi para Colonia, caminho que nós tomaríamos na
manhã seguinte e ainda nos encontraríamos com eles em Colonia ao final do dia,
quando na manhã seguinte eles partiriam de volta para o Brasil.
 |
| Quando descemos para o café a fim de nos encontrarmos com o Roger e a Renata, que já estavam na moto arrumando as malas. |
Ver eles seguindo pela rua sozinhos deu uma sensação
interessante de que algo estava sendo perdido e ao mesmo tempo, de que o
caminho é para ser seguido por cada um, mas que a companhia deles iria fazer um
pouco de falta já que são pessoas muito agradáveis de viajar. Voltamos e fomos
tomar o nosso café da manhã e depois mais banho de piscina, afinal ninguém é de
ferro!
Fomos até Salto na parte da tarde, dessa vez as
nossas meninas foram em nossa garupas. Que bom novamente poder passear com a Bê
na garupa, pois ultimamente ela só quer saber de passear com a moto dela mesmo.
Fomos passear pela orla do rio, pela cidade e fomos até o Shopping de Salto,
onde o Adir queria comprar um cabo para ligar o HD externo.
Eu também precisava comprar uma chave de boca para apertar o
suporte do meu GPS Garmin, que havia sido instalado antes da viagem, na HD e
haviam deixado o mesmo frouxo, acredito até mesmo que deixaram frouxo para que
eu pudesse regular a posição que eu quisesse antes de apertar, mas o problema é
que isso não aconteceu, então, quando eu passava em rodovias de pavimento ruim,
com muita trepidação o danado se virava para o painel e acabava encostando no
mesmo. Ficaram ao menos umas 2 marquinhas provenientes desse atrito.
No Shopping nós fomos até a praça de alimentação e
almoçamos, eu pedi o entrecot na chapa e a Bê uma milanesa. Os dois pratos
estavam muito bons. O Adir e a Fátima também comeram milanesas. Ao final o Adir
encontrou o cabo de que ele precisava, mas nós não encontramos a chave no
shopping, aí saímos caminhando, seguindo orientações do pessoal sobre onde
poderíamos encontrar as chaves de boca. Lá pela terceira ou quarta loja,
encontramos uma que ainda estava aberta e que tinha as chaves, pois era véspera
de Natal e já devia ser uma 6 da tarde, era uma loja de motocicletas. Compramos
3 chaves de tamanhos diferentes.
Retornamos até o estacionamento do Shopping onde fomos
verificar as chaves e nada, todas ficaram grandes. Saímos do Shopping com as
motos e retornamos na loja para trocar uma das chaves. Tanto eu como o Adir
precisávamos da mesma chave, eu para o suporte do GPS e ele para apertar o
parafuso do alforje que estava se soltando. Testamos a chave e tratamos de
apertar os parafusos ali na rua mesmo.
Depois fomos passear até a barragem, onde
descobrimos que não era possível ver o rio e a barragem pois teríamos que nos
apresentar no Centro de Recepção de Visitantes, o que estava além das
possibilidades, pois não devia ter visitas naquela hora em uma véspera de Natal.
Então retornamos para Salto e fomos ao Cassino comprar a Ceia de Natal. O Adir
fez questão de comprar para nós quatro e não quis dividir a conta.
 |
| Nosso convite para a Ceia de Natal no Cassino de Salto. |
Retornamos para o hotel, pois ainda teríamos que nos arrumar
para estar no Cassino às 21h00 para a ceia. Pegamos um taxi e fomos.
 |
| Nós no restaurante do Cassino aguardando pela Ceia de Natal. Todos muito felizes. |
 |
| E a nossa mesa era número 3, que estava nos perseguindo. A corrida do taxi havia custado $33,00. |
A ceia foi boa, embora a Fátima tenha comido algo que parece
ter feito mal. Parece que a entrada que ela comeu é que não estava muito de
acordo. Para os demais, graças a Deus não deu nada errado. Tomamos espumante e
vinho, com muita água.
 |
| Esse senhor da foto parecia ser muito cavalheiro com a sua esposa. Fotografei devido ao tamanho da orelha que nos pareceu exagerado. Hehe. |
A Comida estava boa e nós muito animados. Depois da
entrada, prato principal e sobremesa fomos até a sacada do restaurante do
Cassino para vermos os fogos de Natal, nos cumprimentamos e aos demais que
estavam passando a ceia de natal conosco e ficamos apreciando os fogos e a
noite que estava maravilhosa.
 |
| Entrada. |
 |
| Prato principal. |
 |
| O vinho estava muito bom também. |
Aí veio o Papai Noel, que sorteou alguns presentes. Não
ganhamos nenhum. E foi servida uma mesa grande com todo tipo de cup cake e
doces de natal.
 |
| Eu e a Bê na entrada do Restaurante do Cassino. |
 |
| Adir e a Fátima curtindo após o jantar. |
Pegamos um taxi e retornamos ao nosso hotel. O mais
interessante é que a conta do taxi acabou dando exatos $333, ou seja o número
33 e 333 estavam nos acompanhando. Aí começamos a pensar em jogar na loteria.
Quando nos disseram que no Uruguai tem o El Gordo, que é uma loteria de final
de ano que premia 10 milhões de pesos uruguaios, ou seja, mais de 1 milhão de
Reais. Resolvemos que iríamos jogar e já estávamos participando do bolão do
pessoal do HOG FloripaHD, organizado pelo Alexandre e tínhamos todas as chances
de ganhar.
Retornamos para o hotel e não teve Wiki nessa noite pois
estava cansado. Fomos dormir mesmo que no dia seguinte teríamos um belo passeio
até Colonia de Sacramento.
7o Dia - 25/12/2014 – Quinta-Feira - Salto - Colônia del Sacramento
Que delícia! Um dia com 430km para rodar. Decidimos que ao
invés de seguir pelas margens do rio Uruguai, iríamos fazer como o Roger acabou
fazendo, seguiríamos mesmo pelo RN-3, que nos levaria até a RN-1, onde entraríamos
para Colonia, na rodovia que liga a Montevideo-Colonia.
O principal motivo foi o de que as estradas vicinais acabam
sendo um pouco mais perigosas que as principais, ainda existe o risco de
encontra trecho que não são asfaltados ou que se encontram em reformas o que
poderia vir a ser uma dificuldade a mais e evitar riscos adicionais em uma
viagem é sempre interessante.
Acordamos, tomamos o nosso café da manhã sem pressa, pois nenhum de nós é afeito de acordar cedo para sair para a estrada. Que bom. Embora eu concorde plenamente com quem gosta de acordar cedo, pois a viagem acaba sendo melhor e mais fresca, no que tange às temperaturas.
Arrumamos as bagagens nas motos e saímos, fomos até o posto ANCAP, localizado próximo no sentido contrário, onde novamente não aceitaram o cartão AMEX do Adir, que já estava tendo um problema longo com esse cartão que quase nenhum lugar está aceitando. No passado eu usei muito o AMEX no Uruguai e na Argentina, mas não é mais assim, porisso que for viajar para o Uruguai se esperte com isso e dê preferencia aos cartões VISA que funcionaram muito bem.
O posto onde havíamos parado para comer e que supostamente
um brasileiro chamado Fabiano, ou algo assim, teria esquecido os documentos que
provocaram situação toda estava fechado com faixas que não permitiam o acesso
ao mesmo. Seguimos em frente pelo caminho já conhecido que levava para a RN-01.
Eu continuava de Road Captain, pois era o único que já conhecia o caminho.
O Adir estava seguindo de Cerra fila. Atrás de mim a Bê e
depois a Fátima. Tudo muito tranquilo em perfeita harmonia. O Adir é um
humorista interessante e fica fazendo graça no sistema de comunicação, o que é
bom para manter o pessoal acordado.
 |
| Todos nós e nossas companheiras na mesma ordem. Hehe. |
 |
| Esse Beatles fizeram mesmo história... |
A Bê por vezes sentia sono, principalmente depois do almoço
e com o dia muito quente. O risco de dormir é muito grande e acaba sendo um
perigo. Ainda bem que ela dizia que estava com sono e a gente ia falando com
ela para não dormir. Paramos em uma área de descanso ao lado da via para tomar
uma água, pois ela estava com muito sono. Dei a garrafa de água para ela e
depois fiquei pensando como poderia fazer para acordá-la. Não tive dúvida,
estava calor mesmo, fiz um movimento com a garrafa e dei um banho nela. Do
rosto ao corpo. Hehehehe.
Ela ficou muito puta comigo e isso foi ótimo pois fez com
que ela acordasse quase que imediatamente, senão pelo banho pela raiva. Assim
saímos e o sono dela não retorno. Remédio correto! Hahaha.
 |
| Que delícia a paisagem e a viagem. A Bê acenando, já muito tranquila e a vontade com a moto. |
Quando chegou a hora do almoço estávamos próximos do rio Uruguai e vimos uma entrada para uma localidade chamada Nova Berlin. Poderia ser um local interessante e decidimos que iríamos entrar, pois o tempo estava passando e cada vez se tornava menos provável que conseguíssemos achar algo para comer. O interior é sempre assim, não tem oferta de comida a qualquer hora.
Entramos na cidade, que era mesmo muito pequena e de certa forma agrícola, buscamos por um posto de gasolina e podem crer, estava fechado por ser dia 25 de dezembro e na cidade não tinha nenhum posto aberto.
 |
| Nós aguardando o maravilhoso almoço e repondo as energias e água com Coca-Cola. |
 |
| Nossa maravilhosa pizza de almoço. Estava boa mesmo embora fosse de massa alta! |
Mas nas margens do rio Uruguai encontramos uma lanchonete que ainda poderia nos servir pizza. Muito bom, pedimos isso mesmo com refrigerante e ficamos curtindo um pouco o local. O rio é muito bonito e o local era uma espécie de parque público.
 |
| Muito lugares, paisagens e lembranças prazeirosas... |
Quando chegamos ao entroncamento com a RN-01, tomamos à
direita e seguimos pela rodovia que agora era de pista dupla e ainda com pouco
movimento. A segurança sobe muito mas os riscos de sono e de desatenção também
aumentam. Durante toda a viagem, buscamos manter as velocidades das vias ou até
mesmo velocidades inferiores a essas, pois era a primeira vez que a Bê, o Adir
e a Fátima estavam fazendo uma viagem longa, mas independente disso, a cada
viagem eu tenho baixado a velocidade visando aproveitar mais a paisagem.
Afinal de contas, quando saímos de casa para a estrada o
objetivo não é o de estar na estrada? Assim sendo, para que ir rápido? A
velocidade torna o trecho mais curto. Não esse o meu objetivo. Eu hoje, tenho
claramente o objetivo de aumentar a permanência na estrada, que é onde eu
gostaria de estar quando saí de casa e depois sinto saudades de estar lá novamente.
Conforme fomos chegando perto de Colonia del Sacramento a
RN-01 é ladeada por palmeiras maravilhosas. Peguei o telefone e tirei algumas
fotos e filmei também pois é uma imagem muito bonita. Faz parte de chegar e
sair de Colonia, como se fosse um cartão de boas vindas e despedida.
 |
| Chegada em Colonia de Sacramento e a estrada ladeada de lindas palmeiras, creio que centenárias. |
Chegamos direto na parte histórica da cidade onde fica a
Posada Del Virrey, localizada na descida da rua de España, a do trapiche. Assim
que chegamos fomos recepcionados pelo Roger e pela Renata que estavam nos
esperando. Uma festa do reencontro.
 |
| Nossa chegada no Hotel em Colonia onde encontramos o Roger e a Renata que estavam nos esperando. Muita alegria novamente de encontrar os amigos que nos acompanharam em parte da viagem. |
Depois e um banho e trocar as roupas, pois o calor era
intenso e roupas de estrada só mesmo na estrada para aguentar, a gente saímos para
jantar caminhando, pois tudo é muito perto, acabamos indo em um restaurante que
fica perto da orla do Prata. A quadra inteira, praticamente, é do mesmo dono,
que, diga-se de passagem, é um explorador dos turistas. Nos cobrou $780 por um
entrecot não muito bom, enquanto que depois disso começamos a pagar algo como
$380 pelo entrecot de melhor qualidade e muito mais bem servido em outros
lugares.
 |
| Nós jantando em um lugar que não foi exatamente uma boa experiência. |
 |
| Mas a Patrícia sempre maravilhosa e uma companheira fiel. Hehehe. |
Aprendemos a lição! Não voltamos mais ali naquele
restaurante. Ainda rolou muito stress para conseguirmos realizar o pedido. A
moça que atendia era boazinha mas não tinha como anotar corretamente os
pedidos. Foi uma confusão muito grande que até agora não sei o que aconteceu.
Acabou que todos ficamos nervosos e a moça não sabia o que fazer. O Adir
recebeu o prato dele antes dos demais e a carne estava dura, acabou mordendo
algo que quebrou o dente dele, ou caiu uma obturação, a Fátima pediu uma salada
que no fim não era salada, era alguns pedaços de queijo com tomate. Hehehe. Um
saco! O meu filé também estava mais ou menos, não acertaram o ponto. Foi uma
janta bem mais ou menos.
Depois que saímos do restaurante fomos atrás de um lugar
para comprar água a um preço de água! Acabamos comprando uma última garrafa de
500ml em uma sorveteria por um preço absurdo de $90, ou seja, R$10,00. Seguimos
caminhando pela principal é então chegamos aos restaurantes com mesas na
calçada, etc. Conclusão, o entrecot ali era $380 e ainda por cima depois vimos
que vinham 2 ou 3 bifes de contrafilé. Uma delícia pela metade do preço e em um
lugar bem charmoso onde não precisávamos discutir com o garçom que nos atendia
be e mais rápido. A água alí também era a metade do preço.
Depois de um jantar complicado, fomos dormir.
O Roger sairia muito cedo na manhã seguinte, lá pelas 6h30
da manhã e nos despedimos deles já à noite, pois eu tinha certeza que não os
veria. O Adir disse que levantaria cedo para se despedir, mas também confessou
que não conseguiu. Hehehe.
8o Dia - 26/12/2014 – Sexta-Feira - Colônia del Sacramento
Tomamos nosso café no raiar das 10h15, pois era servido até
as 10h30. Como o Adir e a Fátima não tinham descido ligamos para eles que
desceram quase que imediatamente. Tomamos nosso café e fomos alugar o carrinho
de golfe para passearmos pela área histórica da cidade. Valor de US$ 72,00 por
24 horas. Bem mais caro do que quando nós alugamos da outra vez que ficou em
US$55,00. Mas estávamos passeando e a mobilidade do carrinho é muito boa.
Vimos que daria para ir com o carrinho até a rua histórica
e, devido a obras nas ruas, não conseguíamos chegar até a orla. Aí o Adir foi
pela contramão mesmo. Alguns gritaram: “- contramano”. Mas que nada, estava
divertido. Fomos até as ruinas da muralha, onde descobrimos que deveríamos ter
entrado. Acho que circulamos o trecho todo na contramão. Hehehe. Mas com
cuidado, ou seja, não corremos a rigor nenhum risco a menos o de recebermos uma
multa, ou uma mijada de um policial.
Fomos então até a estação do BuqueBus para ver quanto
custaria para a gente ir no dia seguinte até Buenos Aires, nem que fosse para
almoçar apenas e dar um voltinha, se possível um citytur. Qualquer coisa!
Vimos que para passar para BsAs iria custar cerca de R$600
por pessoa, ida e volta. Mesmo que fossemos sem moto ainda ficaria muito caro.
Desistimos, pois os horários também não ajudavam, tipo saída às 11h00 da manhã,
a primeira viagem do dia, e retorno às 18h00, na última viagem. Teria um
retorno melhor às 23h00, que seria bom, mas como o dia seguinte era sábado, não
tinha esse horário.
Desistimos da empreitada que seria muito interessante,
principalmente para o Adir e Fátima que ainda não conheciam nem o BuqueBus nem
BsAs. Muito empenho por muito pouco
resultado, mas eles acharam que não valeria a pena o empenho e nós concordamos
de pronto, pois já conhecíamos e iriamos mesmo pela companhia.
Voltamos para o nosso carrinho e, antes de partir, fui até a
loja onde da outra vez alugamos o carro por US55,00 e não é que estava ainda
mais caro que os 72 que estávamos pagando? Os preços por lá estavam muito mais
altos mesmo em dólares.
 |
| O mapa da cidade histórica que alternou muitas vezes entre o poder de Portugal e Espanha. |
Saímos a fim de tomarmos um café da tarde em algum lugar,
algo com uma torta e café ou chá. Rodamos por outras ruas e acabamos
encontrando uma feira de artesanato. Paramos lá e achamos algumas coisas
interessantes, em sua maioria lembranças. Tinha umas caixas que quando
movimentadas reproduziam o som de trovões e tempestades.
Buscamos ainda pelo pau de self que eu queria comprar mas
nada. Uma loja tinha mas já haviam vendido o último. O Adir também estava atrás
de um cabo para o HD externo e não estava encontrando. Olhou um conjunto de
gaitas de boca também, mas parece que estava caro.
Depois continuamos a buscar pelo nosso café e acabamos
chegando no La Pasiva, que fica na rua principal mesmo. Hehehe. É muito bom
também, mas queríamos algo mais especial, do tipo confeitaria.
Tomei um café e pedi um crepe de doce de leite. Estava muito
bom. Os demais também pediram crepes e panquecas. Todos ficamos satisfeitos
pois o La Pasiva tem preços justos e qualidade boa.
Nesse dia decidimos que jantaríamos naquele restaurante da
avenida principal e eu, para variar o cardápio, iria querer comer o meu bife de
chorizo, que no Uruguai, se chama entrecot.
Mas entre o café e a
Janta, vimos que tinha chegado em Colonia uma turma de motociclistas de
Curitiba e o Kaiser estava junto com eles. Através do facebook soubemos que
eles iriam jantar no Drugstore, localizado em frente a Igreja. Fomos até lá e a
turma era boa mesmo. Eles estavam em umas 20 pessoas, vários casais e 3 Ladies,
entre elas a Ju. Foi um encontro muito legal. A moto do Rafael estava com um
problema na engrenagem da alavanca de câmbio e estava indo na carreta. Aí
fiquei sabendo que eles estavam viajando com um apoio que puxava uma carreta.
Passei para eles o telefone do Alejandro, que é mecânico de
HD em Montevideo. Inclusive eu estava precisando para ele dar uma olhada em
minha alavanca de câmbio e também para trocar o óleo da moto da Bê que estava
atingindo os 8.000km e que precisaria fazer a revisão. Mas tendo em vista que a
Concessionária da HD estaria fechada até o dia 12 de Janeiro a alternativa
seria o Alejandro que já havia nos salvado anteriormente em outras viajes.
Passei o telefone para o Rafael e Kaiser e também liguei
para ele. Expliquei o meu caso e ele me disse que infelizmente estava viajando
na Argentina e que retornaria somente na terceira semana de 2015. Muito bem.
Sendo assim não como contar com a ajuda dele ou da Concessionária HD. Nenhum
problema, afinal fizemos o curso de mecânica básica da HD. Hahaha. O jeito era
resolver por conta própria o que tinha para ser verificado.
De resto a viagem deles, que estava acontecendo no sentido
inverso ao nosso, tinha um caminho parecido, pois inclusive incluía Bento
Gonçalves mas não Salto e as Termas de Dayman. Eles haviam passado o Natal em
Punta e passariam o Ano Novo em Bento.
Não quisemos jantar com eles, pois havíamos combinado de
jantarmos na avenida principal e ainda era cedo para nós que tínhamos tomado um
café à pouco. Saímos do Drugstore e entramos em uma lojinha de lembranças que tem na esquina. Ali encontramos
camisetas e demais lembrancinhas que compramos para trazer para os nossos
filhos e netos.
Agora já era chegada a hora de ir para o restaurante. Sentamos
em uma mesa da calçada mesmo e quando chegou o prato foi uma grata surpresa.
Não veio um mas sim dois bifes maravilhosos, ainda mais, o ponto estava certo.
Mal passado, ou rugoso, como chamam eles.
 |
| A comida é a melhor parte mesmo. Hummmm.... Acompanhado de uma Patrícia ainda por cima. |
Fomos bem atendidos. O bom é que ali tinham opções de
macarrão, pizza e outras ainda. Realmente a não ser pelo fato da comida demorar
para chegar e a conta também, o lugar ganhou em tudo, atendimento, qualidade e
preço também.
A Fátima encontrou uma amiga antiga, tiramos uma foto das
duas. Assim as coincidências dessa viagem iam acontecendo. Outra das
coincidências grandes da viagem foi o fato de que muitas das contas que
pagávamos eram relacionadas com 333. Ou seja, tinha, mais vezes que o normal,
os números 33 ou 333 em voga.
 |
| A Fátima encontrou uma amiga de trabalho antigo. |
Chegamos à conclusão de que deveríamos jogar na loteria.
Como não estávamos mais no Brasil resolvemos que jogaríamos na loteria no
Uruguai mesmo. Assim conversamos com uma vendedora, quando lá pela 10
a
vez que alguma coisa custou 333 e ela nos disse que a loteria do final do ano
no Uruguai se chamava El Gordo. Bem, eu e o Adir já somos gordos. Estava tudo
dando certo. Decidimos que no dia
seguinte teríamos que jogar no El Gordo. Nos divertimos muito com isso, o que
por si só, já era um prêmio.
 |
| Adir e Fátima sentados na mesa na calçada do restaurante onde jantamos. Uma delícia. |
Depois da janta o Adir nos convidou para tomar o famoso Wiki
no terraço da nossa Posada. Fomos até lá e ficamos papeando à toa sobre muitas
coisas interessantes, desde jogos de celular e computadores até a história dos
povos, religião, etc. Foi uma noite bem agradável com a palavras regadas com
Whiskey Jack Daniels e Gentleman Jack.
Ainda por cima, quando surgiu uma discussão sobre qual seria
um planeta que estava no céu, a Fátima puxou do celular, que tem um software
que reconhece as estrelas. Acho que era o Google Earth – Estrelas. Muito legal
mesmo! Eu nunca tinha visto nada igual. Descubrimos que a estrela que estávamos
olhando era Júpter. Eu não sabia que Júpter era assim tão visível a olho nu.
Chegou uma hora em que a Bê não se aguentava mais de sono e
foi deitar, logo em seguida foi a vez da Fátima e eu e o Adir ainda ficamos por
mais 1 hora jogando conversa fora, mas com palavras sempre regadas a ao bom e
velho Jack. Quando decidimos ir dormir, já passava das 3 da matina.
9o Dia - 27/12/2014 – Sábado - Colônia del Sacramento
Novo dia. 10h30 da manhã era hora consagrada do nosso café
matinal. Muito cedo, quase junto com o raiar do dia. Hehe.
Mas ainda tinha uma coisa que eu queria fazer antes de sair
que era dar um jeito na alavanca do câmbio da minha moto que estava com uma pequena
folga. Comparei com a moto do Adir, que é uma Road King, logo, uma Touring
também, para comparar as folgas do câmbio. Quando eu mexia o pedal do câmbio a
haste do outro lado se mexia de forma não solidária com a alavanca. Essa folga
poderia me deixar sem marcha no caminho o que seria uma experiência ruim.
Peguei as chaves que o Adir me emprestou, do tipo Allen e
fui até a moto para estudar o caso. Depois de analisar um pouco vi que a vareta
não tinha se deslocado para dentro, ou seja, os pedais da marcha não haviam se
deslocado, logo, que devia ter se deslocado era o lado interno. Com a chave
Allen adequada soltei levemente o parafuso e pressionei com a outra mão,
mantendo a folga eliminada e fui apertando com a outra mão e a chave novamente
o parafuso. Não ficou bom, soltei e repeti a operação umas 2 vezes. Até que
notei que a folga desapareceu, mas ao menos eu mexia a alavanca do câmbio e a
haste interna se movia solidariamente. Achei que estava com o problema
contornado.
Mesmo com o problema aparentemente contornado eu fui
conduzindo com muito cuidado no sentido de que não pressionava o câmbio de
qualquer jeito. Dali em diante fui mais calmamente com pé para acionar a
alavanca do câmbio, evitando um esforço maior que poderia acabar por soltar o
pedal.
Dia de devolver o nosso carrinho e decidimos que não iríamos
pegar novamente o carro. Acabou que fomos dar uma circulada para ver se tinha
algum carrinho melhor, pois o nosso estava meio baleado. Vimos uma outra
locadora em uma rua próxima e os carro estavam ainda piores. Desistimos.
Decidimos que naquele dia andaríamos à pé mesmo.
Assim fomos até o farol novamente, pois no dia anterior não
havíamos conseguido subir. Nesse dia ainda tinha mais uma coincidência, o Adir
tinha um amigo, que já há algum tempo estava querendo encontrar e que vive em
Florianópolis e que estaria chegando em Colonia nesse dia. Novamente a
coincidência! No caminho aproveitamos para tomar sorvete no Freddy, localizado
na praça da cidade antiga. Passamos antes pelas escavações que mostram os
pavimentos originais da Vila, construída pelo portugueses para controlar o
fluxo de mercadoria no rio da Prata e que foi objeto de muitas guerras entre
espanhóis e portugueses para controlar Colonia.
Subimos na torre do farol e o Adir, que sempre estava ligado
no celular, daqui a pouco viu uma foto que o amigo dele estava publicando no
face, do farol, onde nós aparecíamos lá em cima. Aí ele falo: Cara! O meu amigo
acabou de publicar a foto do farol com a gente aqui! Que coisa de doido. Ou
seja, ele tirou a foto bem na hora em que estávamos lá em cima e ainda por cima
publicou e o Adir viu!
Almoçamos novamente no mesmo restaurante da avenida
principal, sendo que dessa vez sentamos na interior e lá dentro o serviço foi
ainda melhor. Sem o pessoal passando entre as mesas, pois a rigor é uma calçada
mesmo no meio das mesas. O melhor foi que ao invés de 2 bifes de entrecot
vieram 3. Fiquei impressionado com o prato. E o preço? Os mesmo $380. A Bê e a
Fátima comeram massa pois estavam cansadas de comer carne. Aí eu vi que se eu
enjoasse das coisas que eu gosto de comer quem sabe eu não poderia ser mais
magro?
Na mesma avenida principal entramos em uma outra loja de
souvenires para comprar copinhos de lembrança, inclusive para o Roger, que nos
pediu para comprar 2 copinhos, pois havia se esquecido de comprar. Aí
aproveitamos para perguntar sobre o tal do El Gordo e saber onde se poderia
jogar. Fomos ao local indicado por ela e fizemos 3 jogos, que é do tipo Loteria
Federal do Brasil, aquela antiga de bilhetes numerados.
 |
| Casa de artigos para a maconha. |
Na mesma galeria vimos uma loja de maconha que estava
fechada mas que tinham barracas herméticas para fumar. Uma coisa incrível!
Tinham cachimbos especiais para puxar herva e ainda muitos outros acessórios.
Possivelmente ali vendesse até mesmo a maconha para clientes. Mas estava
fechada e depois quando passamos por ali novamente estava também fechada. Devia
ser algo do tipo fechado para o final do ano.
Mas como a maconha é liberada no país a gente via gente
fumando na rua. Muitas pessoas passaram por nós fumando. Inclusive na frente
dos policiais. O que para nós é muito estranho mas lá é mesmo liberado. Pode
plantar, fumar e comprar na farmácia. Até chegamos a conversar que iríamos
provar, pois éramos um bando de caretas. Mas ao final nem isso fizemos. Na
verdade acabávamos esquecendo de ir atrás do assunto. Hehe. Melhor assim.
Jogamos $200 em cada jogo e ficamos achado que ganharíamos
mesmo! Ficamos imaginando que deveríamos ir a um Cassino para jogar na roleta.
O Adir disse que gostava de brincar na roeta e que era muito interessante. Como
nem eu, nem a Bê e nem a Fátima estávamos muito animados com o Cassino acabamos
deixando para depois esse assunto.
Perguntamos para o rapaz se estrangeiros poderiam jogar na
loteria deles. Disse que sim. Perguntei como a gente receberia no caso de
ganhar e ele nos disse que teríamos que ir receber em Montevideo. Imagino que
fosse o prêmio grande. Fomos embora.
Dali fomos caminhando até a posada onde o amigo do Adir
estava hospedado e ao lado da posada tinha uma fábrica de cerveja. Entramos no
bar tomamos uma cervea ou duas que era de boa qualidade, mas também um pouco
cara. O amigo do Adir, que não me lembro o nome é bem legal, também é nerd,
pois é programador de computador e parece que agora tem uma empresa de desenvolvimento.
O cara tem boas ideias e parece ser bom no que está fazendo.
Inclusive desenvolvendo um sistema para facilitar a vida dos daltônicos, com
alguma rotina que possibilitaria que eles distinguam melhor as cores. Parece
que apresentou esse programa em uma feira de informática no Vale do Silício,
nos EUA e teve boa receptividade por fabricantes de televisores. É um mundo
diferente e interessante esse.
Acabou que eles foram juntamente conosco para jantar no
Drugstore. No caminho entramos em um comercio e o dono era um nadador que havia cruzado o Prata, indo até Buenos Aires nadando, não uma mas duas vezes.
 |
| Mapa indicando o caminho que o Daniel percorreu nas duas travessias. |
 |
| Adir, Daniel e eu. |
Comemos bem e tomamos cerveja e vinho. Teve ainda uma garrafa de
espumante. A janta não saiu caro o restaurante é bom e não é caro, ficando na
mesma base do nosso restaurante da avenida principal.
 |
| Nosso jantar no Dugstore juntamente com o amigo do Adir e a esposa. |
 |
| Prato que comemos no restaurante. |
 |
| Decoração bem diferente do Dugstore. |
O papo foi longo e saímos de lá já tarde da noite. Novamente
o Adir propôs da gente ir no terraço para tomar o wiki, mas eu queria era ir
dormir pois estava um caco e no dia seguinte teríamos um bom passeio até
Montevideo. Novo dia para rodar.
Concluimos que ficamos muito tempo em Colonia, para o tipo
de viagem que estávamos fazendo. Um dia e meio teria sido suficiente, mas como
pretendíamos passar um dos dias em BsAs que acabou não dando certo e ficamos
tempo demais em Colonia. Não que não tenha sido bom, mas poderíamos ter
aproveitado melhor esse dia adicional em Montevideo, onde teríamos muito mais
coisas para fazer.
10o Dia - 28/12/2014 – Domingo - Colônia del Sacramento - Montevideo
Marcamos de tomar café no mesmo horário, ou seja 10h15.
Adoramos hotéis que compreendem que a gente não está em uma cidade turística
para trabalhar , mas sim para descansar mesmo. Café até as 10h30 é tudo de bom,
ao menos para nós que não temos nenhum problema em acordar mais tarde e dormir
até as 9h30 com a sensação de que dormiria muito mais ainda.
Carregamos as nossas motos e saímos primeiramente em direção
à Plaza de Toros, que foi construído a cerca de 100 anos, por um empresário
muito empreendedor que pretendia transformar Colonia em um local turístico.
Parece que deu certo, pois Colonia hoje é um local turístico, mas a Plaza de
Toros não deu assim tão certo.
Já naquela época havia um movimento contrário à matança dos
animais em touradas, mas ainda assim a coisa estava indo bem, inclusive com a
vinda de touros e toureiros da Espanha para as atrações locais que traziam
muita gente de Montevideo e de Buenos Aires.
O problema é que começaram a morrer muito toureiros que se
aventuravam frente aos touros até que um dia, depois de um desses acidentes terríveis,
acabou que a Plaza foi fechada e as touradas, que já estavam proibidas, mas que
as autoridade faziam vista grossa, foram proibidas e a Plaza ficou abandonada.
As ruínas estão ainda lá e nós fomos visita-las. Na verdade apenas passamos por
lá e tiramos algumas fotos.
Retornamos em direção à estrada para tomar a RN-1 com
destino a Montevideo. Uma pequena distância a percorrer mas com muita
satisfação, estrada segura e com poucas dificuldades.
Saímos já era pouco mais de meio dia e decidimos que não
comeríamos no caminho, indo direto para o nosso hotel em Montevideo, que seria
o Mercosur Universitas, localizado na Av. 8 de Outubro 2481, perto do Shopping
Três Rios. O GPS indicava que ficava muito longe do centro. Eu estava
desconfiado de que o mapa do GPS estava indicando o local errado. O do Adir
também estava no local errado, mas depois de algumas voltas chegamos ao nosso
hotel que fica muito bem localizado por sinal.
Quando se utiliza um GPS esse tipo de coisa acontece pois de
alguma forma fica alterado o início e o final das ruas. Assim sendo a numeração
se inverte e os números do início da via acabam ficando no final e vice-versa.
Localizamos o Hotel bem na lateral do túnel que passa por
baixo da praça localizada em frente ao Shopping. Fizemos o nosso checkin e
descemos com as motos para a garagem no segundo subsolo, descarregamos as malas
e subimos. O Adir e a Fátima ficaram no 7o Andar e nós no 8o.
Marcamos na recepção em meia hora. Tempo para descarregar as
bagagens, tomar uma ducha rápida e colocar uma roupa mais adequada pois estava muito
quente. Nossa ideia era a de dar umas voltas e encontrar algum lugar para comer
um Chivito ou algo assim.
Descemos e as mulheres decidiram que iriam passear na garupa
deixando as motos delas na garagem, o que facilitava pois andar em 2 motos é
muito mais simples do que em 4, principalmente quando se está no trânsito de
uma cidade grande como Montevideo.
Quando cheguei no térreo com a moto o Adir já estava lá veio
todo animado dizendo que o João estava ali hospedado no mesmo hotel! Não pude
acreditar, fiquei algum tempo avaliando. Será que eu estava entendendo direito?
Perguntei: - Mas você falou para ele que estaríamos nesse hotel? Ele disse que
não, era coincidência mesmo!
Incrível isso! Ele me contou que havia falado com o João
pelo interfone do hotel e que ele estava descendo. Como o Adir é muito sacana
acabou passando um trote por telefone no João dizendo que era da Policia Federal
e que estava na recepção do hotel para falar com ele. O João ficou meio nervoso
e o Adir se apresentou sendo que o João estava meio desconfiado e falou que
depois explicaria.
Realmente eles desceram. Estavam de carro o João a Kathia e
o André, filho deles. Um rapaz que eu não conhecia mas que é da melhor
qualidade. Trabalha com produção de filmes e está se formando na faculdade de cinema ou algo assim.
Foi um encontro surpreendente, mas como nossa viagem estava
mesmo cheia de coincidências, essa era uma das grandes. A cada coincidência que
acontecia mais a gente concluia que iríamos ganhar no El Gordo uruguaio ou na
Mega-Sena da Virada. O número 33 e 333 continuava a nos perseguir.
Decidimos que teríamos mesmo que ir ao Cassino e jogar na
roleta para ver no que dava.
Combinamos com o João e a Káthia de nos encontrarmos para
comer um chivito em algum lugar. Eles gostaram da ideia. Iriam se arrumar e
pediram que informássemos pelo Whats up onde iríamos comer que eles iriam até
nós.
Funcionou perfeitamente. Demos algumas voltas pela cidade,
passamos em frente à loja da HD, na Av. Brasil, que estava fechada, depois
seguimos pela Brasil até a Praia de Pocitos. Na orla central de Montevideo, conhecida
por La Rambla, onde tem o maior movimento de turistas e locais também.
Depois de algumas voltas acabamos parando em uma chiviteria
na região do cruzamento da Brasil com a Rambla, que é a avenida costaneira, ou
costeira. Passamos a informação para o João e eles vieram almojantar conosco,
pois já era mais de 6 da tarde.
Marcamos que iríamos ao Cassino naquela noite. Aí
descobrimos que o Silvinho e a Gica estavam também em Montevideo, outra
coincidência. Mais ainda. Ele publicou que viu a gente chegando em Montevideo,
que ele estava em um citytur e que correu atrás de nós mas que não os vimos e
acabamos indo embora com as 4 motos. Muuuuita coincidência mesmo!
Fomos combinando com eles pelo face para ver onde poderíamos
encontra-los, quem sabe uma hora daria certo.
Tiramos uma foto com o casal da moto e ele me deu um cartão
de visita da oficina mecânica dele dizendo que qualquer problema poderia
procurar por ele. Muito gente boa. Eu e a Bê particularmente gostamos muito do
povo uruguaio. Um povo simples, que não tem a pressa americana e tem um jeito
muito simples de ser. Como tenho dito desde a primeira vez que entramos no
Uruguai, parece que a gente entra em um túnel do tempo quando passa a
fronteira. Algo realmente interessante. Tem gente que não gosta, o que comprova
que realmente as diferenças são grandes.
Depois do nosso passeio pegamos as motos e retornamos ao
hotel. Marcamos que iríamos ao Cassino e tentamos combinar com o Silvinho para
eles irem também, primeiro indicamos o Cassino errado, pois não sabíamos qual
era e depois de confirmar que iríamos no Carrasco, um Cassino maravilhoso,
mandamos uma mensagem no WhatsApp mas ao final eles não apareceram. No dia
seguinte nos disseram que estavam cansados e que depois da janta resolveram ir
para cama.
Pegamos um taxi e o João foi com o carro dele para o
Carrasco. Chegando lá fomos para a mesa da roleta e fiquei olhando como é que
funcionava o sistema. Como que a gente pagava, etc.
 |
| Cassino e Hotel El Carrasco. Lindo e imponente. |
Eu e a Bê fomos até o bar, que ficava ali ao lado, para
tomar uma cerveja de caña. O Adir já estava jogando e veio conversar conosco
que sentamos em umas poltronas no bar. Perguntei ao Adir como jogava e ele me
disse que era somente levar o dinheiro para a moça da roleta que ela daria as
fichas e aí era dó jogar.
Tomei minha cerveja e fui lá jogar. Acabei trocando $700
(pesos uruguaios) e perdi tudo. Jogando sempre no 33. O Adir jogava em outros
números também e acabava ganhando e perdendo, mas eu nada. Perdi.
Depois fomos até as roletas eletrônicas, pois na da mesa as
apostas são muito maiores. Chegue lá, coloquei $1.000 na máquina que engoliu a
grana e me deu um crédito. Joguei algumas vezes e perdi. Aí dei uma parada. O
Adir continuava jogando e ganhando e perdendo, eu só perdia.
Aí de o 33 na roleta e ele não tinha jogado. Fiquei
indignado com ele e coloquei os créditos novamente e joguei no 33 na próxima
rodada. Não é que deu novamente o 33 na cabeça! INCRÍVEL! Duas vezes seguidas o
número 33. Ganhei uma bolada, 36 vezes o da cabeça e ainda mais outros, pois
tinha jogado nos cantos também. Dos mil eu já tinha perdido um 300 e recuperei
uns 1350. Hehehe. Ao final alguma diversão por um prejuízo de $350 pesos. Foi
bom. Principalmente pelo 2 resultados 33 seguidos na roleta.
 |
| Eu, Bê,João, Kathia, André, Fátima e Adir. Todos saindo do Carrasco. |
Aí resolvemos ir embora para o hotel novamente, saímos e
pegamos um táxi de volta. Até que foi divertido, além do que tiramos algumas
fotos antes de sair de taxi para o hotel.\Chegando lá pensa que fomos para o
quarto? Que nada, fomos até o quarto do Adir para tomar uns Wiki e ficar
papeando.
Comemos alguns salgadinhos que a Fátima tinha comprado,
refrigerante, aí o Adir desceu e acabou comprando umas cervejas Patrícia. Foram
umas 2 ou 3 horas de papo. O Adir estava
trabalhando em um projeto, se comunicando com um cara que estava no
Brasil via internet e às vezes ele aparecia ali, tomava um goró e voltava.
Assim ficamos por mais de 2 horas papeando. O João e a Kathia ficaram um pouco
mas foram dormir e nós seguimos.
Hora de dormir e fomos para a cama.
11o Dia - 29/12/2014 – Segunda-Feira - Montevideo
Dia de ir comprar o vale para rodar no ônibus de turismo,
daquele tipo que é aberto com 2 andares e que no andar de baixo tem ar
condicionado mas no de cima não. Fomos até o ponto pois o horário era 12:30.
Quando o ônibus chegou não tínhamos ingressos e a atendente que anda junto com
o motorista no ônibus não podia vender nem andar com dinheiro. Ela nos deixou
embarcar e disse que deveríamos comprar os ingressos por 24h no ponto final que
ficava localizado no Mercado do Porto.
 |
| Nós na praça em frente ao Shopping Três Rios. |
Embarcamos e fomos até o Mercado. O sistema do ônibus é
interessante pois eles distribuem um fone de ouvido para cada um e tem diversas
línguas inclusive português. Conforme o ônibus vai passando pelos locais ele
vai explicando os pontos pelos quais se passa, mas não para o pessoal descer,
apenas vai passando. Quando ele para, pode-se desembarcar e depois, quando
algum dos ônibus passa novamente pelo ponto pode-se embarcar, mas tem que ter o
tíquete de embarque.
 |
| Eu o André e a Bê. |
Papeamos com o pessoal e depois eles seguiram o caminho,
falamos sobre o local onde ficamos e como poderia chegar lá. O nome da rua em
Colonia, onde tínhamos ficado, etc. Depois de comprarmos os tíquetes do ônibus
fomos até o Mercado Municipal, Mercado do Porto, para podermos almoçar uma bela
Parrilla. Claro que eu comi mais um Entrecot rugoso, que significa mal passado.
 |
| Nós no calçadão em frente o Mercado Municipal. |
 |
| O Mercado Municipal, ou, Mercado do Porto, é um lugar muito atraente e charmoso. |
 |
| Restaurantes do Mercado. |
Tomamos cerveja muito gelada e comemos muito bem em um local
que tinha ar condicionado, pois o calor estava enorme. Fomos muito bem
atendidos. Depois saímos caminhando em direção à Praça da Independência, onde
tem o Palácio da Presidência da República do Uruguai.
 |
| Nós passando pela Praça Zabala. |
No caminho passamos pela
Plaza Zabala, onde tem o monumento ao fundador de Montevideo, de mesmo nome, pela
Catedral onde entramos e ficamos muito pouco pois nos pediram para sair, estava
na hora de fechar a igreja, pela praça da Catedral e seu chafariz que chamou
muito a atenção do Adir, devido a suas marcas históricas, em seguida subimos
pela Sarandi em direção à Plaza da Independência.
 |
| Escadaria da Livraria Puro Verso. Um marco cultural bem interessante de Montevideo. Kathia e Bê. |
 |
| Nós no calçadão em frente a Livraria Puro Verso. |
Na Sarandi, entramos na Livraria A Puro Verso. Um lugar
muito bacana e antigo. Subimos a escadaria até o andar superior onde tem um
café muito aconchegante. Tomamos água e café, pois estávamos desidratados.
Depois de olhar um pouco os livros e os CD`s e DVD`s voltamos para a rua.
Em frente à Livraria tem um chafariz onde tinham 2 cachorros
tomando banho. Muito interessante. Ficamos ali olhando eles um pouco e seguimos
em direção à Porta da Antiga Muralha da Cidade Velha.
 |
| Pontal da Cidade Velha. |
Chegamos à praça onde infelizmente o Museu da Independência,
onde tem o túmulo do Gen. Artigas, estava fechado, pois já passava das 17h00.
Esse é um local muito interessante que visitamos já a mais de 3 anos,
entretanto na última vez que passamos por lá o Museu estava fechado pois estava
em reformas.
 |
| O Edifício que durante muitos anos foi o mais alto da America Latina. |
Seguimos à pé subindo pela 18 de Julho, que é a data da
Constituição do Uruguai e é a Avenida principal de Montevideo. Fomos caminhando
e passamos por uma fonte cheia de cadeados, onde os casais enamorados fecham um
cadeado. Haviam muitos cadeados e o pessoal foi lá dar uma olhada.
 |
| Meu amor postando fotos no Café do nosso hotel. |
Passamos pelo restaurante, caminhamos uma quadra a mais e depois voltamos. Eram alguns restaurantes que ficavam ao lado de uma praça, bem ao lado do Shopping. Tinha um carrinho de lanches do tipo muito incrementado, inclusive com mesas na calçada e som ambiente. Escolhemos um restaurante que tinha parrillada e eu pedi um bife de tira. Pena que não pedi um entrecot. Mas valeu a tentativa!
Durante a janta o André contou para nós que estava trabalhando com cinema em uma produtora em São Paulo e dos problemas que esse mercado está enfrentando, segundo comentado pelo Adir, que parece conhecer um pouco desse mercado embora esteja trabalhando com TI.
O André terminou o curso em 2014 e deverá se formar no início do ano de 2015. Está muito feliz com o trabalho dele que foi uma indicação do Adir, que conhece um amigo que tem a produtora em São Paulo.
Tudo muito bom mas era chegada a hora de irmos para o hotel para dormir pois já não era cedo. Acontece que quando a gente viaja para lugares onde anoitece muito tarde a gente perde completamente a noção do horário da janta e do horário de dormir. Ficamos meio perdidos e quando a gente pensa que são 22 horas na verdade já passou da meia-noite.
No hotel subimos até o nosso andar e fomos ao nosso quarto
para variar um pouco. Tomamos whiskey e coca acompanhado de salgadinhos que a
Bê tinha comprado para este fim à tarde na lojinha do hotel. Assim terminou a
nossa noite, entre uma boa conversa e todo mundo meio alto.
 |
| Todo mundo tomando um Whisky com coca, rindo muito. |
O Adir estava trabalhando mas por vezes saia do quarto, que ele tinha transformado em escritório, para participar da confusão que estávamos fazendo. Foram momentos muito agradáveis que tivemos.
12o Dia - 30/12/2014 – Terça-Feira - Montevideo
Neste dia iríamos
pegar o ônibus de turismo que havíamos comprado os ingressos no dia anterior,
lá no Mercado do Porto, e iríamos rodar por Montevideo em nosso Cititour improvisado. Saímos caminhando do hotel, depois do nosso café da manhã, que não foi nada cedo, e fomos em
direção ao Shopping Tres Cruces. Aproveitamos para comprar pasta de dentes,
protetor solar e fomos para o ponto de ônibus. Além de nós tinha ainda uma
outra família de brasileiros esperando.
Quando o ônibus chegou nós estávamos com os ingressos e
pudemos embarcar. Fomos até o Punta Carretas Shopping, localizado no bairro de
mesmo nome e descemos para almoçar. O pessoal estava voltando de Colonia del
Sacramento e marcamos com eles de nos encontrarmos lá para almoçar e eles
seguiriam direto para Punta naquela mesma tarde e nós ficaríamos para seguirmos
no dia seguinte.
 |
| As meninas não resistiram ao monumento na entrada do Punta Carretas. Hahaha. |
 |
| E eu tentado para comprar o pau de selfie. Mas ainda não tinha dado certo. Esse só funcionava com Samsung. |
Procurei pelo pau de self mas não encontrei nada que me
servisse. O primeiro era bom mas era rosa e tinha um fio para disparar as
fotos, além disso funcionava somente com iPhone. Achei que estava inadequado
por muitos motivos. O segundo e último que encontrei era preto funcionava com
bluetooth mas não pareou com o meu celular. Deixei para lá o assunto pois
estava difícil de encontrar um que atendesse.
Eu e a Bê dividimos um chivito que era tão bem servido que
comemos o suficiente, na verdade a gente queria dar um tempo também, pois
estávamos comendo muito todos os dias e, quem tem tendência para engordar a
coisa fica meio complicada.
 |
| Encontramos com o pessoal que estava voltando de Colonia de Sacramento e passando por Montevideo novamente. |
Depois do almoço o pessoal seguiu para Punta e nós 7
voltamos para o ponto do ônibus de turismo e seguimos em frente. Passamos pelas
esculturas d carroça de imigrante e dos cavalos mas não paramos. Acabamos
desembarcando no Mercado Agrícola, que fica localizado nas imediações do
Parlamento, que é um prédio maravilhoso decorado com mármore esculpido e
importado da Itália.
 |
| Voltamos para o ônibus de turismo. No segundo piso, claro! |
 |
| Passeando pela Rambla no ônibus de turismo. Linda a costanera. |
 |
| Antigas construções localizadas às margens do rio da Prata que mais parece um mar. |
 |
| Uma igrejinha muito interessante. |
 |
| Novamente o Palácio da Presidência da República, na Praça da Independência. |
 |
| O magnífico Parlamento uruguaio, com suas esculturas italianas de mármore. |
 |
| Nós todos no Mercado Agrícola, muito interessante esse mercado, tem mais coisas que no do Porto. |
 |
| No caminho de volta para Tres Cruces ainda passamos pela maravilhosa escultura La Carreta de José Belloni. |
O Mercado Agrícola é muito interessante, tem lojas de
temperos maravilhosas, lojas de vinhos e outras bebidas, sorvetes e assim por
diante. Um lugar que daria para ficar muito mais tempo, entretanto tínhamos que
voltar para o ônibus pois o último passava no entorno das 17h15 e, depois de
comprarmos algumas iguarias como torrão italiano, frutas desidratadas, água e
tomarmos sorvetes voltamos e pegamos o último ônibus de turismo retornando ao
Shopping Tres Cruces.”
 |
| Finalmente encontrei o pau de selfie. O interessante que apelidei assim e ao final todos estão chamando por esse nome mesmo, de onde se tira que é um nome intuitivo. Hehehehe. |
 |
| Aí sim eu poderia me deliciar com o meu novo pau. Hahaha. |
Aí sim consegui
encontrar o “pau de self” por $99, ou seja, algo como R$ 100,00. Caro pra
caramba, mas como estava procurando por todo lugar e os outros que eu havia
encontrado custavam o mesmo preço, comprei. Pareou, via bluetooth com o iPhone
e com o Samsung. Beleza! Já saí dali tirando fotos. Agora teria que encontrar
as meninas que haviam desaparecido.
Fiquei parado no saguão de entrada do Shopping imaginando
que elas acabariam passando por ali, pois foi nesse local que tínhamos nos
visto pela última vez. Dito e feito, daqui a pouco a Fátima apareceu e nos
chamou. A Bê estava provando uma bota. Ah! Sim. Esse assunto é interessante. A
Bê estava precisando de uma bota nova pois a dela, que já saiu do Brasil meio
prejudicada, com a sola quebrada, havia descosturado e ela já estava quase que
descalça. Mas como não estávamos encontrando uma bota que ela gostasse,
continuávamos buscando e nada.
Naquela loja não foi diferente. Ela não gostou de nada do
que viu e quando fui tirar umas selfies com o meu aparelho novo o vendedora me
disse que era proibido tirar fotos no interior da loja. Poxa! Será que
estávamos em um museu e eu não sabia? Bom. Pedi desculpas e pronto.
 |
| A Bê estava olhando uma bota para substituir a dela que estava aos pedaços já e que não dava mais para continuar. A vendedora me disse que era proibido tirar foto na loja. Pode isso? Tipo museu. |
Como a Bê não encontrou nada do agrado fomos caminhando até
o hotel, que ficava do outro lado da Praça Tres Cruces que era localizada em
frente ao Shopping. Uma outra coisa interessante é que o Terminal de Ônibus
Tres Cruces, fica localizado sob o Shopping. Bem interessante o esquema. Me
lembrou Brasília, com o seu Terminal de Ônibus e Shopping no centro da cidade
que hoje já nem é mais um centro importante de compras, mas que no passado era.
 |
| Estávamos muito bem na foto. Hehehe. |
Retornamos ao hotel à pé, cruzando a praça. Marcamos na recepção do hotel às 20h30 pois o jantar era a partir das 21. Todos chegaram. O João e a Kathia, juntamente com o André, foram de carro e eu, a Bê, o Adir e a Fátima fomos de taxi.
 |
| Nós todos reunidos na recepção do hotel, ainda para o show de tango. |
 |
| Nossa reserva feita pelo porteiro do hotel. |
O nome do lugar era Milonguero Viejo. A janta estava muito boa e, claro que comi um bife de entrecot. Hehehe. Rugoso, como sempre. Tomamos espumante e vinho. Alguns tomaram vinho branco e outros tinto. Tudo incluso na conta. Teve um casal de brasileiros do Rio que se sentou em nossa mesa. O cara era muito animado e ficou cantando e contando piadas. Parece que está aposentado e que trabalhou 40 anos com uma banca de jornais. Diz ele que antes era melhor mas que agora a coisa estava ficando mais difícil.
Que nada, eu e a Bê já assistimos vários shows em Buenos Aires e em vários locais como Casa Carlos Gardel, Viejo Almacién e Señor Tango, mesmo assim achei que o show foi muito bom. Haviam dois cantores, um homem e uma mulher que cantavam muito bem. Teve um momento ainda em que foi tocada uma música com a voz original do Carlos Gardel. Aí a gente ve que na Casa Carlos Gardel em Bs.As. o cantor é realmente um clone do Gardel.
 |
| Muito bonito o show de tango. Bem profissional com excelentes cantores. |
Quando a mulher cantou: “Si yo tuviera el corazón. El mismo que te dí”. Confesso que meus olhos se encheram d`água, pois senti saudades dos dias de domingo em casa, quando eu era pequeno, quando meu pai colocava estas músicas para tocar, enquanto minha mãe fazia o almoço. Foi um momento muito especial.
Depois do tango, que foi a melhor parte, teve o show do candombe, que não tem nada a ver com candomblé que temos no Brasil. Mas é um batuque do tipo olodum. Só tem tambores. O apresentador era um personagem muito curioso e animado. Acabou que apareceram mulheres vestidas com poucas roupas, assim como no nosso carnaval, a maioria mulatas.
 |
| O Candombe lembra muito o carnaval, pois tem as mesmas origens, mas é diferente na forma de dançar. |
O animador acabou levando todas as nossa mulheres para dançar junto com o batuque. As brasileiras sambaram, mas a dança que as uruguaias dançavam poderia lembrar o samba mas era diferente. Nos divertimos muito e bebemos muito também, claro que ninguém passou mal, mas quando estávamos saindo passamos por uma mesa de brasileiros, que estavam bebendo bastante e não queriam mais ir embora, pois a bebida era livre. Nos convidaram para ficar, mas que nada, fomos para a fila do taxi.
 |
| A esposa do animador foi buscar ele, pelo jeito ela não dá mole não! Hehehe. |
 |
| Na saída ainda encontramos com os artistas e tiramos uma foto com eles. |
Quando o cara arranjou um taxi para nós, vi que o motorista deu $20 pesos para de gorjeta para o funcionário, achei que a gorjeta foi muito grande, pois a corrida deveria dar uns $200, ou seja, 10% da corrida. Mas que vá! Fiquei meio desconfiado! O Adir acabou indo junto com o João e família no carro deles. Quando chegamos na rua 8 de outubro o taxista virou para o outro lado. Eu não reparei se ele estava ou não indo para o lado certo.
Meu telefone tocou e era o Adir perguntando onde estávamos indo, pois ele viu que viramos para o lado errado. Aí falei para o motorista que estávamos indo para o lado errado. Aí ele disse que era para aquele lado, deu uma de desentendido. Um safado! Que pena que a doença social da Argentina e do Brasil estão tomando Montevideo também. Depois de um certo mal estar o motorista fez a volta e retornou para o hotel. Que sacanagem. Ao final paguei menos do que ele pretendia cobrar, tendo em vista que a volta que ele deu não seria necessária. O cara ficou meio puto, mas o que fazer. Não poderia deixar barato a atitude dele.
No hotel não tomamos whiskey nessa noite, embora o Adir
estivesse sempre animado para tomar umas doses, hehe. Mas fomos dormir mesmo
pois no dia seguinte teríamos que ir até Punta del Este e não poderíamos chegar
muito tarde, pois ainda tínhamos que comprar as coisas para a ceia de Ano Novo.
13o Dia - 31/12/2014 – Quarta-Feira - Montevideo - Punta del Este
Dia de acordar tomar o café da manhã, claro que no raiar do
dia, às 10 da manhã, mesmo se o sol não houvesse nascido ainda. Hahahaha.
Arrumamos todas as nossas bagagens, fechamos as contas e
como sempre tínhamos algum problema com os cartões de crédito. O VISA não
estava funcionando e o atendente ligou para a administradora do cartão e aí sim
deu certo.
O Adir vinha tendo sempre problemas com o cartão AMEX. No
passado eu sempre utilizei o AMEX e agora estava usando o VISA direto, mas eu
sempre conseguia pagar com o AMES. O Adir estava tendo problemas com o AMEX que
eu nunca tinha tido até o ano passado em minhas viagens pela América do Sul que
não foram poucas como dá para ver no Blog. Agora já sei que ao menos no Uruguai
a coisa está meio difícil com o AMEX.
Saímos em direção a Punta del Este, eu fui como Road Captain e
o Adir de Cerra-Fila, seguido pelo João que estava de carro. Embora o João
estivesse de carro ele nos ajudava, fechando o trânsito
para a gente trocar de pista. Uma excelente estrada e com paisagens muito mais
bonitas ainda. Nós 4 estávamos nos tornando mesmo bons para andar em comboio. A
coisa estava mesmo muito azeitada. Todos fazendo a coisa certa e sem nenhum
contratempo. A segurança era sempre o nosso bem mais precioso e assim não
passamos por nenhuma dificuldade maior que passar por um buraco pequeno, por
exemplo.
A distância é pequena e a estrada é muito boa, passamos por
Piriápolis e logo depois já teríamos que entrar na Avenida del Oceano para ir
até a nossa pousada. Chegamos a pensar em ir até o hotel em que a família do
João se hospedaria, acompanhando eles, mas, como eles tinham GPS achamos que
não seria necessário e ficamos em nossa pousada mesmo. Ao invés de nós irmos
com eles, eles é que nos acompanharam até a nossa cabana.
Um lugar realmente muito simples mas bem arrumado. Uma
piscina pequena mas que estava sempre limpa. Acabamos nem entrando para um
banho, pois não dava tempo a gente sempre estava correndo para algum local. O
João, a Káthia e o André gostaram do nosso cafofo e depois que eles chegaram no
hotel deles ainda disseram se a gente não queria trocar. Hehehe. Mas que nada,
foi só deixarem as janelas abertas para ventilar que o cheiro ruim do quarto
deles sumiu e parece que ficou tudo muito melhor.
O problema do nosso hotel é que ficava a 23km de Punta, uma
distância razoável, mas que era boa pois assim a gente andava de moto um
pouquinho mais. Chegamos e caiu uma bela chuva.
A novidade do nosso chalé era o chuveiro do banheiro. Coisa
de profissional mesmo. Até com som e ventilação no box. O sistema de água era
uma coisa de doido. Desde ducha nos pés até um chuveiro normal, passando por
jatos laterais e chuveirinho de mão cheio de opções. Acho que daria para passar
mais de uma hora tomando banho, o único problema é que era meio pequeno
principalmente para mim e para o Adir que somos meio grandes, muito acima do
tamanho médio, aquele que o pessoal usa para dimensionar elevadores, com 70kg
cada pessoa. Hehe. A gente está na faixa acima dos 110kg. Hehe.
Descarregamos as motos e saímos para nos encontrarmos com o
restante do pessoal de Floripa que estavam no Hotel São Fernandes, bem na Punta
mesmo. A princípio oferecemos para fazermos a passagem do ano em nossa pousada
pois o dono nos ofereceu mesa e cadeiras para montar na beira da piscina, mas,
dado à grande distância da cidade, graças a Deus que eles mudaram de ideia e
ficamos no hotel deles, que era muito melhor que a nossa pousada por estar nas
proximidades da praia e de tudo. Acho que não teria sido assim tão legal termos
ficado em nossa pousada. Acabamos ceando no hotel deles mesmo.
No caminho para o Hotel do pessoal, próximo ao Conrad, nós paramos em uma lanchonete localizada praticamente na areia da praia, pois estava chegando uma tempestade daquelas e a gente iria aproveitar para almoçar. Já na entrada do restaurante encontramos algumas motos inglesas. Pôxa! esses caras sim é que rodam muito.
 |
| Motos de uns rapases da inglaterra que estavam indo para o Ushuaia. |
Mas antes de tudo isso, marcamos pelo WhatsApp, que é uma mão
na roda, e nos encontramos em frente ao hotel deles que foi muito fácil de
achar com o GPS, é claro. Do hotel fomos até o Mercadinho que ficava localizado
a umas 3 quadras do hotel e compramos uma serie de coisas para a nossa ceia,
sendo que já haviam encomendado antecipadamente alguns assados que passamos
para retirar. Compramos pães, queijos, presunto cru, refrigerantes, vinhos,
salgados, frutas e outros quitutes.
Levamos as roupas para tomar banho e nos trocarmos para a
passagem do ano, pois a nossa posada ficava muito longe. O Adir, muito
cuidadoso, comprou cálices de cristal para champagne para eles e para nós
também e nos deu de presente.
Tomamos banho no quarto do Nelson e da Icléia que nos
ofereceram muito gentilmente para tomarmos nosso banho. Havíamos trazido nossa toalha
de banho, pois a Bê lembrou disso.
Eu nesse ano passei de roupa branca mesmo. Uma bermuda
branca e uma camiseta, também branca, onde estava escrito em um tom bege boas
coisas para o ano, assim como Amizade, Felicidade, Alegria, Companheirismo,
Amigos, Realizações e assim por diante. A Bê passou de dourado com branco. Acho
que nesse ano ela quer dinheiro e paz. Tomara que tenhamos tudo o que
desejamos, ou ainda melhor, tomara que mereçamos tudo aquilo que desejamos, aí
sim teremos. Ao menos é assim que acredito que seja e tenho visto em minha vida
que acontece mais ou menos dessa forma.
Eu e a Bê saímos para procurar por um caixa eletrônico, já
que tínhamos um tempinho sobrando. Encontramos o caixa eletrônico e depois
passamos por uma lojinha que vendia de tudo um pouco e ainda estava aberta e
comprei um Jean Bean black Label. Paguei uma fortuna, mas tudo bem, para o Ano
Novo vale.
O pessoal arrumou tudo com muito carinho e as meninas
arrumaram os pratos com muita maestria. Ficou tudo muito bem arrumado e
apresentável. Fizemos nossas orações onde cada um que quis pode agradecer por
estarmos juntos lá e pelo que tínhamos recebido no ano e ainda falar um pouco
das esperanças e expectativas que tínhamos para o ano de 2015.
 |
| A galera estava muito animada! |
Ceamos mais cedo e depois fomos para a orla levando nossas
garrafas de champagne. Chegamos mais cedo na orla, lá pelas 11h30 já estávamos
lá. Nos divertindo. Ora aqui, ora ali, alguns fogos estouravam. O Adir tinha
comprado 2 caixas de fogos. Eu nunca tinha visto aquilo, uma caixinha com cerca
de 20 ou mais tiros dos mais variados. Uma sequência de estrelas de vários
tipos e rojões também. Ele desceu para a praia e acendeu, uma caixinha de uns 15cm de lado e outros 15cm de altura.
Achei aquilo realmente fantástico. O preço ele disse que foi de cerca de
R$50,00, ou $500 (pesos uruguaios).
Incrível o resultado. Muito bom mesmo. Ele tinha comprado 2
caixas. Guardou a outra para soltar mais tarde. Quando foi chegando a meia
noite, a virada do ano, o foguetório foi aumentando de tal forma, eu nunca
tinha visto nada igual. O tiroteio durou cerca de meia hora e ainda, depois que
já estava muito tranquilo, ou seja, os fogos estavam escassos e nós estávamos
caminhando para o hotel, apareceu uma nova bateria de fogos, localizada entre o
local onde estávamos e o Cassino Conrad. Mas essa foi uma bateria daquelas de
impressionar.
Agora já era 2015 e estávamos retornando ao hotel. Mandar
mensagens no celular para amigos e familiares. Tentar contato e não conseguir e
assim por diante. A quantidade de mensagens no WhatsApp se torna simplesmente
abusiva e eu que tenho dificuldade de acompanharas mensagens fico meio ansioso.
 |
| O foguetório foi mesmo impressionante. Eu nunca tinha presenciado nada igual. Foi o maior que eu vi na vida. |
 |
| Na hora de voltar para o hotel, ainda tivemos uma nova surpresa, muitos fogos novamente. |
Quando chegamos no hotel, sentamos nos sofás junto com a
maioria do pessoal e ficamos conversando e rindo até que o pessoal começou a se
despedir para ir dormir. Aí então n’so fomos embora, pois a nossa casa ainda
era longe. Saímos em nossas duas motos rumo à nossa pousada. Estávamos
preocupados pois na noite de ano novo sempre existem pessoas que bebem além da
conta e que passam a dirigir sem cuidado.
Mas olha que a impressão foi a de que os uruguaios bêbados
dirigem muito melhor que quando estão sãos. Pois eles não se cuidam normalmente
e muito menos da gente que está de moto. Eles chegam e nos dão uma fechada e
depois ficam fazendo festa apreciando a moto e tirando fotos, ou seja, eles não
fazem a menor ideia de que colocaram a nossa segurança em risco. São meio
trogloditas no trânsito. Hehehe.
Voltamos tranquilamente até a nossa Pousada e acabei fazendo
uma confusão com o alarme e ao final ele acabou disparando. Depois de uma certa
luta acabamos conseguindo desativá-lo. Creio que o alarme tocou por uns 10
segundos apenas. Mas um minuto depois bateram na porta e era o Rodrigo
questionando sobre o alarme, que tocou na casa dele também e avisou que o sistema
chama uma empresa de segurança e que era melhor a gente cuidar para que não
disparasse mais. Achamos engraçado e o Adir falou que eu era maluco pois ele
estava ligando o alarme somente quando a gente não estava em casa. Hahahaa.
Acabou que tomamos um gorózinho apenas e fomos para a cama
dormir mesmo. Já era bem cedo, coisa de umas 3 da matina.
14o Dia - 01/01/2015 – Quinta-Feira - Punta del Este
Em nossa pousada não tinha café da manhã, mas no dia
anterior a gente tinha comprado pão, queijo, café, chá, etc., para o nosso
café. Levantamos tarde, coisa de 11h00 da manhã e quando saí do banho senti um
cheiro maravilhoso de torradas. A Fátima tinha feito pão na frigideira com
manteiga e queijo derretido para comer com o pão. Ficou muito
bom. Até o café solúvel estava ótimo.
 |
| O açougue do Novillo Alegre. Um nome meio gay mas é muito bom. |
Chegando lá a fila estava grande e teríamos que esperar por
45 minutos, aproximadamente. Ficamos olhando as carnes e conversando,
aprendendo sobre como são diferentes os cortes deles e as linguiças e morcilhas
que tem lá.
Como começou a demorar demais e com a possibilidade de
arrumarem a nossa mesa fora o pessoal começou a achar que a comida ficaria
fria, etc. Bem, já não era cedo, umas 15h30, e os restaurantes estavam fechados
ou fechando, mesmo assim saímos do Novillo Alegre e passamos em pelo menos e 4
outros restaurantes. Todos fechados.
A Fátima sugeriu no rádio que a gente seguisse em direção à
nossa pousada e então ver se achávamos um local para almoçar. No caminho tinha
a lanchonete em que havíamos almoçado no dia anterior. Ninguém estava a fim de
ir lá novamente, pois não era assim tão bom a ponto de valer a pena repetir.
Eu não me lembrava de ter um restaurante no caminho até a
nossa pousada e aí comentei com a Fátima que eu não me lembrava de um local
para comer. Perguntei ao restante do pessoal se alguém se lembrava de um
restaurante no caminho e ninguém se lembrou, como o João e família estavam junto conosco e todos estavam com
fome, devido ao avançado da hora, acabamos indo no mesmo local onde tínhamos comido no dia anterior. Ninguém ficou muito feliz mas foi o que deu!
 |
| Meu amor tomando uma caipirinha uruguaia na hora do almoço e ainda por cima disse que estava boa. Aproveitando que não estava pilotando. |
Depois do almoço saímos em direção à Fazenda Lapataia para
comer os famosos crepes de doce de leite. Marcamos com o
restante do pessoal, através do WhatsApp que chegou na estrada no mesmo momento que nós, uma coincidência e tanto. Eu estava
indo na frente e acabei passando reto na entrada, ou seja quando segurei já estava além do ponto para virar, mas deu tempo dos demais entrarem na
estrada. Enquanto eu fui até o próximo retorno, vi que o pessoal estava virando
no acesso. Passei por eles, que pararam ao encontrar o restante do pessoal que esperava, e
seguimos em frente até a porteira da Fazenda pegando um trecho de estrada de terra.
Aí descobrimos que a fazenda estava fechada. Que sacanagem! Havia uma placa que indicava que estaria aberto durante o verão, todos os dias, a partir das 4 da tarde, mas heis que estava fechado. Muitos carros estavam chegando e retornando.
Aí o pessoal sugeriu que fôssemos comer o tal do
crepe de chocolate com morangos que eles haviam citado anteriormente e que já se encontrava em nossa relação de desejos também. O pessoal sabia onde era o local e a partir dali eles é que foram nos conduzindo. Quando chegamos vi que se
tratava da confeitaria do Hotel L’Auberge, um lugar maravilhoso localizado na
Playa Brava, em Punta, local de muitas mansões inacreditáveis.
Acabou que o Adir teve duas quedas de pressão, uma primeira
nos jardins do L’Auberge enquanto esperávamos para comer o crepe, que acabamos
desistindo de esperar e agora na churrascaria, pois ele foi ao banheiro e estava demorando muito e eu fui atrás dele e eis que realmente não estava muito bem. Fiquei preocupado com o que
estaria acontecendo com ele, poderia ser somente uma queda de pressão, mas poderia ser alguma outra coisa.
Minha preocupação dizia respeito muito mais ao fato de nós
estarmos viajando de moto o que não possibilitaria um mal estar pilotando. Não era só eu quem estava preocupado, pois a Fátima também não
estava confortável com a situação. Mas graças a Deus não teve mais nenhum
problema como aquele. Acredito que tenha mesmo sido algo por conta de algum
stress, quem sabe, fome? Hahahaha.
Vimos o pessoal passeando de moto
primeiro com as esposas e depois sem elas, todos sem capacetes. Só fazendo
bagunça. Legal, parecia que eles estavam com 18 anos de idade, em plena juventude. Depois da janta, que estava fantástica, pegamos as motos para irmos embora para a nossa pousada.
Fomos até o posto para encher o tanque das motos e eles
apareceram ali no posto já à pé, pois tinham guardado as motos no
estacionamento e estavam retornando ao Hotel. Eles iriam sair aàs 9 da manhã no
dia seguinte e nós comentamos que iríamos mais tarde tendo em vista que ainda
queríamos ver o resultado no nosso jogo na loteria do Uruguai, o El Gordo.
Assim ficou combinado que nos encontraríamos na noite do dia
seguinte na pousada em Cristal-RS, cidade onde eu e a Bê ficamos com o
amortecedor da moto vermelha quebrado quando fomos com o Daniel e o Lauro para
o Uruguai alguns anos atrás.
Sempre que a gente foi ao Uruguai algo de diferente
aconteceu, desde um pneu furado até cair a pastilha de freio do Daniel ou ainda muita
chuva, isso sem falar da vez que o Lauro se acidentou quando estávamos indo para o Ushuaia, etc. Desta vez que estávamos
com as Ladies pilotando, era uma oportunidade maravilhosa para não acontecer nada, como de fato foi.
15o Dia - 02/01/2015 – Sexta-Feira - Punta del Este - Cristal
Levantamos e tomamos o nosso café que dessa vez foi feito
pela Bê. O Adir acertou a conta com o Amex e o Rodrigo, dono da Pousada pediu para tirar uma
foto com as motos na frente do escritório para que ele pudesse colocar a foto
no site. Paramos as motos na frente e ele tirou umas fotos.
Saímos paramentados para pegar a estrada até Cristal-RS.
Uma distância de 472km, um tirinho agradável para rodar no dia. Mas acontece
que teríamos que ver o que deu o nosso El Gordo, pois, pelo que vimos na
internet, poderia ser que tivéssemos ganhado alguma coisa.
Fomos até o posto colocar combustível na moto da Bê, que não
tinha abastecido na noite anterior, e ali tinha uma agência de arrecadação de
contas do Governo Uruguaio, levei o boleto do nosso jogo e a moça me disse que
tínhamos ganhado em todos os jogos que fizemos. Hahahaha. Vivaaaa!!!! Só isso
já valeu muito.
O problema é que ela não poderia pagar o prêmio ali e
teríamos que ir até a Casa Lotérica que tinha em frente ao prédio do letreiro
eletrônico ao lado do Conrad. Bem, o que fazer? Seguimos para lá em clima de
festa, pois a atendente da agência nos falou que o prêmio deveria ser algo com
duzentos e poucos dólares. Maravilha! Pagaria a metade da nossa despesa com a
Pousada.
Encontramos a casa lotérica e o cara nos informou que não
poderia pagar, pois teríamos que ir à Província de Colônia para receber, que é
onde nós havíamos feito o jogo. Mesmo sendo uma Loteria de âmbito nacional,
ainda assim as casas lotéricas são privadas e os pagamentos devem ser
realizados na mesma província onde jogamos.
Que sacanagem, não haviam nos dito isso quando jogamos e
inclusive me lembro que perguntei se estrangeiro poderia retirar o prêmio, o
cara me falou que sim. Perguntei ainda onde teríamos que ir para retirar o
prêmio e ele disse que teria que ser em Montevideo. Imaginei que o prêmio
principal seria apenas na Capital do País, mas aí valeria a pena ir a
Montevideo para retirar.
Depois de muito eu insistir para ele nos pagar, mesmo que
com deságio, para depois resgatar o prêmio, pois ele era uma casa lotérica e
poderia pedir o prêmio de alguma forma. Mas nada. Aí ele nos disse que talvez a
Lotérica 1 pudesse realizar o pagamento. Nos explicou onde ficava e lá fomos
nós novamente. Eu estava muito positivo de que agora daria certo, mas que nada.
Perdemos cerca de 2 horas e nada do prêmio. Guardamos o bilhete e seguimos
embora, pois já teríamos que rodar algum tempinho de noite.
A nossa única
vantagem é que poderíamos almoçar na Posada Maria Esther, uma parrilla daquelas
da melhor qualidade onde sempre comemos a melhor morcilla dulce do Uruguai.
 |
| Local de parada obrigatória. Posada Maria Esther, Rocha. Para comer morcilla dulce. Hummmm....!!! |
 |
| Nossa mesa na varanda para almoçar. O Adir trabalhando, quase sempre. |
O Adir e a Fátima decidiram cancelar a passagem pela ponte
ondulada de La Barra considerando o adiantado da hora e saímos direto por
Maldonado e depois via San Carlos em direção ao Norte rumando diretamente até
Rocha. Chegamos na Posada Maria Esther devia ser umas 3 da tarde. O restaurante
ainda tinha muitas pessoas almoçando e não tivemos nenhum problema em fazer
nosso pedido. Claro que pedi o meu último entrecot do Uruguai e estava muito
bom. Pedimos também a mocilla Dulce que, como das outras vezes que comemos,
estava maravilhosa. O Adir não quis comer mas eu a Bê e a Fátima comemos.
Estava uma delícia o almoço mas teríamos que seguir viagem
pois nosso caminho era longo até Cristal e o GPS já indicava que nosso horário
de chagada seria depois das 9 da noite. Acabou que passamos pela Fortaleza de
Santa Tereza e também não paramos. Acabou que tivemos que seguir meio que
direto pelo caminho. Passamos pela pista de aterrisagem que tem em plena
rodovia e chegamos em Chuy, no Uruguai, onde fizemos a imigração na Aduana e
passamos para o Chuí-RS e enchemos os tanques das motos com gasolina
brasileira, que é mais barata que a gasolina uruguaia mas que tem muito menos
gasolina na mistura também, hehe. Foi a primeira vez que fiz isso, pois das outras vezes
sempre enchemos o tanque do lado Uruguaio, devido a qualidade da gasolina, já
que no tanque de gasolina a diferença não dá mais de 6 ou 7 reais.
Tomamos refrigerante, água e café, fomos ao banheiro e tocamos em frente sem entrar na zona franca para as compras também. Pena que todo o tempo que
teríamos para passear pelo caminho foi consumido pelo nosso bilhete premiado do
El Gordo, o que acabou sendo um prêmio à avessas, pois nos ferrou no tempo que
perdemos atrás dele.
O passeio foi muito bonito, como sempre é aliás,
principalmente quando se está viajando de moto. Quando passamos por Rio Grande estava
escurecendo e dali em diante fomos mais cautelosamente pois além de estar
escuro ainda tinham muitas obras, mas muitas mesmo, pois a estrada está em
duplicação, quando ficar pronto deverá ficar muito bom mas por enquanto estava
uma tenebrosidade, muito escuro e perigoso.
 |
| O anoitecer nas estradas do RS foi muito lindo. |
 |
| Olha só como ficou o céu. |
 |
| A gente estava muito tranquilo. Na foto é possível ver a luz do farol da minha moto no chão. |
Aos 80km/h fomos calmamente e lá pelas 22h30 cruzamos pela
ponte sobre o rio e subimos para a entrada da Pousada da Pedra Bonita em
Cristal. Quando chegamos o pessoal fez uma festa o que foi muito legal.
Encontramos uma turma muito maior pois um outro grupo veio se juntar aos demais
para o passeio até Bento Gonçalves e Gramado. O trem de motos estava crescendo.
Achei curioso que o Alexandre Bianchini, nosso querido amigo, como todos os demais, veio me sacanear dizendo que não havíamos tomado os cuidados com a segurança rodando após o anoitecer com as Ladies. Disse a ele que elas foram muito bem e que havíamos vindo com muita segurança e que elas eram boas demais.
Depois que voltamos, pensando sobre o assunto, me ocorreu que o HOG organiza Bate e Volta para Camboriu à noite em dias de semana, sendo que não tem nenhum problema, desde que se siga com cuidados adicionais, adequados a cada situação. Fomos muito bem também porque as nossas meninas são muito boas. Eu diria, sem exagerar, que melhores que muito marmanjo motociclista, pode acreditar! Que Deus continue a nos proteger!
 |
| Chegamos muito bem à Pousada Pedra Bonita em Cristal, embora fosse noite. Quatro grandes pilotos. |
Ainda tinha janta para nós e foi lavar as mãos e me debruçar
sobre a costela que estava uma delícia. O jantar estava muito bom e o
atendimento da Pousada é familiar e de excelente qualidade. Nesse dia ainda
festejamos o aniversária da Bete Poeta e o pessoal da Pousada ainda ofereceu um
bolo de aniversário.
Depois da janta, fui descarregar as bagagens da moto, pegar
as chaves do quarto etc. Levamos as bagagens para o quarto e coloquei os
celulares e os transmissores Scala Rider para carregar, como sempre tínhamos
que fazer para os mesmo funcionassem corretamente no dia seguinte, embora os
nossos estivessem falhando muito.
O transmissor da Bê vinha funcionando cada dia pior, sendo
que estava fora do ar já pela maior parte do tempo. Em Salto, quando o Adir
trocou para nós o transmissor, colocando o microfone que fica na frente da
boca, melhorando a transmissão e vimos que estava com o pino P2 descascando
também, como o que teve que ser trocado logo que comprei o sistema do Poeta.
Teria que falar com ele pois iria ter que solicitar a garantia, que ele havia
me dito que ainda teria, ou devolver para ele, pois do jeito que estava não
estava me servindo para nada.
Ainda assim coloquei tudo para carregar. Aí ficamos
conversando com o Poeta que estava nos questionando sobre se iríamos junto com
eles no grupo e a Bê estava achando que era mais seguro andar em menos motos.
Eu também sempre gostei de viajar sozinho ou com poucas pessoas, em um
grupo grande eu acho que pode ser mais perigoso.
Aí decidimos que sairíamos mais tarde do que eles, sendo que
acordamos quando as motos estava saindo e depois de um banho fomos tomar o
nosso café da manhã. A conversa com o dono da Pousada foi muito agradável. A
esposa dele é fotografa e o filho, que nos atendeu na noite anterior e nos deu
as chaves dos quartos, e a filha também trabalha com eles na administração e manutenção
da Pousada.
16o Dia - 03/01/2015 – Sábado - Cristal - São Bento do Sul
Depois do café a esposa do dono nos pediu que fossemos com
as motos em frente a Pedra Bonita, localizada ao lado da Pousada para tirar uma
foto, sendo que disse que nos encaminharia a foto posteriormente. Embora ela
não tenha nos pedido o e-mail nem nada, achei que poderia encaminhar para algum
dos demais que nos repassariam as fotos, mas ao menos até hoje, não recebemos
as fotos. Acho que teríamos que encaminhar uma e-mail para eles pedindo pela
foto, quem sabe ela poderia nos mandar.
 |
| A estrada estava mais movimentada quando fomos chegando mais perto de Porto Alegre. |
Aí então saímos em direção a Bento Gonçalves, sendo que na
verdade passamos por Porto Alegre e depois do Guaíba saímos a caminho do norte
sendo que passamos pela Arena do Grêmio e em seguida saímos para a esquerda em
direção a Caxias do Sul, Bento e Gramado.
Chegamos bem em Bento e fomos diretamente para a Pousada
Fornasier onde tínhamos feito nossas reservas. Assim que chegamos vimos que o
restante do pessoal havia acabado de chegar e todos estava preocupados com o
nosso horário pois teríamos que estar na visita do Museu do Imigrante e para o
passeio de locomotiva até as 17h30 e já era 17h00.
O Chiquinho me perguntou se eu conhecia o local onde
teríamos que ir e eu disse que sim, aí ele pediu que fossemos na frente tendo
em vista que o grupo era muito grande e que ficaria difícil todos chegarem no
horário. Imaginei que era para eu e o Adir irmos juntos e saímos. Mas no meio
do caminho ele achou que deveria esperar pelo restante do pessoal e ficou
esperando por eles. Eu e a Bê seguimos até o Museu da Imigração, onde a
atendente falou que deveríamos nos dirigir para retirarmos os ingressos.
Confirmamos que a reserva estava valendo e teríamos que
fazer a visita no próximo horário, pois se não fosse assim iríamos perder o
último passeio da Maria Fumaça e se deixássemos para depois do passeio do trem
não teria mais apresentação no Museu. Então tínhamos que ser rápidos. O pessoal
chegou e a Bê foi chama-los para retirar os ingressos, eu até pensei em retirar
para todos, mas era 80 por casal, 17 convites ficaria uma nota preta e eu achei
que seria melhor cada um pagar o seu ou eu abriria falência.
Foi meio atrapalhado, mas com a ajuda do pessoal da
administração, deixando que as pessoas entrassem para o passeio depois de
iniciado o tour. O Poeta ficou para trás pois foi comprar água, quando ele
chegou eu lhe disse que também estava com sede e que havia sido uma boa coisa
comprar a água, aí ele me ofereceu um pouco e eu tomei um gole.
Ao final eu comprei 2 garrafas de água, uma
para mim e outra para a Bê, sendo que a minha eu tomei em um único gole. Saímos rapidamente e fomos até a Estação de trem que fica ao lado para pegar as
passagens e descobrimos que o trem estaria atrasado em 1 hora mais ou menos.
Enquanto isso ficamos tomando vinho, suco de uva e espumante.
Depois de alguma espera ouvindo música de boa qualidade,
embarcamos no trem, sendo que ficamos todos no mesmo vagão. O sistema de som do
nosso vagão não funcionava direito, sendo que a toda hora falhava e acabou
que ficamos mesmo sem som. Os artistas quando vinham ficavam com as
possibilidades reduzidas, pois não era possível que todos do vagão os ouvisse.
Mas ainda assim foi muito legal.
 |
| Dá para ver que o pessoal estava mesmo se divertindo! Márcio e Márcia. Denise e Chiquinho e Fátima e Adir. |
 |
| Alexandre e Miriam. Tolardo e Alessandra. Ao fundo o Guilherme que estava sozinho. |
 |
| Carmem e Poeta muito tristes como pode ser visto! |
 |
| E a turma na bagunça. Mesmo com o som do vagão não funcionando muito bem. |
 |
| Não poderia faltar nós dois, é claro. |
 |
| Eitaaaaaa!!!!! |
 |
| Quase surfando no trem. Hehehe. |
 |
| Mais música e vinho no caminho. Parada estratégica em Garibaldi. |
 |
| Dá-lhe vinho! |
 |
| Belo trem. Maria fumaça à moda antiga. Sempre me lembro do meu avô materno. Jerônimo Vietta. Saudades. |
 |
| A gente acaba não resistindo... |
 |
| Bê, Poeta e Carmem. Adir. Márcia e Márcio. |
 |
| Márcio, Fátima, Márcia, Bê, Adir, Poeta e Carmem, Icléia e Nelson. |
 |
| Saída das nossas motos que estavam estacionadas na Estação da Maria Fumaça em Bento Gonçalves. |
O pessoal é bem divertido e soube tirar
proveito de todas as possibilidades que apareciam. Teve piada, dança e demais
atrações do trem. Chegamos em Carlos Barbosa e embarcamos em um ônibus para
retornar até a estação novamente, pegar as motos e ir jantar em algum lugar.
O pessoal que conhece a cidade nos levou até uma pizzaria
que parecia ser muito boa, mas a fila de espera era grande e estávamos em
muitas pessoas o que complicava sobremaneira as possibilidades de conseguirmos
uma mesa.
Aí alguém teve a ideia de irmos a um outro local, a meia
quadra dali, sendo que lá tinha pizza, salgados e outras coisas para jantarmos. Foi possível ajeitar todo o pessoal em uma mesa longa. Foi meio
confuso para fazermos os pedidos, pois era muita gente e alguns já estavam meio
nervosos com a demora e o atendimento. Acabou que pedimos uma pizza para nós quatro e
algumas bebidas.
O Júlio e a Juliana que não foram conosco no passeio e
ficaram descansando na Pousada, disseram que estavam preocupados com a gente, pois quando
eles saíram da pousada não tinha ninguém na recepção e como não tinhamos feito o checkin, pois chegamos muito em cima da hora para irmos ao passeio,
estávamos na rua. Tirando o Júlio e o Nelson, que eu vi quando fez o checkin, os
demais não tinham quarto ainda e era meio tarde. Sendo assim, logo depois que
comemos eu comentei com o pessoal de eu ir na frente para ver como poderíamos
proceder o checkin da turma, entrando em contato com a dona da pousada ou seja, encontrar
uma saída.
Mas o pessoal achou que seria melhor irmos todos juntos. Ok, esperamos para irmos todos juntos. Quando chegamos lá eles já tinham as chaves e sobrou somente eu, a Bê, o Adir e a Fátima sem quarto. Que chato!
Aí encontramos o telefone da dona que disse que poderíamos
ocupar dois quartos, mas um deles não tinha as chaves com o chaveiro padrão e
ficamos preocupados que pudesse estar ocupado e nenhum de nós queria passar
pela situação de abrir uma porta de um quarto com alguém dentro dele.
Aí pegamos um quarto embaixo e outro na torre, sendo que ela
disse que uma das chaves estava guardada atrás da luminária do lado de fora e a
outra poderíamos pegar na gaveta mesmo. O Adir pegou o quarto da torre e eu e a
Bê pegamos o de baixo. Ao final eles disseram que tinha coco de pássaros sobre
a cama e ainda por cima que a cama estava suja e nós nos demos mal porque nossa
cama estava desmontando e tivemos que empurrar a cama para o lado e colocar o
colchão no chão para dormir. Ainda bem que tinha espaço.
 |
| Nossa cama estava quebrada. Assim que a Bê sentou ela caiu. Nem fui eu o culpado. Hehehe. |
 |
| Como estávamos cansados nem quisemos saber de nada. Empurramos a cama para o lado e arrumamos o colchão no chão onde dormimos até que muito bem. Mas deu para ver que a pousada estava mesmo decadente depois da morte do dono. |
Hora de dormir, embora o Adir tenha nos convidado para irmos até o quarto deles para ver como era, mas deixamos para ir no dia seguinte, pois estávamos mesmo cansados. A noite tinha sido um tanto estressante, principalmente devido ao ocorrido com a questão do check in da pousada. Ao final, dormi com todas essas coisas na cabeça.
17o Dia - 04/01/2015 – Domingo - São Bento do Sul - Gramado
O pessoal foi embora logo cedo, às 9h00 da
manhã. Quando chegamos para tomar café eles estavam lá embaixo tirando foto para sair. Eu desci para me despedir do pessoal.
O pessoal foi embora e nós fomos tomar o nosso café da manhã
e depois conversamos com a Mari, que é a dona da pensão, sobre todos os problemas
que havíamos observado e ela ficou só se defendendo dizendo que os empregados é
que não estavam informando e fazendo o que eles deveriam fazer. Pode uma coisa
maluca dessas? Insisti que ela me acompanhasse ao meu quarto para mostrar para
ela como estava a nossa cama e que era mesmo uma vergonha a gente ter dormido
daquele jeito.
Soubemos que o dono da pousada havia falecido e que a esposa dele ficou cuidando da Pousada. Visivelmente ela está tendo dificuldade em administrar o local. É uma pena, porque o lugar costumava ser muito bom e agradável. Ao menos em nosso quarto tinha água para tomar banho e um café da manhã razoável, embora o pessoal tenha comentado que teve quarto que não tinha água e o Adir nos falou que a torneira do chuveiro do quarto deles estava dando choque.
Mas, é a vida. Acho que a Pousada Fornasier não vai durar muito não, pois a dona não está sendo capaz de compreender o que está
acontecendo com o negócio dela. Eu bem que tentei alertar.
Fomos até o quarto da torre, onde o Adir e a Fátima tinham
ficado, embora estivesse com os problemas que haviam dito ainda assim a vista
era mesmo maravilhosa. Descemos para irmos arrumar as bagagens e descer para
carregar a moto. Fomos pegar as motos que estavam estacionadas ao lado da
pousada. As motos das duas estava dentro da garagem e as nossas estavam
estacionadas do lado de fora.
 |
| A Fátima não resistiu a ir buscar umas uvas na parreira. Hehehe. O melhor é que estavam mesmo muito boas. |
Passamos por Nova Petrópolis e depois Gramado. Fomos direto
até o Hotel Sky, onde havíamos conseguido fazer a reserva apenas a 2 dias. Aí
foi quando ficamos sabendo que não tinham vagas em lugar algum em Gramado e que
foi um golpe de muita sorte mesmo quando conseguimos as vagas no hotel. Caminhamos muito para chegar ao quarto e demos tantas voltas que achei que não conseguiria encontrar novamente o quarto depois
de sair. Não fizemos um mapa, mas deveríamos ter um. Hehehe.
Ainda estavam arrumando o quarto do Adir e da Fátima, e eles
tinham que esperar. Dissemos para deixarem as coisas no nosso quarto mas eles
não quiseram e ficaram esperando. Só que a Fátima estava desmontando todas as
malas e, depois nos explicou que estava procurando pelo relógio da câmera Sony que ela estava utilizando presa ao capacete, do tipo GoPro.
Ficamos todos preocupados pois tratava-se de um acessório importante para o
funcionamento da filmadora.
Ela procurou muito não encontrou, o pior é que não fazia a
menor ideia do que tinha acontecido ou de onde poderia estar o relógio, controle-remoto.
Depois o Adir me falou que o relógio estava com o Poeta!
Nossa! Não entendi como isso teria acontecido, mas tinha algo a ver com a gente
ter saído da Pousada Fornasier rapidinho para irmos até o passeio antes do
restante do pessoal visando garantir nossa reserva. Ces`t la vie! O que fazer.
Ainda bem que ao menos não estava perdido, mas em nossa viagem não teria mais
como ela utilizar o disparador.
Saímos em direção ao centro da cidade, mas antes fomos
apanhados pelo dono do restaurante que estava em frente ao hotel e que havia
convencido a Bê e a Fátima de que valeria a pena almoçarmos lá, o pior é que o
almoço estava bom mesmo, o dono não estava mentindo.
O dono do restaurante ainda nos deu uma carona até o centro,
na verdade até perto do centro. Depois fomos caminhando atrás de encontrar uma
bota para a Bê, pois a dela estava mesmo precisando jogar no lixo, no início
apenas a sola estava quebrada, onde por vezes enroscava o puxador do pedal de
apoio da moto, mas depois a bota já tinha aberto completamente. Abril um rombo
do lado, descolando a sola quase que completamente.
 |
| Boneco na rua. Quase um soldadinho de chumbo. |
 |
| Uma loja de muitos badulaques interessantes. |
 |
| Essa foto a Bê dedicou ao Nino que sempre gostou de um globo. Mas quem não gosta? Não é mesmo? |
Depois de umas voltas por algumas lojas, inclusive de
antiguidades, com relógios cuco, etc., encontramos uma bota que nos agradou e
compramos. Aproveitei para ir ao Bradesco sacar um dinheiro. Retornando para a
avenida central paramos na loja de um gaúcho muito simpático que nos enrolou
bastante e acabamos comprando algumas lembranças na loja dele, o pior é que
esqueci de pegar alguma coisa que comprei e, pior ainda, até agora não me
lembro do que era. Hehehe. Ainda bem, assim não me faz falta. Era uma loja
daquelas que tem pelego, cuia, bomba, etc.
 |
| Loja do gaúcho simpático que nos atendeu muito bem. |
 |
| À pé gente podia beber. Uma coisa muito boa essa cervejaria que o Adir nos indicou. |
 |
| E para acompanhar a cerveja.... |
Caminhando pela galeria onde estava o bar das
cervejas encontramos uma loja de coisas vintage. O Adir sabe qual o nome do
estilo, mas eu não me lembro. Latas de coca-cola estilosas, bombas de gasolina,
etc., depois nos chamou para subir pela escada caracol até o piso superior e
ver uma eletrola. Aí rolou o maior papo cabeça de gente que conhece os esquemas
de mixagem et all. Aí foi que tive uma aula sobre mixagem onde se elimina os
pontos muito altos que evitam o salto da agulha. Ainda por cima, a gente nem
gostaria de escutar uma música sem mixagem, pois os pontos de volume alto
seriam desagradáveis aos ouvidos.
Depois de muita conversa, dentro e fora da loja, quando
ficamos sentados em um banco na calçada enquanto elas foram ver lojas. Tive uma
verdadeira aula sobre sistemas de som e gravação. Achei muito interessante
aprender um pouco sobre efeitos especiais sonoros. Inclusive ele me explicou
sobre uma empresa que fornece sistemas de som para games e que eu já tinha
visto no youtube uma gravação que simula que você está no barbeiro. Quem já
ouviu sabe do quanto é impressionante o que estou falando, é mesmo uma experiência
de som 3D. Falamos sobre como isso funciona e como o cérebro calcula de onde o
som vem, etc. Tudo tecnologias que são utilizadas para o desenvolvimento de
games.
Do centro fomos caminhando até o Hotel novamente, até que
não era longe. Chamamos um taxi para nos levar até o Natal de Luz, que era na
verdade o principal motivo para termos ido até Gramado. Antigamente o desfile
era realizado na Avenida principal da cidade mas agora, foi construído um
galpão enorme onde o desfile acontece. Tem arquibancadas em ambos os lados. Um
lugar muito grande construído em um parque.
 |
| Nós no taxi para assistir ao Natal de Luz. |
Chegamos cedo e encontramos um senhor, amigo do Adir,
novamente as coincidências da viagem, elas continuavam. Ficamos de papo com ele
e depois o Adir combinou de conversarmos após o desfile, pois estávamos
pensando em ir jantar um fondue juntos, a nossa sugestão era o restaurante que
tem ao lado do Hotel, na verdade no próprio salão do café da manhã do hotel.
Como tinha carro-quente, comprei cachorro e pipoca para
todos. Voltei para o nosso lugar na arquibancada. Na verdade eu não fazia a
menor ideia do que a gente veria, pois nunca havia me informado sobre o que é o
Natal Luz. Depois que começou vi que se trata praticamente de um desfile de
carnaval, só que tem motivos de Natal. É muito bem feito. Passaram muitos
anjos, Marias e Josés, Jesus e Apóstolos, sem se esquecer dos Reis Magos, que
eram também magros.
Tinham muitos carros alegóricos e muitos figurantes. É uma
apresentação de muito luxo, claro que não se compara com o carnaval do rio,
porque realmente esse é sem comparativos, mas creio que é melhor do que muito
carnaval que tem por aí, inclusive o de Florianópolis por exemplo.
 |
| Já na entrada um boneco tipo soldado inglês. Registramos. |
 |
| Na arquibancada esperando pelo desfile. |
Depois do desfile, fomos até a pista e reencontramos o amigo
do Adir, só que dessa vez, com a esposa e a filha. O amigo dele estava falando
com o Prefeito de Gramado, pois a seção que eles ficaram era com cadeiras
numeradas, cadeirinhas, etc. O local que nós ficamos era banco do tipo taboa de
circo mesmo. Hehehe. Aí combinamos de ir jantar em um restaurante sugerido pela
esposa do amigo dele, cujo nome me escapa, que ficava localizado ao lado do
Clube de Tênis de Gramado.
 |
| Algumas fotos dando uma ideia do que é o desfile. Quase uma Marquês de Sapucaí. Hehehe. Com motivos natalinos. |
Saímos e fomos caminhando para o local onde deveria estar os
taxis que buscam o pessoal após o show. Acontece que a fila do taxi era
simplesmente enorme. Aí pegamos o celular e vimos que tínhamos que caminhar
muito pouco para chegar lá, coisa de 800m. Fomos caminhando mesmo que seria
muito mais rápido e interessante do que ficar esperando na fila.
Ao longo do caminho eu estava aloprando, como sempre e a Bê
bateu a minha mão na perna dela, só que o dedão estava virado e bateu de frente
com a perna dela. Cara meu!!!! Quase quebrou o meu dedo. Fiquei muito puto!
Para que essa agressividade? E o pior é que não tem delegacia do Homem!
Bem, depois disso fiquei muito puto. Minha vontade era de
nem ir jantar mais. Eu estava querendo ir para o hotel direto. Meu dedo
deslocado me lembrando que durante o próximo mês estaria com esse dedo doendo e
me incomodando, ou ainda pior, porque de velho a natureza não cuida. Hehe.
O local indicado no GPS não tinha nada de Clube de Tênis.
Encontramos alguém para perguntar onde era e nos informaram que era uns 500m
mais para frente. Assim seguimos. O duro foi subir a ladeira que tem para chegar
ao restaurante. Jantamos muito bem e o pessoal que estava conosco era bem
interessante.
Depois disso fomos ao Hotel, com um transfer do restaurante
e não nos cobrou nada. Uma delícia. Antes de dormir conversamos um pouco sobre
o nosso caminho do dia seguinte para retornarmos para Florianópolis,
considerando que na BR-101 costuma ter uma fila muito grande na ponte de Laguna
que está em construção. Como época de final de ano tem um movimento de verão
daqueles eu estava preocupado com o caminho que tínhamos pela frente. Ficamos
de ver no dia seguinte qual a melhor alternativa. O pessoal de Floripa, que havia seguido de Bento Gonçalves, acabou decidindo ir por Lages, para evitar o
movimento. Aí é que fiquei mais em dúvida ainda, pois ele chegaram
relativamente cedo em casa, saíram às 9 e chegaram em Floripa antes das 5 da
tarde.
18o Dia - 05/01/2015 – Segunda-Feira - Gramado - Florianópolis
Durante o café da manhã conversamos sobre qual caminho e
seguir e depois de algumas alternativas fomos pela Estrada do Sol e BR-101
mesmo. Ao final o caminho foi excelente, paramos no mirante da Estrada do Sol para tirar umas fotos. A estrada do Sol é muito agradável. Paramos para abastecer antes de chegarmos em Laguna para estarmos com o tanque
cheio para o caso de termos que ficar um tempo a mais para passar por Laguna.
Quando chegamos lá, vimos pelo GPS que teríamos pouco mais
de 10km de engarrafamento. Claro que com a moto é muito mais simples do que
quando a gente está de carro. Fomos seguindo pelo corredor, devagar e mesmo
assim teve uma hora que uma mulher abriu a porta do carro bem na frente da Bê e
quase que ela se atrapalha, pois por muito pouco não bateu o mata-cachorro no
pneu de uma caminhão.
A escolha do caminho foi acertada, pois passamos pelo
movimento rapidamente. Depois de passarmos por Laguna paramos no posto Graal
para um lanche, banheiro, etc. Aí nos despedimos e seguimos juntos até Floripa.
A via expressa estava meio engarrafada, como sempre. Chegamos já era noite,
pois saímos meio tarde de lá.
 |
| Muita alegria pelo cumprimento de um percurso desafiador e com muitas dificuldades superadas. |
Ao final de uma magnífica jornada, onde as Ladies foram
pilotando e a Bê fez a sua melhor viagem. Uma saga maravilhosa pois ela estava
muito ansiosa com a viagem tendo em vista que ela queria muito fazer uma viagem
longa.
Esta viagem teve dois momentos. O início, em que todos
estávamos muito felizes e satisfeito e o final onde, possivelmente por estarmos
retornando, o clima ficou um pouco mais tenso. Mas, assim são as viagens e as
relações.
Ao final creio que pudemos aprender muitas coisas. Eu, por
exemplo. aprendi que a Bê é uma excelente piloto e que anda de Harley como
poucas pessoas, incluindo os homens que conheço. Esse aprendizado continua
sendo o mais impressionante para mim, pois não achei que ela pegaria tão rápido
as manhas para rodar em viagens mais longas.
Em resumo acho que ela tem duas coisas para melhorar ainda.
Uma delas é achar uma forma de não sentir sono quando o caminho se torna
monótono, o que eu superei através da satisfação de estar andando de moto, ela
deverá encontrar a solução dela, que nem imagino qual seja, e a outra é
aprender a frear mais com o freio dianteiro quando a situaçãoo exige, em
velocidades um pouco maiores. Só isso e ainda assim a título de
aperfeiçoamento, porque do jeito que está, já está ótimo.
Até a próxima.