Imagens do Fin del Mundo

Imagens do Fin del Mundo
Eu estive lá. De frente para a vida!

domingo, 17 de novembro de 2013

15 de Novembro de 2013 - URUBICI/SC


EXTRA!  EXTRA! EXTRA!

FELICIDADE!!!!

Depois de um longo ano, contado a partir do acidente que o Lauro e a Edite sofreram na viagem de ida para o Ushuaia juntamente comigo e com a Bê, o Lauro recomprou uma motocicleta. Desta vez uma maravilhosa Ultra Limited da cor preta, idêntica aquela com a qual eu e a Bê viajamos no ano passado.

Seja bem vindo neste seu retorno Lauro e que este casal que tanto amamos seja protegido por Deus em suas andanças pelo mundo, montados em sua nova HD. Que Deus permaneça nos protegendo a todos e para pedir isso é que nesse final de semana com feriado, iniciamos o nosso trajeto passando por Nova Trento, visitando o Santuário da Madre Paulina.

A retomada é sempre muito difícil depois de um acidente como aquele que resultou no aborto da viagem ao Ushuaia, um sonho dessa grandeza, bruscamente interrompido, deixa marcas profundas em nossos corações. No meu e no da Bê, que tivemos e ainda temos lutado para uma superação, que nunca é completa, pois a experiência deixa marcas e essas poderíamos chamar das cicatrizes da vida que permanecem gravadas em algum lugar em nossas almas e encontram-se tão complexamente escondidas que, embora possamos superar a maior parte de seus efeitos, não temos a menor condição de perscrutarmos todos os seus meandros.

Neles as marcas são ainda maiores, mas o que importa é nunca perder o ânimo e a vontade de viver. Como tenho dito muitas vezes aqui neste blog, o nosso briquedo é muito perigoso, por isso precisamos sempre manter todos os nossos sentidos e habilidades a postos para qualquer eventualidade sempre buscando antecipar os fatos para evitar problemas.

Todas as vezes que saímos para uma viagem, seja ela curta ou longa, peço a Deus que cuide da parcela invisível, aquela que não tenho a menor condição de imaginar que possa existir e peço ainda que me dê  habilidade para poder cuidar daquilo que é visível aos meus sentidos, sempre com a ajuda dEle podendo antecipar todas as situações adversas e nos manter, a mim e à minha garupeira Bê, em segurança, bem como aos demais que porventura estejam viajando conosco, pois o prazer supera as tensões que porventura nos acompanham, aprendemos que tomando-se os cuidados necessários, os riscos realmente diminuem bastante, ficando ainda nas mãos de Deus, aquilo que é do invisível e que temos que passar por motivos que desconhecemos.
 
Mas voltando aos fatos, neste feriado o trânsito estava terrível na BR-101, entre Curitiba e Florianópolis, sabíamos disso antecipadamente pois o Luciano veio de ônibus de Curitiba na quinta-feira pela manhã e disse que estava uma confusão enorme no trânsito e que o ônibus acabou se atrasando mais de 2 horas.

A previsão era de tempo bom e nós já havíamos combinado que quando o Lauro comprasse a sua nova moto, a nossa primeira viagem seria para o Santuário da Madre Paulina afim de pedir a benção para as nossas novas andanças. Como a moto nova do Daniel não ficou pronta, pois agora ele comprou uma Triumph Tiger 1200, uma bela cabrita Triunpheira, embora não seja uma Harley, ele e a Ana seguiriam de carro.

Como o trânsito esperado para a BR-101 era dos piores e de carro o Daniel não se animou a descer até Nova Trento, desta forma combinamos, eu e o Lauro, de irmos até lá. O Daniel iria direto para Urubici seguindo pelas estradas vicinais, passando por Tijucas do Sul, Jaraguá do Sul, Pomerode, Blumenau, Rio do Sul, Alfredo Wagner e finalmente chegando na Pousada Trinca Ferro.

O Lauro iria sair de casa às 4:30h da manhã, para evitar o congestionamento, e deveria chegar em Tijucas, entrada para Nova Trento, às 7:30 da manhã. Desta forma, eu e a Bê levantamos muito cedo as 5:30, nos arrumamos e às 7h da matina estávamos em Tijucas, esperando por eles no ponto de encontro combinado.

 
Vale frisar que tudo isso acontecendo conforme havíamos combinado já a cerca de 1 mês e a novidade é que a Cíntia, filha da Bê, estava aqui em casa desde a semana anterior com os dois netinhos maravilhosos. O Lucianinho, que já está com 3 aninhos e o Bernardo que tem quase 2 meses de idade. O Luciano veio para pegá-los e nós acabamos tendo que deixá-los sozinhos aqui em casa, pois estávamos com muita vontade de passear de moto. Estávamos parados feito árvore já a mais de 20 dias, o que para nós é demais mesmo.

Que nada, eles demoraram muito, pois o movimento na BR virou a noite e não deu sossego nem um momento. Eles acabaram chegando às 11:30h da manhã, ou seja, demoraram 7 horas para cobrir um trajeto de cerca de 260km e olha que vieram de moto, passando pelos carros parados através dos corredores. Que treino ele teve que encarar já em sua primeira viagem. Nós ficamos ali no posto parados, conversando e morrendo de sono, pensando que poderíamos ter dormido mais um tanto, tomado café da manhã com o Luciano, Cíntia e netos, etc. O bom foi que conhecemos o Paulo Alexandre, que está morando em Tijucas e que morou muitos anos em Florianópolis, primeiro presidente da Associação de motociclismo de SC e é amigo de muitos dos nossos amigos, por exemplo o Henrique, hoje na FloripaHD e o Assis, entre outros. Interessante os entrelaçamentos dos caminhos.

Mas como sempre, o espírito do motociclismo é muito forte mesmo e nem ligamos de ficar ali esperando por quatro horas e meia e quando eles chegaram foi uma festa enorme. De tanque cheio partimos para Nova Trento, pois não poderíamos perder tempo, tínhamos um longo caminho pela frente.

Almoçamos em um restaurante italiano bem legal, já ao lado do Santuário e seguimos até lá.

A visão da chegada do Santuário da Madre Paulina é surpreendente devido à imponência da Igreja, a sua escadaria, a rampa, o teleférico, que infelizmente não tivemos tempo de ir. Entramos na antiga Igrejinha, localizada em baixo do morro, e nos deparamos com algumas freiras benzendo os fieis que se aproximavam para tal, claro que não tivemos dúvida em nos apresentarmos para tal.

Foi um momento muito especial, cada um de nós teve uma experiência diferente, a Bê contou que a freira a parabenizou pela felicidade que emanava de seu coração e que ela estava no caminho certo, a mim ela benzeu e senti um impulso de fazer o sinal da cruz na testa dela e apor a minha mão sobre sua cabeça. Ela abaixou a cabeça e rezou comigo algumas palavras que simplesmente vieram de algum lugar dentro do meu coração. Foi um momento mágico. Saí da Igreja me sentindo muito leve e sem conseguir entender o que havia acontecido.

Saímos dali e subimos a rampa até a Basílica (se é que é uma Basílica) onde estava iniciando uma Missa. Sentimos vontade de ficar, mas o tempo não permitia, pois já passava das 3h da tarde e ainda estávamos a mais de 300km de Urubici, pois não retornaríamos à BR-101, onde a distância é mais curta e o movimento maior, iríamos via Gaspar, Blumenau, Rio do Sul pelo mesmo caminho que o Daniel havia passado, assim conheceríamos uma estrada muito bonita.

Realmente a estrada é muito bonita, os locais por onde passamos são maravilhosos. Chegamos na pousada já era umas 9h da noite e o trecho da rodovia estadual que liga a BR-282 a Urubici acabou de ser recapada e está absolutamente sem sinalização. Erramos a entrada da pousada e tivemos que encontrar um local para fazer o retorno. A entrada da Pousada Trinca Ferro é de cascalho e em subida com algumas curvas, mas é um trecho curto, coisa de uns 300m. Como a estrada estava em boas condições subimos sem maiores problemas.

Fomos recebidos pelo Daniel e Ana Paula que desceram imediatamente quando escutaram os roncos das motos e pela Iolanda, proprietária da pousada juntamente com o Marcelo seu marido. Foi uma festa geral o nosso encontro. Trecho percorrido, bençãos realizadas, viagem de reestreia do Lauro junto conosco, tudo perfeito.

Descarregamos as motos, estacionamos na garagem coberta que o Marcelo nos indicou e fomos à área do restaurante da pousada para tomarmos um bom vinho e festejarmos a nossa viagem, saber de todos os detalhes do ocorrido no trajeto e essas coisas dos reencontros de amigos de alma limpa.

Jantamos e tomamos 2 garrafas de vinho argentino de muito boa qualidade, Pinot Noi, que o Daniel havia escolhido, uma delícia. O mais interessante do jantar é que tinha um prato chamado entrevero. O Marcelo nos explicou que é um prato típico da serra catarinense e que é feito de uma mistura de carnes, linguiças e bacon com pinhões inteiros. Resumindo, uma delícia!

Quando descemos para os nossos chalés, peguei o Sino Guardião que havia comprado para dar de presente ao Lauro e entreguei a ele. Nem imaginava que ele ficaria tão emocionado com o presente. Foi um momento muito especial. Sei exatamente o que é isso pois eu também esperei por muito tempo para ganhar um e quando o João Zucoloto me presenteou com um também me senti muito honrado e feliz.

Abaixo apresento um texto explicativo do Sino Guardião, retirado do Blog do Tropeiro do Asfalto, que faço questão de citar aqui por ter sido o local onde encontrei a versão mais completa dessa história ou seria estória?


"Sino Guardião
O Sino Guardião protege os motociclistas contra os maus espíritos que vagam pelas estradas e por vezes os acompanham em suas viagens.
Estes espíritos, além de pegar carona em passeios de moto, também gostam de criar o caos de diversas formas, lâmpadas queimadas, pneus furados e parafusos soltos são apenas uma pequena amostra dos problemas que eles causam em suas brincadeiras e jogos.
O presentear de um sino guardião a um motociclista forja uma corrente de proteção contra os males causados por estes espíritos. Com o sino preso a sua motocicleta, o motociclista sempre fará viagens sabendo que encontrará amizade em quem possa confiar e numa Força Maior a lhe proteger.

A Lenda
Muitos anos atrás, numa noite fria de dezembro, um velho motociclista percorria uma estrada sinuosa em sua moto voltando de uma viagem com os alforjes cheios de brinquedos e outras lembrancinhas para as crianças de um orfanato que ele ajudava.
Enquanto rodava ao longo daquela noite, refletia no fundo do seu pensamento o quanto ele tinha sido feliz na vida, na sua moto que não perdia o brilho aos seus olhos e o acompanhava a percorrer as estradas, nunca o decepcionando nos muitos anos que rodaram juntos.

A alguns quilômetros, num trecho deserto, vagavam uma legião de espíritos demoníacos, estes espíritos são aqueles que sempre deixam os obstáculos como um sapato, tijolos, placas e pedaços de pneus velhos na estrada, e também criam os buracos, tão temidos pelos motociclistas, para causar acidentes, tendo assim motivos para se divertirem com os acidentes frutos de seus atos de maldade.
Numa curva logo à frente os espíritos criaram uma armadilha numa emboscada, fazendo o motociclista cair, saindo do asfalto, a derrapar para fora da estrada. Ao dar por si viu a moto sobre sua perna e ao seu alcance um de seus alforjes que tinha se soltado. Incapaz de se mover, os espíritos demoníacos foram em sua direção assombrando-o. Ele começou a atirar tudo o que estava ao seu alcance, incluído a bagagem do alforje, numa tentativa frustrada de espantar os espíritos que o atormentavam. Finalmente, sem nada mais para jogar e apenas um pequeno sino, ele começou a tocar-lo na esperança de afugentar os espíritos.

Ali bem perto, cerca de meio quilômetro de distância, acampados a beira da estrada, estavam dois outros motociclistas sentados em volta de uma fogueira, falando sobre sua viagem de dia, e a sensação de liberdade do vento soprando em seus rostos ao rodar pelas estradas. Na quietude do ar da noite eles ouviram o que parecia a eles como sinos de igreja, ao procurar encontraram o estradeiro acidentado a margem da estrada com os espíritos a atormentá-lo. Ungidos pela força que une a irmandade motociclista eles repreenderam os espíritos, que fugiram de volta às sombras refugiando-se na escuridão da noite. Agradecendo aos dois motociclistas, o estradeiro ofereceu pagá-los pela sua ajuda, mas como todos os verdadeiros motociclistas fazem, eles se recusaram a aceitar qualquer tipo de pagamento. Para não deixar uma boa ação passar despercebida, o estradeiro cortou dois pedaços de couro das franjas de seus alforjes e amarrou um sino para cada um. Ele então os colocou em cada uma das motos dos motociclistas, bem próximo do chão. Cansado, o velho estradeiro disse aos dois viajantes que, com os sinos colocados em suas motos, eles estariam protegidos contra os maus espíritos das estradas e que, se em apuros, bastaria tocar o sino para um motociclista companheiro vir em seu auxílio. 
A Tradição

Esta história do estradeiro e os maus espíritos das estradas, com o passar dos anos, deu origem a tradição do sino guardião.

Os maus espíritos das estradas são afugentados e capturados pelo Sino Guardião, que funciona como amuleto, protegendo os motociclistas com o seu toque e força da irmandade motociclista. É possível comprar um "sino guardião" e a sua energia irá funcionar, mas se o sino é dado a sua força é dobrada, e se sabe que em algum lugar se tem alguém que ora ou poderá cuidar de você."
Amigos motociclistas e companheiros, conhecidos ou não, mas principalmente vocês dois, Lauro e Daniel, sempre estarei rezando para que Deus os proteja e acompanhe ao longo dos caminhos e estarei presente para ajudar no que for possível. Podem contar comigo! Somos todos irmãos, neste caminho da vida.
Na manhã do dia que partimos o Daniel ajudou a instalar o Sino Guardião na motocicleta do Lauro que agora sim está completa para as grandes jornadas que se apresentarão pela frente.

No dia seguinte o Daniel, conseguiu com o Marcelo uma Blazer, para que pudéssemos todos ir no mesmo carro. Lá fomos nós seis com o Titanic (apelido do carro), sendo que a Ana foi no maleiro, sentada sobre um pelego macio. Todos nós nos oferecemos para ir lá atrás no lugar da Ana mas ela não abriu mão. Gente nova, sabe como é.... hehe.

Fomos em direção a Urubici com o carrão, em bom estado de conservação, mas que dos 6 cilindros devia ter somente 4 funcionando e ainda por cima a GNV. Passamos por Urubici indo direto para o Morro da Igreja, pela estrada que agora encontra-se totalmente asfaltada. Descobrimos que a partir da próxima segunda-feira o acesso ao parque será permitido somente com uma autorização fornecida na Administração, localizada na cidade. Uma burocracia a mais para visitar o local.

O tempo estava fechado mas possibilitou que víssemos a pedra furada e a paisagem que é simplesmente maravilhosa! Para essas horas temos a Ana que é a nossa representante da natureza, pois a mesma adora uma paisagem natural do tipo cânion, vales profundos e demais formações geológicas. Lugares de muita paz! Onde se pode recarregar as baterias da alma e entrar em contato com a nossa pequenez.
 

Seguimos em frente pela mesma estrada em direção à Serra do Corvo Branco, da qual já havíamos ouvido muito falar mas que não conhecíamos.

A estrada segue um bom trecho de asfalto, depois por uma estrada encascalhada de qualidade razoável até que chega ao ponto da Serra do Corvo Branco, de uma beleza simplesmente indescritível.

Coisa mesmo de dar medo! Cortes de altura enorme e muito íngremes, em uma região de paredões de rocha altíssimos seguido de um trecho de estrada em caracol que desce muitos metros em um vai e vem realmente excêntrico.

Não sei quem nem em quais condições um projeto como aquele foi construído, mas é de uma beleza diferenciada e que valeu muito a pena ter ido até lá para conhecer.


Nesse dia não almoçamos, pois o café da manhã havia sido forte. Retornamos à pousada para o café da tarde depois das 4h da tarde. Tomamos um café e nos reunimos para tratarmos de nossa viagem de final de ano.



Conversamos muito e traçamos alguns mapas, calculamos quando cada um iria sair para a viagem e onde poderíamos nos encontrar ao longo dos caminhos.


Tudo regado a cerveja e que acabou numa mesa de sinuca, num jogo que ninguém entendeu direito as regras, entre o Lauro o Daniel e eu. Nos divertimos com aquilo até o jantar, risoto de truta defumada, arroz branco, frango assado, saladas, salpicão, uma delícia. É claro que não poderia faltar mais algumas garrafas de vinho para acompanhar a conversa.

Combinamos de sair na manhã de domingo após o café, tendo em vista que o caminho deles para Curitiba seria relativamente longo, mais de 400 km. Combinamos que eu e a Bê poderíamos seguir com eles até Blumenau para depois nos separarmos, seguindo pelo mesmo caminho que havíamos vindo no dia anterior.

Acontece que a distância da pousada até a nossa casa era de 155km, na manhã seguinte decidimos que seguiríamos com eles somente até a bifurcação de Alfredo Wagner e seguiríamos direto pela BR-282 até Floripa mesmo. Afinal de contas estávamos cansados e poderíamos chegar antes do meio dia em casa. Realmente acabamos chegando às 11:30h. Uma delícia de viagem com pouco movimento nas estradas e nenhum problema nem susto. Maravilha!

Eles acabaram demorando um pouco mais que o normal para chegarem em Curitiba, mas 6:30 da tarde estavam em casa sãos e salvos, o que para uma viagem de mais de 400km de distância por estradas vicinais é perfeitamente normal e de ótimo rendimento.

O que vale um registro de protesto é que embora nós brasileiros estejamos pagando nossos impostos, pois o governo não nos dá opção, acabamos não recebendo em troca a infraestrutura que deveríamos ter. Desta forma os feriados estão ficando cada dia piores, pois há muitos anos não se realiza investimentos do estado que só pensa em atender aos poucos interesses dos amigos da côrte. Estou imaginando como ficará este trânsito com a proximidade do verão. A BR-101 ficará simplesmente intransitável.

Abraços e até a próxima.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Inquietações da Alma

Hoje assistimos uma peça em homenagem ao Fernando Pessoa.
Saimos com algumas frases na cabeça, embora não estivessem na peça.

- O que sobrou de mim depois de tanto ser aquilo que de mim esperou-se?

- Depois de tanto não ser eu, me pergunto: o que existe de mim em mim mesmo?

- Todas as vezes que pensastes em pensar em mim, porque não o fizeste?

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Meu Aniversário!

Hoje, dia 20 de Outubro é o dia do meu aniversário.
Esta é com certeza uma data muito especial pois pela primeira vez estou fazendo 58 anos!
Parece brincadeira mas é verdade!
O óbvio deve continuar a nos surpreender, mesmo aos 58 anos de idade.
O bolo estava bom!
Tenho que registrar aqui o que aconteceu hoje, mais de 100 amigos me desejaram feliz aniversário em uma quantidade enorme de felicitações. Alguns deles amigos muito antigos, até mesmo pessoas que me viram nascer, e que ainda lembram! hehehe.
O importante é poder continuar a rir das coisas do nosso dia a dia não se esquecendo de AMAR sempre e cada vez mais aproveitando todo o sofrimento para transformá-lo em crescimento, usando como ferramenta de transformação o Amor, no mais verdadeiro sentido da palavra que sejamos capazes de interpretar. Esse sentimento que tem feito tanta falta nesses dias em que estamos vivendo uma ladainha de cada um por si e nem sequer o Deus por todos tem sido desejado.
Confesso que esta observação e constatação tem me feito um pouco triste, mas nunca podemos deixar de agir no caminho do que acreditamos ser o certo, pois o mundo nos devolve aquilo que plantamos, mesmo que não gostemos da colheita, é e sempre será algo que plantamos.
As coisas vão dando certo e a cada dia parece que o coração fica mais repleto, mesmo embora haja tanta falta e tantos vazios a serem preenchidos e principalmente, pessoas que se encontram temporariamente distantes de nossos corações, mas que ficamos sempre torcendo que voltem para o milagre do reencontro. Que seja enquanto é tempo!
Estou me sentindo muito feliz neste meu dia e cheio de energia para seguir em frente no meu caminho, sempre na esperança de que a vida se apresente nova e renovada, pois assim poderemos compreender o verdadeiro sentido da Fênix.
Ainda mais, me lembro neste momento de que ao final deste caminho tudo deverá ter valido a pena e que não tenhamos do que nos arrepender mas que sejamos um norte e um exemplo para nós mesmos e para aqueles que compartilham o caminho conosco, assim como aqueles são nosso norte.
Finalmente, que ao final dessa existência possamos chegar à conclusão de que amamos, perdoamos, realizamos, superamos, contribuímos e construímos tudo aquilo que aqui viemos para realizar, pois que senão, teremos passado a vida em vão e nem sequer precisaríamos ter vindo para este mundo a fim de consumir os recursos tão caros para a manutenção de nossa vida na Terra. O Chico Xavier disse algo assim: "Somos espíritos, vivendo uma aventura na Terra".
Gosto dessa ideia.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Chegada do Bernardo



E a vida recomeça. 
A história, de uma forma diferente, vai se repetindo em outro tempo, em outra velocidade, cada vez a vida exigindo mais. 
Vamos aprendendo na medida em que este mundo evolui e parece que evolui muito mais rápido do que a gente imagina. 
Parabéns a todos aí! Mamãe Cintia, papai Luciano, vovó Bê, Luciano e Bernardo. 
Desejo muita luz neste caminho que não é nem longo nem curto. Tem a medida desejada por Deus, da forma que necessitamos e nem sequer sabemos. 

Bernardo seja bem vindo. 
Nós já te amamos muito de graça. Sem nem sequer te conhecer de verdade. 
Passaremos a vida te apoiando naquilo que necessitar pois sabemos que ninguém pode viver sozinho. 
A vida é muito boa! Vamos juntos torna-la melhor em mundo, que se Deus quiser, será também cada dia melhor. 

terça-feira, 3 de setembro de 2013

A Bê de Moto

Agora a Bê está andando de verdade.
Ainda aprendendo e adquirindo segurança.
Eu é que fico mais preocupado que ela. Mas ela está indo muito bem como da para ver no filme abaixo.


Fomos nas ruas tranquilas do inverno nos Ingleses. Bom local para treinamentos.
É bom deixar claro que ela é devidamente habilitada para estar pilotando a sua própria moto, só que esta moto é um pouquinho mais pesada que moto que ela utilizou para tirar a carteira de motociclista. Mas, afinal de contas, está se dando muito bem. Ela leva jeito para a coisa.

Vamos ver quanto tempo demora para que possa fazer uma viagem, mesmo que pequena pois, ela mesmo diz, que para as viagens longas ela vai preferir ir na garupa mesmo, pois assim ela pode ir dormindo e se tiver que dirigir não. Hehe.

Vamos ver coo a coisa vai evoluindo...

domingo, 25 de agosto de 2013

Um Final de Semana bem Agitado

 
Neste final de semana de 24 e 25 de Agosto de 2013, aconteceram muitas coisas que merecem ser registradas aqui, para que eu possa vir a ter acesso a estas lembranças posteriormente,  sem esquecer daqueles que de alguma forma, acompanham este Blog.
 
Fomos para Curitiba na sexta-feira, dia 23 à noite, e chegamos em nossa casa às 22:30h. Nem tanto pela distância, mas é que a BR-101/376 não é mole não e existem alguns trechos em obras o que consome muito tempo na viagem. Mas já estamos acostumados com este esquema, embora acabe cansando muito mais que o normal.

Sábado, dia 24.

No sábado acordamos cedo, 7:30 da manhã para podermos ir tomar o café da manhã na casa da Cíntia e ver o nosso netinho Luciano, que sempre estamos com saudades, pois às 9:30 eu havia marcado de pegar meus filhos. O objetivo era ir até uma casa de câmbio localizada no CCI para comprar alguns Euros para a viagem da Louise para a Irlanda no dia seguinte, pois ela estava preocupada com uma nova conta de 900 Euros que ela terá que pagar assim que chegar no alojamento referente às custas de serviços, não entendi bem quais e imagino que nem ela. Com esta nova conta ela ficou meio descalçada e tivemos que ver uma ajuda, ao menos parcial.
 
Depois que saímos de lá, tudo resolvido, ela também aproveitou para cambiar alguns reais que ainda estavam na conta dela, somando tudo acabamos conseguindo um bom câmbio, ao menos melhor do que aquele que estávamos pretendendo pagar, economizamos 0,05 reais/ Euro.
 
Isto feito passamos na casa da mãe deles para deixar o Guilherme, que teria que se arrumar para a formatura, e que teria que estar no Centro Universitário Curitiba ao meio dia e nós outros fomos até a loja da Harley para ver o pessoal e tomar um café, caso ainda tivesse. A passada por lá foi bem rápida, eu, a Louise e o Conrado tomamos uma xícara de café e comemos um pedaço de empadão de frango que estava acabando. em menos de 5 minutos já não tinha mais nada para comer, mas também já era umas 11:30h.
 
Saímos da loja para irmos até a casa da Cíntia para buscar a Bê para acompanhar a formatura do Gui em uma solenidade muito simples, no auditório da faculdade mesmo onde seriam entregues os famosos canudos apenas. Nada de festas, almoços ou jantares e bailes. Uma solenidade muito simples e apenas para os familiares mesmo.
 
No caminho passamos por uma lotérica para vermos se iríamos ou não visitar a Louise na Irlanda meio cedo e fizemos, eu e o Con, uma fezinha na Mega-Sena, que infelizmente não deu nada. Quando estávamos chegando na casa da Cíntia liguei para avisar a Bê que estávamos indo lá e que os pais poderiam chegar perto das 2 da tarde para a formatura e ela nos avisou que estava arrumando todas as coisas e que não poderia ir conosco e que iria com o carro da Kátia.
 
Bem, havíamos perdido um tempão no trajeto, mas não tinha o que fazer, voltamos em direção ao centro e tínhamos que ver o que e onde comer. Chegamos à conclusão de que a Lou ficaria muito tempo sem comer uma feijoada então começamos a buscar por um local que tivesse feijoada, o Con acabou se lembrando do Mannus, que fica na Trajano Reis. Que além de ser rápido é por quilo e nosso tempo poderia se encaixar direitinho em nossas necessidades.
 
A feijoada estava ótima e a Lou comeu menos que eu e o Conrado, mas gostou de termos ido. Após o almoço fomos até a casa da mãe deles para que o Con trocasse de camisa e a Lou deixasse os euros e seguimos para a Uni Curitiba. Entramos no Anfiteatro que tem no 1º andar e pegamos alguns lugares o mais perto que deu do palco e ficamos esperando pelo início.
 
Foi muito emocionante ver aqueles jovens todos entrando um a um, vestidos com becas pretas, trazendo os casquetes sob os braços, e irem tomando assento nas primeiras poltronas sendo que quando o Gui entrou a emoção aumentou muito. Ele estava muito emocionado também e ria muito fácil como é a sua característica, pois quem conhece sabe que ele é muito alegre e como contagia os demais. Na verdade uma pessoa muito especial.
 
Iniciando a cerimônia teve a formação da Mesa Diretiva, com o Reitor e Coordenador do Curso de Direito e uma Professora.
 
O Guilherme entrando no Auditório.
Dá para ver como ele estava contente.

O mestre de cerimônias começou a chamar os alunos em ordem alfabética. Eles se levantavam, subiam  no palco e recebiam o Grau de Bacharel em Direito do Reitor e recebiam o Canudo do Coordenador contendo uma declaração de que haviam concluído o curso. O Diploma, propriamente dito, receberão depois de algum tempo ainda, tendo em vista a necessidade de registro no MEC e não quais outras burocracias ainda. Mas como o Gui já havia passado no exame da Ordem dos Advogados do Brasil - OAB, ele talvez possa dar entrada no pedido da carteira com aquela declaração. Não sei.
 
Depois que todos receberam os canudos, retornaram aos seus lugares, se cobriram com os casquetes, tiraram fotos, etc. Apenas o Reitor tomou a palavra para fazer um pequeno discurso, curto mas muito interessante. Me lembro de uma parte que contava uma história, mais ou menos assim:
 
"Quando estive em Madrid, a muitos anos atrás, tive o privilégio de visitar o Museu do Prado. Andando por aqueles infindáveis corredores, de repente me deparei com uma tela enorme, onde estava pintada uma cena que, embora já tivesse conhecimento de sua existência, tive a oportunidade de admirar pessoalmente.
 
A Cena era composta de uma pintura da cidade de Madrid, embora ainda fosse uma vila, já tinha a sua praça, o castelo do Rei, uma Igreja em construção, algumas casas de comércio, de moradores, praças e demais instalações de que uma cidade medieval era composta e tinha ainda, em suas imediações, uma Casa de Detenção onde os prisioneiros ficavam quebrando as pedras que seriam utilizadas nas construções da cidade. Transformando as mesmas em blocos retangulares para que pudessem ser utilizados nas construções da cidade que crescia.
 
Ocorreu que um dia o Rei resolver ir visitar esta Casa e, com todo o seu séquito, inclusive a guarda real, lá se foi. Eis que ele resolveu perguntar aos presos por que os mesmos se encontravam lá. O primeiro respondeu: - É que a nossa justiça é muito falha e acabou me condenando a ficar aqui sem que não tenha tido nenhuma culpa do crime do qual fui acusado e condenado. Foi então a outro e fez a mesma pergunta: -Porque o senhor encontra-se aqui? E este respondeu-lhe: - Nossas leis não são feitas para proteger os pobres e infelizmente eu, mesmo sendo inocente, estou aqui retido a muitos anos.
 
As perguntas foram assim sendo respondidas, mais ou menos da mesma forma por todos os reclusos, até que o Rei finalmente chegou perto de um prisioneiro já velho e que era um pouco surdo. O Rei chegando perto dele lhe fez a mesma pergunta e ele não ouviu e sequer reconheceu o Rei, pois também já não enxergava muito bem. O Rei levantou a voz e refez a pergunta, ao que o velho levantou a cabeça e respondeu sem se dar conta de quem lhe perguntava: - O Senhor está vendo aquela Igreja (apontando para a Catedral em construção), pois bem, estou ajudando a construí-la."
 
Gostei tanto da história que a transcrevi aqui, pois se trata de uma coisa muito importante para as nossas vidas, tudo realmente depende apenas do ponto de vista com que vemos as coisas. Mas é claro que não perdi a chance de comentar com o Lou, que está finalizando o curso de engenharia civil também já tendo concluído todas as disciplinas e créditos e que apenas não vai se formar para poder ir para a Irlanda no programa Ciência sem Fronteira do Governo Federal, que embora a formatura fosse de direito o Reitor acabou por utilizar uma história de engenharia. Hahahaha.
 
E a mistura foi geral depois de finalizada a solenidade.
 
 
 
O Gui e ao fundo o Milton. O Conrado e a Fátima lendo a declaração do canudo.
 
Que delícia. Formatura é muito bom.

Terminado o discurso, que incluiu ainda muitas outras falas sobre o início de uma carreira e do esforço que os formando ainda teriam que continuar fazendo até que pudessem vir a se transformarem em experientes operadores do direito, etc. Acabou muito rápido, pois não teve mais nenhum discurso nem de formando nem de paraninfo, agradecimentos etc.
   
Meus três lindos e maravilhosos filhos que Deus cedeu para a gente cuidar.
A Lou estava com irritação nos olhos... hehehe e o Gui feliz, como sempre.
 
Aqui nós dois felizes. Acho que sei por quem ele puxou. Hehehe.

Foi muito bom ver o Gui finalizando uma etapa muito importante de sua vida, que se iniciou no pré-primário e ora estava sendo sintetizada naquele momento. Foi uma cerimônia muito simples onde cada formando poderia levar apenas umas 5 pessoas, pois no auditório não caberiam mais do que isso mesmo, já que estava lotado.
 
Eu e o Gui.
 
Com a Bê.

E com a Mãe.

Gui com a Beca e Casquet.

Tiramos algumas fotos, a Bê saiu para voltar para a casa da Cíntia a fim de participar do chá de bebe que ela estava organizando para o Bernardo e eu, o Conrado e o Guilherme saímos juntos. Antes disso porém a Bê tinha marcado de se encontrar com a Ana Paula na Curitiba para irem juntas até a casa da Cíntia. O Daniel trouxe a Ana e ficamos conversando um pouco ali em frente a faculdade enquanto o Gui foi até uma lanchonete para tomar um Milk Shake com o Conrado, pois não tinha almoçado.
 
Saímos em direção ao Shopping pois eu queria dar de presente para o Gui um terno, já que este é o uniforme obrigatório de um advogado. Fomos ao Muller e na Padrão compramos um terno bem legal para ele.
 
Fizemos um pouco de hora, subimos na praça do cinema e tomamos um café. O Gui comeu um croisant de queijo e presunto e depois fomos até a casa da Cíntia para buscar a Bê pois iríamos jantar juntos na Batel Grill para festejar a formatura. Marcamos para as 8 da noite. A Fátima entendeu que era 7 da noite e avisou a Edi, namorada do Conrado, pois ela estava na aula até as 6 da tarde. Para completar o Conrado estava com o celular sem bateria. Logo, a coitada da Edi acabou ficando um tempão esperando sem saber que iríamos atrasar.

Chegamos na Cíntia já tinha acabado a festa mas ainda tinha algumas poucas pessoas, entre elas a Ana Paula, que foi com a Bê, minha sogra e uma sobrinha, a sogra da Cíntia e mais algumas parentes do Luciano. Ficamos ali mais um tempinho até que as pessoas foram embora pois achava que não iria somente a Bê para jantar.

Logo depois o Daniel estava vindo de moto para buscar a Ana e depois de alguma conversa telefônica ele acabou chegando e entrou. Ficamos ali de papo e tempo foi passando. Quando estávamos nos despedindo para sairmos chegou o Luciano com o Lucianinho. Aí começou tudo novamente pois o Conrado e o Lucianinho começaram a fazer festa e brincar. Passado mais algum tempo e quando vimos já era cerca de 9 da noite. Descobrimos quando a Mãe deles ligou para saber da janta pois a Edi estava cansada das aulas e estava indo para casa.

Putz!!! Aí a coisa pegou! Juntamos a tropa e fomos embora, eu a Bê, o Conrado e o Gui. Acabamos chegando na Batel Grill era cerca de 9:30. Graças a Deus a Edi se arrumou em casa e retornou porque senão eu me sentiria muito culpado por tudo. Claro que ela estava chateada pelo fato do Conrado não ter avisado do que estava acontecendo e, o pior, que com toda a razão do mundo. Mas depois de alguns acertos normais ficou tudo muito bem. A Lou que tinha ido em um encontro de amigos dela, da faculdade, também já tinha retornado e estava lá com a mãe dela. Acabamos ficando em 7 pessoas apenas, o Gui, Conrado e Edi, a Louise e a Fátima e a Bê e eu. Jantamos e rimos muito. Estava muito divertido. Quando saímos do restaurante já estava tudo vazio e era cerca de meia-noite passada.

Cada um para a sua casa, pois no dia seguinte a Lou estaria embarcando para Irlanda para passar um ano fora de casa.

Domingo, dia 25.
 
Domingo acordamos novamente cedo para irmos até o aeroporto nos despedirmos da Louise. Nos programamos para chegar ao aeroporto às 9:15, acabamos chegando às 9:30, mas o bom que foi que chegamos todos juntos. Até o Gui foi, digo até o Gui pelo fato de ele ter saído à noite com os amigos para festejar a formatura e ter voltado para casa somente as 7 da manhã, ou seja, não dormiu e quando chegamos fui informado de que ele estava dormindo no carro. Tudo bem, ele acabou voltando rapidinho para junto de nós. Com cara de sono mas estava ali acordado e disposto. Como sempre alegre e brincalhão.
A criança que a Lou levou. 32kg.

Despachando a mala.

A Lou fez o checkin direto de Curitiba - Dublin, tendo 2 conexões, uma no Rio de Janeiro e outra em Paris e lá se foi a malinha de 31,5 kg dela. Coisa pequena, se quebrar a roda ninguém carrega. Trocando de companhia também, saiu de Curitiba pela TAM e depois Air France. Chique até nisso a menina.

A Lou com a mãe e o Milton.
Claro que teve show de choradeira, até eu mesmo acabei me emocionando, faz parte, afinal de contas trata-se de uma boa aventura para ela, mas estamos todos rezando e desejando que ela se saia muito bem e que possa alçar voos cada vez mais altos em sua vida. Afinal de contas, embora os filhos sempre pareçam pequenos eles não são mais, a Lou já está com seus 23 anos e mais do que na hora de fazer suas escolhas e seguir em frente como ela já vem fazendo a algum tempo.
Todo mundo com o olho molhado.

Piorou!!!!

Que gostoso...

Chegado o momento ela se foi. Nos despedimos e até quando ela estava para sumir no fim do corredor, depois do raio X, ela ainda parou para fazer um coração com as duas mãos.

Despedida completa, agora tínhamos marcado de ir ao Largo da Ordem (do Cravinhos) para encontrar com o Daniel e com a Ana Paula, pois queríamos nos despedir da Helena, filha deles, que deverá estar indo para passar um ano nos EUA, e estará embarcando nesta próxima sexta-feira, dia 30 e nós estaremos em Floripa. Ela deverá estar indo para o estado de Michigan em uma cidadezinha localizada bem próximo à fronteira com o Canadá, ou seja, vai passar um inverno dos bons por lá e ficará lá por um ano também, como a Lou.
 
De onde se tira que as filhas estão voando muito hoje em dia, os meninos ficam em casa e as meninas ninguém segura. Elas vão tomar conta do mundo.
A Bê, a Helena e eu no Largo da Ordem.

Encontramos com eles no Largo e depois fomos almoçar no Cabral Grill, localizado na Cândido de Abreu, próximo ao Shopping Muller e que somente agora me toquei que não avisei os meus filhos de que eles poderiam ir conosco. Desculpem-me se lerem este texto.

Depois do almoço saímos direto para a estrada e chegamos em casa, em Floripa, com a promessa de que no próximo final de semana teremos um encontro em Florianópolis de pais sem filhas. Hehehehe.

Chegamos bem as 7:30 da noite sem nenhuma parada, nem para um cafezinho, mas com o consumo de 2 pacotes de pipoca doce, que é para manter acordado, tanto eu coo a Bê que já me viciou nesta pipoca doce assada, que eu nunca gostei muito e agora está me conquistando, pois ela adora!

Até a próxima pessoal.
 
 
 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Bê, Um Luxo Só!

A  minha querida Bê está um LUXO.
Agora ela está De Luxe, ou seja Softail De Luxe.
Neste dia 11 de Julho de 2013, ela fez aniversário e, por muita coincidência, chegou a moto dela, branca e vermelha, como ela queria, que havíamos encomendado já a mais de 4 meses.
O curioso é que a moto chegou 2 dias depois que ela pegou a carteira de motociclista e ainda por cima, foi entregue exatamente no dia do seu Aniversário!
Isso sim é que poderia ser chamado de dia em que ela ficou mais nova, ao menos neste ano não dá para dizer que não, pois ela parecia uma criança de 15 anos.
Veja só como ela ficou bonita.


A Bê em sua De Luxe na frente da Floripa HD - Bota feliz nisso..
À noite, depois do meu trabalho, fomos até um loteamento mais tranquilo para que ela pudesse andar um pouco e ir sentindo o peso e a maneira de dirigir, pois pilotar uma motinho qualquer é coisa para criança, mas uma Harley é coisa para gente grande, além do que exige uma certa habilidade e paixão que apenas uns poucos escolhidos tem.

Ela tem! Eu tenho! Pouca gente tem! Se não entender, não vai adiantar explicar!

Sei que ela ficou ainda mais linda em cima de sua De Luxe branca e vermelha, do jeitinho que ela queria.

Felicidades para nós querida! Seja muito feliz com essa sua companheira que não deixa de ser uma ruiva com luzes. Hahaha.



domingo, 7 de julho de 2013

Oração publicada pelo Zani no face da Bê

Zani,

Realmente espero que ele não tenha se enganado, pois como ele está habituado a viver em gaiola, prefiro acreditar que quando se viu livre, não sabendo como sobreviver, em uma situação difícil, vendo a vido se esvair, escolheu um casal onde ele viu que poderia ter acolhimento podendo sentir que ali tinha AMOR - a linguagem divina universal que pode ser reconhecido por todas as criaturas de Deus.

Eu prefiro pensar assim, pois a outra alternativa, me levaria a soltar o Xaim e aí fico pesaroso pelo destino que ele poderá ter.

O mais curioso é que ontem à noite ele já não vinha mais na minha mão. Quando a gente se aproxima da gaiola ele se afasta, em uma reação normal, esperada e previsível, diferente daquela que vivenciamos ontem.

Tomei a liberdade de copiar para cá a oração que você publicou no face da Bê.

Ele se enganou ! Viu um casal que gosta de bater asas por aí, de se sentirem livres, de encontrar amigos... Ele viu que a filosofia de vida da casa e... se enganou > Filosofia HD : Nós acreditamos no nosso próprio caminho, não importa qual é o rumo que o resto do mundo está tomando
Nós acreditamos em resistir a esse sistema que foi construído para esmagar os indivíduos como insetos em um para-brisas
Alguns de nós acreditam no Homem lá de cima; todos nós acreditamos no homem que somos aqui embaixo
Nós acreditamos no céu, e não acreditamos em tetos solares
Nós acreditamos na liberdade
Nós acreditamos na poeira, nos búfalos, nos vales montanhosos, na vegetação rasteira e em pilotar em direção ao pôr do sol
Nós acreditamos em bolsas laterais, nós acreditamos que os caubóis é que sabiam das coisas
Nós nos recusamos a abaixar a cabeça para quem quer que seja
Nós acreditamos em roupas pretas, porque elas não demonstram sujeira... ou fraqueza
Nós acreditamos que o mundo está ficando muito monótono, e que nós não vamos ficar como ele
Nós acreditamos em pegar a moto e viajar por uma semana inteira
Nós acreditamos em diversões de beira de estrada, hotdogs de posto de gasolina e em descobrir o que está acontecendo na próxima cidade
Nós acreditamos em motores barulhentos, pistões do tamanho de uma lata de lixo, tanques de combustível desenhados em 1936, faróis do tamanho dos de uma locomotiva, cromo e pintura customizada
Nós acreditamos em chamas e em caveiras
Nós acreditamos que a vida é o que você faz dela, e nós fazemos dela uma viagem daquelas
Nós acreditamos que a máquina que você pilota diz ao mundo exatamente de que lado você está
Nós não nos importamos com o que os outros acreditam
Amém."
Será que é melhor ele ficar na gaiola? "Piriquito, vem pra rua" !!! Liberdade já !!! hahaha

Xaim - Nosso Novo Companheiro(a)

Hoje aconteceu um fato memorável, que faço questão de registrar aqui para que no futuro eu mesmo possa recordar dos detalhes.

Fomos ao apartamento novo, que estamos arrumando e pretendemos nos mudar em breve, fica localizado no Itacorubi em Florianópolis.

Eu estava conversando com o Douglas, prestador de serviços que está colocando gesso, luminárias, etc., conforme projeto que eu a Bê e a Lou havíamos feito e que, graças principalmente à Lou, que desenhou tudo, ficou realmente muito bom. Tanto o gesso como a iluminação. Claro que a Arleni da Dellanno, que projetou os móveis, também ajudou muito.

Mas enquanto tentava acertar com o Douglas os detalhes de algumas diferenças em nossas contas, notei que um passarinho havia sentado sobre o parapeito da sacada do apartamento, vi isso através da janela do escritório. Como me pareceu um periquito australiano, o que não é comum de se ver, pois os mesmos vivem apenas em gaiolas, fui até a janela do escritório e era um periquito australiano de cor azul e asas cinzas.

Imaginei que ele voaria quase que instantaneamente, mas para minha surpresa ele ficou ali parado atento em mim. Me lembrei imediatamente do Olavo, irmão do Cláudio, e comecei a falar com ele, chamando o mesmo por xaim, paxaim, fui esticando um pouco o braço direito para fora da janela com os dedos estendidos, como que oferecendo um poleiro para ele.

A Bê chegou perto e disse que ele não viria, também achava que não mas respondi que ele estava demonstrando uma certa vontade de vir, pois havia dado uns 2 passinhos em minha direção, parece que tinha vontade de ir embora mas se sentia atraído. Eu continuava a falar com ele, quando de repente, ele levantou voo e veio direto pousar no meu dedo. Fiquei muito impressionado e a Bê também não acreditava que aquilo estava acontecendo.

Continuei falando com ele e chamando de Xaim. Quando indiquei o caminho ele foi subindo pelo meu braço e chegou ao ombro, me afastei da janela, achando a todo momento que ele acabaria levantando voo, mas, ao invés disso, ele subiu na minha cabeça. Quando me dirigi para a cozinha, a fim de pegar o interfone para ligar para a portaria em busca saber se alguém no prédio tinha perdido um periquito, ele voou direto para o ombro da Bê e ficou brincando com o cabelo.

O Jackson, eletricista que eu apelidei de João Pequeno, pois tem mais de 2m de altura e é enorme, e o Douglas, gesseiro e coordenador dos trabalhos, não acreditavam no que estavam vendo e eu muito menos, somente tinha visto o Olavo fazer isso uma vez e apelidei ele de São Francisco por causa disso. Na reforma o nosso interfone não está instalado e acabei indo ao elevador para ligar para a portaria, deixando o Xaim com a Bê.


O Xaim no chão do quarto reconhecendo o ambiente.
De dentro do elevador, liguei para a portaria que me informou que o Sérgio, nosso zelador, estava pelo prédio, mas não sabia onde. Neste meio tempo, a porta do elevador se fechou e começou a subir, quando parou e a porta se abriu dei de cara com o Sérgio. Achei muito engraçado. Contei para ele o ocorrido e ele me disse que uma vizinha do 611 tinha perdido uma caturrita há alguns dias e que devia ser o dela. Fiquei feliz por ter encontrado o lar do bichinho.

Fomos até o apartamento e ele tentou pegar o passarinho, que a Bê tinha colocado dentro de um quarto fechado. Ao invés de pegá-lo acabou deixando o bichinho estressado, arrancando 2 penas da cauda. Ele desistiu quando sugeri que ele fosse buscar a dona, pois a cena estava dantesca e eu com pena do passarinho.

Neste meio tempo, peguei um pote para colocar água para o Xaim, quando estava dentro do quarto, escutei do lado de fora a Bê gritando: - Então é meu! É meu!

Tentei argumentar que nós viajamos muito e que ficamos fora por vários dias, mas o Sérgio que estava ali disse que não tinha problema e que no caso de viajarmos ele cuidaria do Xaim para nós. Pronto aí a coisa realmente ficou irreversível, não tinha jeito, pois da forma como ele tinha me escolhido e eu a ele, não havia como negar a ligação incompreendida entre nós. No mínimo uma benção para a nossa nova morada. Eu estava na verdade tentando escapar da responsabilidade de ter um animal de estimação em casa, que sempre dá trabalho e acabamos nos apegando.
Chegando de volta com a gaiola amarela e branca na grelha da moto.
Agora vou ter que comprar um capacete para o Xaim ir passear de moto conosco. Hehe.

Sob a insistência da Bê, fomos a um Pet que tem ali perto e compramos a única gaiola de metal que tinha, uma amarela com branco, a coincidência é que combina com a moto. Prendi a gaiola na grelha do tour pack, coloquei a comida do bichinho na moto, retornando rapidamente para o apartamento pois o coitadinho do Xaim parecia estar morrendo de fome.
Parece que ele sofreu muito e está quieto.
Depois de ser tratado ele não quer mais muita proximidade. Acho que recuperou seus instintos.

Arrumamos a água e a comidinha nos potes da gaiola e lá fui eu com a gaiolona, portinhola aberta para ver como é que eu iria fazer para ele entrar na gaiola. Abri a porta e a Bê veio atrás de mim. Ele estava em cima de uma caixa de papelão, e ficou atento, notadamente ele viu a gaiola como algo conhecido e ao invés de buscar se afastar ele se interessou vindo para a borda da caixa, mais próxima de mim, eu não tive dúvida e na hora aproximei a portinhola da gaiola dele e, qual foi a minha surpresa, ele pulou no arame da borda e simplesmente entrou na gaiola, indo direto para o pote e se atracou de um jeito incrível na comida. Acho que ele estava realmente morrendo de fome. A Bê já me sacaneou dizendo que realmente era para ser meu, pois ao menos para comer ...
O Xaim no meio da sala, no pote de comida e a Bê. Todos no meio da bagunça e sujeira da reforma.


Ele está descansando. Afinal, à noite os pássaros ficam com sono. Vamos ver amanhã se ele estará mais animado.

Pelo jeito passou o dia inteiro próximo ao pote de comida, à noite, quando fomos ao apartamento, ele continuava comendo, ficamos preocupados que ele acabaria passando mal. Depois entendi porque ele ficou tanto tempo no quarto e não fez nenhuma sujeira, o coitado estava sem nada no intestino.

Pronto, hoje temos um animalzinho de estimação, que já é muito amado por mim e pela Bê, pela forma como ele se apresentou e entrou em nossas vidas. Esperamos que possa ficar conosco por muito tempo ainda.