Imagens do Fin del Mundo

Imagens do Fin del Mundo
Eu estive lá. De frente para a vida!

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

2020 - 2021 COM WALTER E SERGINHO

PASSAGEM DE ANO 2020 PARA 2021

O Ano de 2020 foi um ano memorável a todos nós. Não sabemos ainda o que a história contará futuramente sobre tema, mas neste momento, 2020 foi o ano mais estranho que eu já vivi. Teve pandemia, fique em casa e o pessoal ficou, as relações comerciais e de trabalho tiveram que ser reinventadas e foi um período muito diferente de tudo o mais que já havia sido vivido por mim.

Mas, independente de ter sido um ano difícil, nós combinamos de fazer uma viagem juntos. Nunca havíamos viajado com o Serginho (Cascão) e com a Sílvia, mas considerando que éramos amigos desde a infância, ao menos da minha parte não havia restrição alguma, muito pelo contrário, sempre amei profundamente esses primos, bem como sempre achei que embora a vida nos tenha mantido afastados por longos anos, isso em nada mudou uma relação construída desde os primeiros anos de vida.

Desta forma, nesta passagem de ano de 2020 para 2021 realizamos uma grande façanha. Primeiramente o Walter e a Mari, juntamente comigo e com a Bê resolvemos que faríamos um passeio até o Rio Grande do Sul, visitando novamente São Miguel das Missões, Gramado e, principalmente, a Serra do Rio do Rastro, que a Bê nunca havia ido pilotando e o Walter queria conhecer.

Depois do panejamento inicial, tivemos a ideia de convidar o Serginho, que havia comprado uma BMW GTL, para poder viajar com a Silvia na garupa. Depois de avaliarem um pouco, decidiram que iriam conosco. Ótimo! Assim teríamos um excelente grupo para o fim do ano.

Dias antes da partida o Adir e a Fátima disseram que viriam até aqui em casa no final do dia do Natal e que dia 27, início da nossa viagem, seguiriam conosco até Vacaria. Lembrando que no ano anterior, eles foram conosco até Punta del Este para a passagem do Ano Novo 19 - 20.

Trecho Percorrido na Viagem. O retorno foi pelo litoral.

Planejamento do nosso percurso.

Abaixo o Link para o filme da viagem postado no meu Canal, Luiz Bianchi, do YouTube.

Link para vídeo 20-21 ou pode ser assistido diretamente aqui na página.

Filme da Viagem tocado do YouTube. Publicado no meu canal: Luiz Bianchi

O Sérgio e a Silvia saíram de Ribeirão Preto no dia do Natal, 25/12/2020, e foram até Boituva.

No dia 26 pela manhã, juntamente com o Walter e a Mari, saíram de Boituva via Tatuí, Itapetininga e  São Miguel Arcanjo, descendo a Serra da Macaca até Sete Barras e Registro chegando à BR-116, por onde subiram até Pinhais, na RMC, chegando aqui em casa.

O caminho da Serra da Macaca é muito bonito. Um local de muita natureza junto à Mata Atlântica em excelente estado de conservação. Depois que foi calçada acabou se tornando além de um passeio muito bonito, uma excelente alternativa de caminho para ir de Curitiba a Boituva. Eu e a Bê já andamos muito por esse caminho, assim como pelo Rastro da Serpente, que também é alternativa para esse trajeto.

Walter e Mari no Mirante da Serra da Macaca - Parque Carlos Botelho.

Sérgio e Silvia, também na Serra da Macaca - Parque Carlos Botelho.

Walter, Mari, Sérgio e Silvia descendo a Serra da Macaca.

Dormiram aqui em casa, juntamente com o Adir e a Fátima que já haviam chegado no dia do Natal. 

Walter, Sérgio e eu caminhando aqui no Condomínio.

No dia 26 de dezembro, levantamos cedo para o café da manhã e saímos em cinco motos, pela BR-116. Nosso destino era Vacaria, com um dia para rodar 475km. Evitamos descer pela BR-101, tendo em vista o movimento que se acumula naquela estrada durante os períodos de verão dificultando em muito o deslocamento e tornando a viagem muito perigosa.

A BR-116, embora também seja uma estrada que exige muita atenção, como todas aliás exigem, acaba sendo muito mais segura que enfrentar muitos e muitos quilômetros de engarrafamentos, obrigando ao deslocamento pelo corredor, buscando evitar o superaquecimento do motor, da embreagem e dos freios. Muitas vezes quem vai no carro, sentado em segurança no ar condicionado, nem imagina que a moto, refrigerada a ar, não pode ficar funcionando por horas sem o vento para refrigeração do motor e dos sistemas da moto.

Pista simples na BR-116. Foto tirada pela Fátima do Adir. Adoro essa estrada.

Foto tirada pela Fátima - BR-116.
Painel da moto do Adir e a Bê e eu à frente.

Quando estávamos próximo de Vacaria uma verdadeira cortina de mal tempo nos atingiu em cheio. Paramos para colocar as roupas impermeáveis. Choveu inclusive granizo, graças a Deus pouco pois não chegou a comprometer a nossa segurança quanto à formação de uma camada de gelo na pista, mas ainda assim foi um temporal muito forte com muita chuva pesada. Os carros estavam parando no acostamento pois não conseguiam enxergar a pista. De moto isso é mais fácil, pois a água não para na viseira do capacete, facilitando a visibilidade. Ainda assim fomos muito lentamente, pois a segurança nunca é negociável.

O tempo feio se armando para uma chuva de granizo que pegamos pouco antes de Vacaria.

O Adir e a Fátima nos acompanharam até Vacaria apenas, onde dormimos e no dia 28 de dezembro, tomamos nosso café da manhã e eles ficaram para trás, pois seguiram para Florianópolis e nós fomos para o oeste do estado do Rio Grande do Sul pela BR-285, conhecida como a Rodovia dos Argentinos, pois é a rodovia utilizada por eles para virem passar o verão aqui no litoral catarinense.

Metade da estrada estava boa e a segunda metade estava com muitas imperfeições e alguns buracos que incomodaram um bocado. Seguimos com as quatro motos, sendo que eu fui na frente e depois ajustamos o bonde para eu, o Sérginho, o Walter e fechando o grupo a Bê. Como eu tinha comunicação com ela, ficou mais fácil assim.

Quando estávamos chegando próximo à entrada para São Miguel das Missões, novamente um temporal nos pegou. Colocamos os impermeáveis e seguimos depois da parcela mais pesada da chuva. Passamos pelo portal e nem pudemos parar, deixando para a volta a visita a ele.

Chegando em São Miguel, ainda teve um repique da chuva e depois o tempo abriu. Fomos até a pousada e depois fomos até as ruínas para assistir ao show de Luz e Som, que se inicia às 20h00. O show foi muito bonito e parece que foi remodelado para melhorar um pouco a história. Após o show, jantamos em um restaurante localizado entre a Pousada das Missões, onde nos hospedamos e as ruínas.

Comemos uma comida caseira e muito boa, arroz, feijão, salada, bife e ovo frito. Estava uma delícia.

Já na BR-285, entre Vacaria e São Miguel das Missões.

A BR-285 é uma rodovia muito bonita e segura.


Olha o temporal que deixamos para trás. Outro viria pela frente.

Em frente a Pousada das Missões, onde ficamos hospedados.

Pôr do Sol em frente às Ruínas de São Miguel.

Aguardando pelo show de Luz e Som.

As maravilhosas ruínas de 1720.

A Estrela de Belém que ainda persistia no céu.

A iluminação das ruínas alterando nossa visão.

Na manhã seguinte tomamos o café da manhã na Pousada das Missões e depois fomos visitar as ruínas, pois na noite anterior chegamos após o horário permitido para visitas e pudemos ir apenas ao show de Luz e Som.

É sempre uma emoção especial visitar as Missões. Em todas as vezes nas quais visitamos esses sítios, me vem uma compreensão diferente, tipo imersão mesmo. Estar em um local, onde há cerca de 300 anos houve um sonho envolvendo a vida dos homens que habitavam as nossas terras, antes da chegada dos europeus.

As vezes em que estivemos em São Miguel e também quando estivemos em San Ignácio, na Argentina, foi a mesma sensação de visitar um momento em nossa história que ficou esquecido. Jamais saberemos o que de fato aconteceu e quais as intenções e o tratamento que os Jesuítas de fato dispensaram aos índios Guaranis, que habitavam aquelas terras.

Certo é que os Jesuítas tinham muita facilidade para línguas, sendo que aprenderam e sistematizaram o idioma dos indígenas em uma cartilha. Com isso, puderam implementar um território que chamaram Nação Guarani. Eu pessoalmente, duvido muito que os índios tivessem esse sonho, mas que na verdade, esse era um sonho da Igreja daquela época. Se apoderar de um território importante aqui no Novo Mundo e com isso, lançando mão da inocência dos indígenas, implantar uma nação controlada por eles, assim como as suas riquesas.

A arquitetura das construções, em todas as Reduções Jesuíticas, são absolutamente semelhantes. Sendo que lá em San Ignácio, as casas dos índios encontram-se preservadas. Pode ser que os portugueses tenham destruído parte das construções quando expulsaram os Jesuítas de nossas terras e por isso não existem mais uma boa parcela delas.

A Bê no interior das ruínas da antiga Igreja.


Toda a construção foi feita com pedras justapostas sem a utilização de argamassa.


Depois de uma visita mais ou menos rápida partimos para Bento Gonçalves. Não queríamos nos atrasar demais pela manhã evitando de chegar muito tarde ao nosso destino.
Mas passar pela avenida que dá acesso às ruínas é se deparar com um cartão postal que não poderia deixar de ser documentado.

Minha moto e a Bê com a dela, com as ruínas ao fundo.

Walter e a Mari, Serginho e Silvia. Ao fundo as ruínas de São Miguel.

Saindo de São Miguel das Missões, pela RS-536, que dá acesso à cidade de mesmo nome, paramos no Portal das Missões. Lugar muito bonito e erguido em homenagem aos Povos das Missões. Até o presente os gaúchos dessa região se chamam de missioneiros e têm muito orgulho de serem nascidos naqueles "pagos". Sendo que existe toda uma cultura e tradição gaucha referida a esse tema. Inclusive com uma grande quantidade de poetas "Payaderos". Sendo que "Payada" é uma tipo de poesia com versos em rimas a cada 3 estrofes, construídas como no exemplo abaixo. Os dois primeiros versos da Payada "Bochincho", de Jayme Caetano Braun, missioneiro de São Luiz Gonzaga: 
 
"A um bochincho certa feita
Fui chegando de curioso
Que o vicio é que nem sarnoso
Nunca para nem se ajeita
Baile de gente direita
Eu vi, de pronto, que não era
Na noite de primavera
Gaguejava a voz dum tango
E eu sou louco por fandango
Que nem pinto por quirera

Atei meu baio longito
Num galho de guamirim
Desde guri eu fui assim
Não brinco nem facilito
Em bruxas não acredito
Pero que las hay, las hay
Eu sou da costa do Uruguai
Meu velho pago querido
E por andar desprevenido
Há tanto guri sem pai"

Para quem quiser ouvir o próprio autor declamando, segue abaixo o vídeo do YouTube:

 Sigamos em frente depois um pouco da cultura regionalista do Rio Grande Missioneiro.

Serginho e Silvia no Portal de São Miguel das Missões.

Eu, Bê, Sérgio e Silvia e atrás o Walter e a Mari.


Esse é um local fantástico com história imemoriais.

Na manhã seguinte aproveitamos para visitar as ruínas, pela manhã. Não nos demoramos muito ali, pois teríamos que seguir para Bento Gonçalves. Retornando pelo mesma BR-285 até Ijuí e depois descemos pela RS-342, tomando o caminho de Porto Alegre. Almoçamos em um restaurante muito bacana, localizado ao lado de um posto de combustíveis, com fogão a lenha e uma comida de excelente qualidade por um preço de R$ 23,00 por pessoa, incluindo sobremesa.

Descansando depois no almoço delicioso. Comida do Fogão de Lenha. Coisa antiga e deliciosa.

No meio da tarde chegamos em Bento Gonçalves e fomos atrás do nosso passeio. Bento é uma cidade cheia de morros, de forma que é um sobe e desce muito grande. Depois de nos instalarmos no hotel, fomos caminhando até uma cantina italiana que ficava localizada próximo ao nosso hotel. Subimos uma rampa enorme e chegamos à cantina onde comemos bife à parmegiana. Muito bom por sinal.

Nossa janta na Cantina em Bento Gonçalves.

Subindo as ladeiras de Bento Gonçalves.

A caminho da Estação de Trem da Maria Fumaça onde fomo realizar o passeio até Carlos Barbosa.

Igreja Cristo Rei em Bento Gonçalves.

Maria Fumaça para visitação.

No ônibus rumo a Carlos Barbosa.

Na Estação de Trem esperando pelo embarque na Maria Fumaça.



Já no trem curtindo o passeio que é muito especial.


A nossa anfitriã fez uma pose para a foto.



Parada em Garibaldi para umas fotos e vinhos.


A caminho do restaurante Galeto Di Paolo, onde almoçamos.

Tomando a sopa de agnoline antes dos demais pratos.

Retornamos caminhando até o hotel. Nesse dia caminhamos mais de 7 km, o que foi uma aventura além de uma necessidade, pois viajar de moto não é fácil, ficar muitas horas sentado no banco da moto, sem andar, acaba inchando um pouco os pés e as pernas. Caminhar faz muito bem e é necessário de quando em quando para manter a circulação.

Na manhã seguinte saímos de Bento após o café da manhã para um trecho de pouco mais de 100 km, até Gramado e Canela. A estrada é muito bonita e cheia de curvas das serras. Passamos inclusive por Nova Friburgo, que é uma cidade estilo Alemão ou Austríaco, típico daquela região. Uma cidade também muito bonita, mas que nunca nos hospedamos ali. Creio que em uma próxima vez poderíamos ficar lá para ter uma nova experiência, inclusive pode ser mais barato que em Gramado e Canela.


Nós no Pórtico da entrada de Gramado.

Na Churrascaria Garfo e Bombacha, onde almoçamos em Canela.


Após o almoço fomos ao Skyglass, no Parque Caracol, para visitar o local.




Depois de visitar o Parque Caracol e a Skyglass, fomos até nosso hotel Sky em Canela. Localizado na região central. O pessoal estava querendo descansar e eu e a Bê fomos atrás de um mercado para comprar algumas coisas para a nossa ceia de virada de ano. 

Os mercados estavam já fechado e acabamos encontrando um Mini-Mercado onde compramos salame, amendoim, queijos, espumantes e cervejas.


Nossa virada do ano. Esperança de um 2021 melhor para todos nós.

As sobrinhas da nossa ceia. Muito simples mas boa e em deliciosa companhia. Momentos inesquecíveis!

Na manhã seguinte saindo do Hotel Sky Klein Ville para passear pelo centro de Canela.

Praça central.



A cidade de canela estava florida naquele dia, mais pela Bê que pelas plantas.






Igreja de Pedra em Canela.


Depois retornamos ao hotel, pegamos as nossas motos e fomos até Gramado que está localizada logo ao lado de Canela.

Rua coberta de Gramado, em frente ao Prédio do Festival de Cinema.

Igreja de Pedra de Gramado.

Dentro de uma das vilas, do tipo galeria, de Gramado.


Já cansados de caminhar pelo centro de Gramado.

Uma réplica de uma Estação de Trem, com o Trem, construída em Canela.

Canela estava linda enfeitada para o Natal.

Ao final do dia, jantamos um fondue em um restaurante de Canela, depois de guardarmos as motos novamente no hotel.

Dia seguinte partimos depois de um café da manhã tranquilo rumo a Orleans, já em Santa Catarina.
Seguimos pela Estrada do Sol, que desce até Terra de Areia, já na BR-101. Tomamos o sentido norte e seguimos até derivar para Orleans, onde no dia seguinte, que seria domingo, visitaríamos a Serra do Rio do Rastro.

Mirante na descida da Estrada do Sol.

Silvia e Sérgio no Mirante.

Nós no mirante da Estrada do Sol. Não entendemos a placa de "Proibido Pescar", pescar onde?


Depois seguimos até Orleans, onde nos instalamos no Hotel Real NOB, Na manhã seguinte subimos a Serra do Ri do Rastro que se encontra aberta para turistas apenas nas tardes de sábado e durante os domingos e feriados, devido a obras de contenção das encontras.

Subindo no Mirante Norte. Paisagens dos Aparados da Serra.

Mirante Norte para os Aparados da Serra, no vale ao lado da Serra do Rio do Rastro.


Mirante da Serra do Rio do Rastro.





Almoçamos no Restaurante Texas, ao pé da serra. Lugar muito interessante.

A Bê na fonte em frente ao Hotel Real NOB, em Orleans.

Chegada em casa, onde eu e a Bê rodamos 2.472km. Menos que os demais que vieram de mais longe.


Feliz 2021 a Todos os nossos leitores.



quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

O Poldy se foi



O tempo está passando e que os companheiros já começam a retornar.

Hoje pela manhã, enquanto via as novidades nos grupos de WhatsApp, recebi um grande baque! A notícia postada por uma amiga comum, informando que o Poldy havia falecido. Que coisa inacreditável. Abri o FaceBook imediatamente e busquei pela página da Magaly, irmã dele. Eis que infelizmente estava lá uma mensagem de despedida. Que tristeza!

Fomos amigos desde os 11 ou 12 anos de idade. Lá pelos idos de 1967. Quando andávamos juntos. Eu o Zani e o Poldy éramos muito companheiros. Participávamos do Grupo da Mercês, pois os nossos pais haviam feito Cursilho de Cristandade juntos e acabamos nos aproximando através dos movimentos religiosos.

Os anos foram se passando, e nos tornamos jovens juntos e sempre compartilhando momentos. Até que quando tínhamos uns 16 ou 17anos, a família dele se mudou para Belo Horizonte.

O pai dele era na época exilado político do Paraguai, que vivia a ditadura do General Stroessner. Ele até fazia parte do governo até que o General decidiu não sair mais do poder e implantar um regime de excessão. Como ele discordou daqueles fatos teve que fugir do país. Primeiro para a Argentina e depois para o Brasil. Chegando aqui em Curitiba onde pediu asilo político e foi trabalhar na COPEL, que na época estava construindo a Usina Hidrelétrica de Capivari-Cachoeira. Parece que ele trabalhava na área de compras.

Lá pelo ano de 1970, me lembro que me convidaram para ir juntamente com eles até Assunção. O pai do Seu Leopoldo estava muito doente e ele conseguiu uma autorização especial para visitar o pai. Foi a família toda e eu junto. Todos nos acomodamos em uma Kombi que ele tinha. No total éramos em 13 pessoas, sendo que alguns de nós ainda eram pequenos.

Foi o casal, Leopoldo e Gladys, as 2 tias velhinhas que moravam com eles, os 7 filhos e eu. Os menores se deitavam sob os bancos da Kombi para dormir, pois o caminho era muito longo. Depois que entramos no Paraguai, foram feitos os tramites de fronteira e me lembro que o Seu Leopoldo me perguntou porque meus pais haviam feito a autorização em nome da Dona Gladys e não no nome dele para eu ir junto na viagem. Respondi que não sabia, mas que talvez ele acabasse não podendo ir e aí teria que estar em nome dela. Mas na verdade eu não sabia muito bem. Meus pais tiveram muita coragem em dar a autorização pois, o Paraguai vivia uma ditadura e ele era um exilado político, muito perigoso para o regime, pois era o Presidente de Partido Colorado, no exílio.

Notei que depois que cruzamos a fronteira, a vegetação mudou muito. Naquela época ainda não haviam plantações de soja e milho por todo o interior do estado do Paraná e nem no Paraguai. A vegetação nativa ficou muito diferente. Logo adiante, paramos em uma cidade, que na época era muito pequena, chamada Caaguazú, que é um nome em Guarani. Assim tive os meus primeiros contatos com o povo paraguaio. Era a família de parentes do Seu Leopoldo ou da Dona Gladys, não saberia precisar.

Na casa do Leopoldo eu já estava me habituando a ouvir o idioma espanhol, assim como o sotaque típico do paraguaio, que puxa um pouco pelo Guarani. Aprendi então que o Paraguai tinha dois idiomas oficiais. O Espanhol e o Guarani. Para mim isso foi uma surpresa. Mas os filhos do casal não sabiam falar Guarani, entretanto o Seu Leopoldo e a Dona Gladys, assim como as duas tias que com eles viviam, falavam o Guarani quase sempre. Apenas quando queriam que as crianças entendessem que o que estava sendo dito é que falavam em Espanhol. Assim fui aprendendo a entender o espanhol e também a falar alguma coisinha.

Foi uma viagem que durou 30 dias, ou seja, demorou um tempão. Naqueles dias, aprendi a compreender o castellano, que eu creio que seja oriundo de Castilla - España, além de me apaixonar pelo Paraguai. Mais pela capital do que por Ciudad del Este, que naqueles dias, se chamava Puerto Stroessner.

Quantas boas lembranças tenho dele. Desde a calça jeans, marca Lee, na época importada dos USA, que a mãe dele havia mandado aumentar dois triângulos na lateral. Isso deixou a calça com uma boca sino muito legal. Na época isso era moda, mas uma calça daquelas era coisa muito rara.

Meu maior sentimento é perceber que o tempo está passando e que coisas importantes em minha vida estão ficando para trás. Isso me acertou em cheio nesse ano de Pandemia. Como se já não bastasse a minha tia Alice, de Ribeirão, que se foi há pouco mais de 2 meses, agora isso.

Aos poucos vamos sabendo, na carne, que a vida não é eterna e que o tempo passa. Pior que isso. Passa rápido demais. Quando eu era criança ouvia as pessoas dizerem isso e achava que era mesmo conversa de velho, mas agora, vendo o que vejo e como vejo, realmente eles tinham razão.

Hoje perdi um Irmão. Com I maiúsculo mesmo.


Essa foto representa muito bem a alegria que ele emanava!

O Poldy, eu e o Zani. 

Não tenho como expressar aquilo que estou sentindo, mas independentemente disso, senti que precisava deixar isso aqui registrado, entre as passagens importantes da minha vida. 

Nada a fazer, a menos de saber que a vida simplesmente segue sempre em frente. 

Assim que é! 

Assim que sempre foi!

Assim que deve ser!

Adeus Poldy! Quem sabe algum dia não poderemos voltar nos encontrarmos?

Até lá!

terça-feira, 2 de junho de 2020

Viagem a Paia Grande

VIAGEM A PRAIA GRANDE

Saímos de Curitiba somente eu e a Bê, minha esposa.

Ambos fomos de Road Glide, a minha Ultra (Dark Side - com pneu de carro); a da Bê Special, ambas modelo 2018.

Saída: dia 21/Maio/2020
Retorno: dia 31/Maio/2020

Fizemos uma viagem a Praia Grande no Litoral sul de São Paulo para visitar uma filha que tem apartamento lá e que está passando a quarentena por lá.


Como resultado dessa viagem fiz uma filmagem da ida e da volta com pouca coisa de lá. Mas o vídeo está editado e postado no Link a seguir:

Link para o vídeo do YouTube - https://youtu.be/V87rquFUjK8

Eu achei que o vídeo ficou legal para quem quer conhecer o caminho de Curitiba a Praia Grande e, na quarentena ou não, se sente viajando quando vê um vídeo. Digo isso porque eu me sinto viajando quando vejo videos como esse.

Ainda aprendendo a fazer e editar vídeos...

Obrigado e até a próxima.

domingo, 17 de maio de 2020

Passeio até a Lapa

Pessoal.

No dia 16 de Maio de 2020, fomos até a Lapa para um passeio.

Nesse período de COVID-19, estamos nos cuidando mas também ficar preso dentro de casa não está dando muito certo. Já se passaram na verdade muito tempo desde o dia 16 de Março quando ficamos em confinamento, ou seja, já se vão 2 meses de confinamento.

Horas, dois meses em casa é mais do que todos havíamos nos proposto desde o início da pandemia. Agora, já estou achando que o assunto é muito mais político e de interesse econômico dos nossos políticos do que propriamente uma epidemia ou pandemia, como quiserem chamar.

De qualquer forma, o passeio foi muito agradável, com a participação do Lauro e da Edite e ainda do Saulo e da Regina.

Entretanto fomos tomando os cuidados necessários, pois nunca se sabe. Todos nós, afinal de contas, somos do grupo de risco! Hehehe!

Abaixo o link para o vídeo da viagem que contém ainda algumas dicas de segurança, que fique bem claro, não se trata de um profissional de segurança, mas apenas a minha experiência pessoal que tem funcionado muito bem ao longo desses mais de 10 anos de viagens pela America Latina, sempre considerando que ando de moto desde a década de 70.

Bom proveito a todos:

https://www.youtube.com/watch?v=IOTKpfSpx7o


sábado, 9 de maio de 2020

Passeio até o Sakura em Matinhos

Passeio até o Restaurante Sakura, em Matinhos


Durante esse período de quarentena temos tomado todos os cuidados para nos infectarmos, pois, afinal de contas, pelo menos eu sou um idoso. Hahahaha!

Mas também permanecer sem sequer dar uma voltinha de moto não dá.

Vale frisar que durante todo esse período de quarentena o tempo, que em Curitiba é quase sempre frio e chuvoso, tem estado maravilhoso como eu não via a muitos anos. Dizem, que isso é para deixar bem claro que não é férias, mas sim quarentena e que temos que ficar reclusos, pois se fosse para passear estaria mesmo é chovendo.

Neste sábado, aproveitando que mais uma vez o tempo estava maravilhoso, decidimos ir juntamente com o pessoal do Grupo Terça Nobre, dar uma voltinha até o litoral. Depois de algumas ponderações entre diversas alternativas, decidimos que iríamos até Matinhos para almoçar um peixe com camarão no Restaurante Sakura.

Descemos em 7 motos: a Bê, o Kruka, o Prego, o Gabriel, que eu não conhecia e nos encontrou no ponto de encontro que era o Posto ao lado do Shopping Jardim das Américas, o Sylvio, o Jackson, que eu não via ha muito tempo, e eu.

Pedimos dois Linguados com Camarões à Milanesa, que foram realmente deliciosos. Embora o Kruka tenha achado que não seriam suficientes para nós 7, pois o Prego que havia descido de moto conosco não ficou para o almoço e o Chefe nos encontrou lá no Sakura, pois desceu de caminhão.

Quando tínhamos o apartamento em Guaratuba, costumávamos almoçar no Sakura, fosse na ida ou na volta, assim, foi uma bela oportunidade de relembrar bons momentos que tivemos em nossas vidas, no passado.

Montei um vídeo da viagem o qual coloco aqui para registro e compartilhamento com os amigos. Infelizmente o vídeo é muito grande e novamente não consigo postar aqui, assim terei que compartilhar o link do YouTube, que segue abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=znneXj6Ya-c



sexta-feira, 24 de abril de 2020

Costela de Chão

Rolezinho até o Restaurante Costela de Chão em Ponta Grossa.

Tendo em vista que estamos estacionados em casa já há mais de um mês, precisamente, desde o dia 16 de Março de 2020, resolvemos sair para dar uma voltinha.

A gente já estava bem doido de vontade de andar de moto e nesse período fizemos apenas um passeio até Morretes pela Estrada da Graciosa com Retorno pela BR-277, sem parada em Morretes mas parando para tomar um caldo de cana na subida da serra, já no retorno.

Hoje, o Kruka convidou os amigos para almoçar em Ponta Grossa, no Restaurante Costela de Chão e considerando que nós estávamos pensando para onde ir, foi fácil decidirmos ir junto com ele e os demais amigos que ao final participaram. Acabamos indo em 5 motos, O Kruka, o Fiapo, o Prego, a Bê e eu.

Um passeio delicioso que acabei filmando e posto aqui o filme editado.

Como não consegui publicar o vídeo diretamente aqui no Blog, coloco o Link do mesmo:

https://www.youtube.com/watch?v=znneXj6Ya-c




segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Passeio até Boituva

VIAGEM A BOITUVA - 22 A 24/02/2020


Tendo em vista as dificuldades que a Bê está tendo com a mãe dela, que quebrou o fêmur, fez uma cirurgia, tem problemas com diabetes, e está hospitalizada por diversos desses problemas, e ainda com o nascimento da Vittoria, que é um fato super positivo, mas que acaba ocupando muito a cabeça e o tempo também, decidimos ir passear neste carnaval de 2020 até Boituva.

Era para sairmos na sexta-feira mas acabamos saindo no sábado pela manhã bem cedo e retornamos na segunda-feira, já não tão pela manhã assim.

Dia 22/02/2020 - Trecho Nossa Casa - Casa do Walter em Boituva - 420km

Trecho percorrido entre a nossa casa e a casa do Walter e da Maria Ângela em Boituva.
Saímos de casa às 06h50 e seguimos pela BR-116, Rodovia Régis Bitencourt, até Registro, onde entramos em direção Sete Barras e depois passamos pelo interior do Parque Estadual Carlos Botelho. 

Essa estrada é conhecida como Serra da Macaca - SP-139, muito bonita mas cheia de curvas de baixa velocidade. A distância total fica um pouco maior que ir pelo Rastro da Serpente, caminho que sempre utilizamos quando vamos a Boituva, mas o tempo de deslocamento é um pouco menor, tendo em vista que a BR-116 é uma estrada mais rápida que as alternativas, entretanto, quando se entra para o Parque, a partir de Sete Barras, até São Miguel Arcanjo, é curva em cima de curva, todas de baixa velocidade. Coisa de 40km/h.

Nossa parada para colocar capa de chuvas na entrada da Graciosa.
Saímos de casa sem roupas de chuva, na esperança de não pegarmos chuva. Estava frio, coisa de 16ºC, e assim que chegamos na entrada da Serra da Graciosa, já estava começando a chover. Saímos da rodovia na entrada da Graciosa e colocamos as roupas de chuvas, o que foi uma decisão super acertada, tendo em vista que a garoa nos acompanhou até depois do Parque Carlos Botelho.

A estrada estava muito perigosa, pois a garoa deixou a pista super lisa. Assim, vimos 7 carros que haviam rodado, derrapando na pista e caindo no canteiro ou batendo na mureta de concreto. Como nós dois estávamos de moto, imagina a tensão que nós ficamos. Seguimos fazendo as curvas mais fechadas da serra a 60km/h.

Graças a Deus nada de mal nos aconteceu.

O pior foi que quando coloquei a roupa de chuva, me lembrei que teria que deixar o dinheiro do pedágio em um bolso de fácil acesso, aí foi quando notei que não tinha dinheiro para os pedágios. Perguntei para a Bê e ela também não tinha nenhum centavo. Eu chequei o bolso esquerdo da minha jaqueta, que é onde deixo sempre o dinheiro dos pedágios e tinha R$4,20. Bem, com essa fortuna poderia pagar o primeiro pedágio das 2 motos, que daria R$3,20. Depois teria que me arranjar em algum posto para conseguir dinheiro ou ficaria preso para sempre entre os 2 pedágios. Hehe.

No primeiro pedágio, perguntei se aceitavam cartão e ela me disse que não. Perguntei onde tinha banco 24 Horas e ela me disse que no Posto Represa parece que teria, ou mais a frente, cerca de 25km, parece que tinham instalado um caixa eletrônico em um outro posto que não me recordo o nome.

Seguimos em frente e no Posto Represa entramos. Perguntei ao atendente se no caso de abastecermos as 2 motos, com cartão de débito, poderiam me dar um troco de R$10,00. Ele perguntou ao caixa que confirmou que sim. Enchemos os tanques com R$94,00 e pedi ao rapaz se ele poderia me dar 20 Reais e ele me disse que sim. Me cobrou R$114,00 e me deu R$20,00. Fiquei feliz e muito agradecido pois assim poderia chegar em Boituva mesmo se tivesse mais algum pedágio para pagar fora a BR-116.

Depois que subimos a serrinha e chegamos em São Miguel Arcanjo o tempo melhorou e pudemos andar muito melhor. Tocamos a 100 ou 110 e chegamos em Boituva às 13h00 da tarde, onde eles nos esperavam para o almoço.

Eles estavam nos esperando com o aperitivo pronto.
Assim que chegamos nos deparamos com o aperitivo já servido e em cima do balcão, assim como um peixe, pescado pelo Walter mesmo já na churrasqueira sendo assado para o almoço. Tudo uma delícia e servido com um carinho que não tem comparação com nada. Além das cervejas geladas para tirar o pó da estrada de nossas gargantas. Hehe.

Ficamos em Boituva o restante desse dia, inclusive com cantoria noturna. Hehe.

Dia 23/02/2020 - Boituva - Botucatu - Boituva - 236km


Deslocamento entre Boituva e Botucatu, até o Restaurante Celeiro.
Nesse dia aguardamos pela chegada do Luís Eduardo, irmão da Maria Ângela, e sua esposa Gláucia, que viriam de Itú, em uma moto KTM 1000. Uma bela máquina.

Aí juntamos eu e a Bê, com nossas 2 Road Glide, O Walter e a Mari com a BMW GS 1200 e o Luís e a Gláucia com a KTM 1000.

Nosso objetivo era ir almoçar no Restaurante Celeiro, que fica em Botucatu e que pertence à prima da Mari e o marido.

Eles chegaram de Itú, onde moram, umas 10h00 da manhã e saímos umas 11h00 pela Castelo Branco, mas depois entramos em uma outra estrada que nos direcionou a uma serrinha muito bonita, sendo que chegamos diretamente na entrada da estrada de terra que leva ao restaurante, não mais de 500m de estrada não pavimentada mas em muito bom estado de conservação.

No posto Shell próximo da casa do Walter para abastecimento das motos. Bê, Mari e Gláucia.

Nós todos no mesmo Posto.

Minha moto estacionada na sombra no Restaurante Celeiro.

Ao longe os demais estacionados em frente ao Restaurante Celeiro. 
Entrada do Restaurante Celeiro.

Decoração interna do Restaurante Celeiro. Segundo uma amiga, é um Restaurante Hipster.

Outra vista interna do Restaurante.

Mesa externa onde nos instalamos. Eu, Walter e Mari.

Mari, Bê e Glaucia.

Luís Eduardo e eu.
 Comemos algumas entradas e pedimos um bife de chorizo que vem 2 bifes e uma salada muito boa. O pessoal pediu umas 4 entradas, foram uns bolinhos de tapioca muito bons, um patê de beringela, queijo da Serra da Canastra derretido e bruschettas. Como eu não estava comendo trigo, não pude comer quase nada das entradas. Mas o Bife de Chorizo mal passado e a salada estavam mesmo maravilhosos.

A cerveja sem álcool estava uma M... mas a água estava boa. Hehehe.


Depois do almoço fomos até o ateliê de um artista plástico que fica localizado atrás do restaurante, onde vimos muitas peças interessantes. Inclusive carteiras escolares dos Móveis Cimo, daqui de Curitiba, onde eu mesmo me sentei quando estudei no primário lá no colégio Santa Maria, nos idos de 1963 em diante.

Fachada externa do Restaurante.

Walter e Mari passando em frente ao Celeiro na hora da saída.
Depois que almoçamos, o Walter nos levou até o Cuesta Café para aproveitar um pouco mais a nossa tarde e, é claro, tomar um café. É um lugar muito bonito onde nós já havíamos ido anteriormente com o Adir e a Fátima, em uma viagem à Botucatu, de onde eles são originários. Vale registrar que a Cuesta de Botucatu é um lugar lindíssimo que merece ser conhecido.

Eu, Bê, Walter, Mari, Glaucia e Luís Eduardo no Cuesta Café.


Vista do Cuesta Café.
Depois do Café fomos até a Castelo Branco, onde paramos curiosamente no mesmo posto onde havíamos parado na viagem que fizemos com o Adir e a Fátima, coincidências, e seguimos direto até Boituva sendo que o Luís Eduardo e a Glaucia foram direto até Itú evitando roda após o anoitecer, ainda por cima que o farol da moto dele estava queimado e ele tinha apenas os faróis auxiliares que são bons também.

Quando entramos em Boituva vi uma Pizzaria bem bonita. Embora eu esteja evitando o trigo, propus que fôssemos comer uma pizza lá e todos toparam. Fomos e comemos muito bem. A massa era muito fina e a qualidade excelente. Eu pensei que passaria a noite sentado devido ao refluxo que sempre me pega quando como carboidrato, mas como eu não estava comendo carbos até que dormi bem.

O Walter, que também comeu 5 pedaços, assim como eu, na manhã seguinte me disse que passou a noite em claro e ele que normalmente acorda cedo, lá pelas 6h30, no dia seguinte ele levantou depois das 9h00, dizendo que não dormiu nada durante a noite. Pensei que dei sorte, porque costumeiramente eu passava as noites assim mesmo. Até pensei que isso aconteceria comigo e, surpreendentemente, não aconteceu.

Dia 24/02/2020 - Trecho Boituva - Casa - 418km

Trecho de retorno percorrido por nós até em casa.
Neste dia levantamos sem pressa, tendo em vista que o Walter e a Mari desistiram de viajar até a Ilha Bela, e assim pudemos dormir mais tranquilos e saímos lá pelas 11h00 da manhã, depois de um belíssimo café da manhã onde o Walter fez o ovo cozido mole que o Benjamin, netinho dele pediu. Foi muito gostoso estarmos juntos naquela manhã.

Preciso registrar aqui um pedido de desculpas para a Luiza, filha deles, devido à minha dureza e firmeza, ou teimosia em minhas opiniões, considerando que ela é de uma outra geração que pensa muito diferente de mim. Mas fica registrado que entendo que os jovens devam pensar diferente da geração dos mais velhos.

Saímos da casa deles e fomos direto até a Castelo, tomando o caminho de Tatuí e depois Itapetininga e São Miguel Arcanjo, exatamente o mesmo caminho que fizemos na ida.

Letreiro que instalaram em São Miguel Arcanjo, no dia da nossa ida.


Em São Miguel Arcanjo estão construindo um belo loteamento.
É notável que a região de São Miguel Arcanjo está investindo muito no turismo para dar uma nova imagem à região. Com isso a cara da cidade está visivelmente mudando em uma grande velocidade. Não sei quem é o prefeito mas ele está de parabéns.

Letreiro instalado no posto logo na saída de São Miguel Arcanjo.


Chegada no Parque Carlos Botelho.

Portal de entrada do Parque e o controle de acesso ao Parque.

A Bê atrás de mim na entrada do Parque esperando a nossa vez de pegar o passe.

Placas informativas do Parque.

O pavimento ao longo do Parque é de bloquetes de concreto.

Outro local onde estavam instalando as placas no sábado de carnaval e agora já estava disponível para as fotos.


Grupo de São Paulo que estava no Parque. Infelizmente não me recordo os nomes deles.

Tem até placa com lugar para colar os decalques dos grupos de motociclismo.



Essas últimas fotos foram tiradas por um rapaz de São Paulo que estava em um grupo de 4 HD's.
 A parte boa foi que depois que saímos do Parque, uma garoa ainda persistiu até Registro, mas de Registro em diante não choveu mais e a pista ficou seca. Considerando que a BR-116 molhada é muito perigosa, andar pela estrada seca é uma delícia. 

Paramos no Posto 4 Irmãos, como de costume, para comermos uma chuleta com salada e depois seguimos muito bem pela estrada. Tinha pouco movimento na segunda-feira de carnaval, só mesmo caminhões e até mais do que esperávamos encontrar, mas haviam poucos carros o que tornou a viagem tranquila.

Viemos curtindo muito as curvas da estrada e, sinceramente até mesmo não respeitando os 60km/h do limite dos trechos de serra. Graças a Deus não havia fiscalização com radares móveis, eu vim com o Waze ligado para indicar os radares fixos e viemos muito bem. Mas é claro que não corremos nenhum risco desnecessário, nem mesmo necessário, ou seja, viemos com muita segurança, mas curtindo a viagem. Chegamos em casa às 18h00, sendo que a viagem durou 7 horas, sendo que 1 hora ficamos parados para o almoço e o trecho entre São Miguel Arcanjo e Sete Barras, de cerca de 80km, é muito sinuoso e,  por isso, muito demorado devido às suas muitas curvas.

Finalmente, foi um passeio maravilhoso que por assim ter sido, decidi deixá-lo aqui registrado para que no futuro possa me relembrar desses dias e de parte desse carnaval.